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Cultura Pop

Lembra da Ananova?

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Lembra da Ananova?

Fui lembrado disso por causa de um post da Lia Amâncio. Uns poucos anos antes do Fantástico dar emprego a uma apresentadora virtual, surgia, em 2000, a Ananova, a primeira apresentadora de programa de notícias gerada por computador.

Surgida em Londres, era o que havia de mais moderno: a garota virtual de 28 anos, fã de Oasis e do desenho Os Simpsons (sim, tinha esses detalhes) forneceria notícias virtualmente durante 24 horas por dia, a partir do site ananova.com. O humor da apresentadora virtual também era, digamos, o fino para a época. Numa época em que o Brasil e o mundo descobriam de vez a cultura nerd, ela estreava em abril de 2000 anunciando “bom dia, sou Ananova. Estou trancada em uma sala há 12 meses, com nada além de nerds e técnicos da empresa”.

A tal empresa que ela citou em sua primeira fala era a Press Association, uma agência de notícias do Reino Unido que, numa época em que a internet ainda era pouco mais que mato, despejou uma carreta de grana no serviço, para que tudo saísse nos conformes. Como já era bastante comum naquele comecinho da internet, o cheiro de grana começava a dar pulga no colchão de empresas grandalhonas. Em julho daquele mesmo ano, Ananova foi vendida por US$ 144 milhões para a empresa de telefonia celular Orange Group, também da Inglaterra.

A Press, quando criou Ananova, tentou dar a ela características bastante humanas. O rosto foi concebido como uma mistura de três mulheres famosas, as cantoras Victoria Beckham e Kylie Minogue, e a apresentadora Carol Vorderman. A ideia é que ela fosse “uma garota da cidade”, urbana e solteira. A beleza da moça era padrãozinho: corpo magro, com um corte pixie para dar um ar “decidido” e alternativo. Dúvida da época (e só para se ter uma ideia do que era problematizado há vinte anos): a Ananova vai substuir as apresentadoras de verdade? Não, claro que não: a empresa que criou a personagem garantia que ela ficaria restrita à internet.

A apresentadora virou assunto de balcão de pub da noite para o dia, e começou a ser comentada como se fosse uma celebridade de carne e osso. A Press, quando desenhou a menina, não se ligou muito em detalhes básicos como figurino, daí os criadores da Ananova a projetaram usando sempre a mesma roupa – o que causou discussão em programas de TV e tabloides. De qualquer jeito, da mesma forma que uma turma tinha ficado maluca com a personagem de games Lara Croft, o furor com Ananova não foi diferente – a CBS chegou a noticiar que estreava na TV “uma cyber-âncora sexy, com um grande faro para notícias”.

Com a venda milionária de Ananova para a empresa de telefonia, havia a possibilidade da imagem da garota aparecer nos celulares. As notícias, por sua vez seriam enviadas por SMS – numa época em que a telefonia digital, mesmo lá fora, ainda vivia na base do jogo da cobrinha. E foi justamente a tecnologia que acabou matando a personagem. Em 2004, a Orange tirou Ananova do ar afirmando que a personagem precisava ser atualizada. Só que ela nunca mais voltou. O site ananova.com continuou no ar até 2009 dando notícias (e sendo fonte de várias versões onlines de jornalões brasucas). Hoje não tem nada lá.

Ah, sim, existe até hoje um site chamado Ananova.news, que funciona com notícias diárias. Uau, uma das news recentes é do Brasil.

Via Wisegeek

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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