Isso é que páleo-nerd-memorabília. Se você não fazia a menor ideia, apesar de a Internet ter se popularizado nos anos 1990, ela já vinha de 1969 por causa da rede de comunicações da ARPANET, criada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA) do Departamento de Defesa dos Estados Unidos para facilitar a comunicação militar e de inteligência. Em 1972 já tinha sido feito um documentário que mostra toda a graça, o charme e o futurismo primitivista do que era possível fazer nesta época ao se estabelecer comunicações entre computadores. Era Computer Networks – The heralds of resource sharing, dirigido por Peter Chvany. Alguém jogou o filme no YouTube, infelizmente sem legendas.

Na época, não se tratava de brincadeira de criança. A Internet livre para todo mundo ainda era um delírio e mesmo as pessoas mais envolvidas de perto com o projeto ARPANET ainda sonhavam com equipamentos melhores e uma linha que não caísse e não desse problemas. Nos dez primeiros minutos do filme, um sujeito, num quadro-negro, exemplifica como aconteceria se a comunicação ocorresse de terminal a terminal, garantindo que “não havia problema político” se um computador falasse com o outro. Sendo que, se hoje todo mundo passa o dia conectado, na época tudo era feito com limitações bizarras de tempo – o que encarecia tudo.

Computer Networks – The heralds of resource sharing virou lenda por um bom tempo, especialmente por causa do produtor do filme, Steven King – que já provocou confusões com o nome do escritor de terror Stephen King. Um tempo atrás a BBC queria porque queria encontrá-lo para um projeto que estavam desenvolvendo. Não sei se acharam.