Cultura Pop
Keith Richards não é lá muito fã do Led Zeppelin, não

O Led Zeppelin foi uma das bandas mais bem sucedidas dos anos 1970. Mas rolavam uns comentários maldosos a respeito do grupo. Por sinal, isso vinha tanto da crítica musical quanto de um setor muito delicado: os colegas do quarteto.
Em 2015, numa entrevista à Rolling Stone, o assunto foi levantado por ninguém menos que Keith Richards. O guitarrista dos Rolling Stones já tinha zoado em entrevistas antigas tanto o estilo de cantar de Robert Plant quanto o jeito de tocar bateria de John Bonham. Voltou a tocar na história e definiu a banda como “vazia”.
“Eu amo (o guitarrista) Jimmy Page. Mas naquela banda, não, com John Bonham trovejando pela estrada em um veículo descontrolado de 18 rodas”, resmungou o músico. Keith ainda declarou nunca ter tido interesse algum “por aquelas bandas da Inglaterra”. De fato, os Stones tinham tanta paixão pela música americana que, nos anos 1960, singles e LPs da banda saíam primeiro nos EUA.
Não foi só ele, já que Pete Townshend, do The Who, aproveitou as câmeras apontadas em sua direção durante a gravação do documentário A história do rock´n roll, da Warner. E admitiu que nunca gostou muito do Led, apesar de também admitir que possivelmente esse desgosto rolava “porque eles foram muito mais bem sucedidos no negócio (do rock) do que nós”.
O rancor de Pete com o Led é pura viagem, diga-se. O Who tem uma carreira bem mais duradoura e expandiu seus tentáculos para cinema, teatro e licenciamento de produtos. Mas vale dizer que rolaram venenos trocados entre Keith Richards e o Who também. Afinal, o guitarrista implicou igualmente com o batera Keith Moon. “Ele tocava bem no Who, mas era um desastre tocando com outras pessoas”, afirma.
As farpas de Keith Richards para cima do Led ficam ainda mais engraçadas quando se observa que saiu, finalmente, uma gravação de Jimmy Page (ok, Keith livrou a cara do guitarrista) com os Stones. Scarlet foi gravada em outubro de 1974 e está programada para um relançamento do disco de 1973 dos Stones, Goat’s head soup. Olha ela aí.
Goat’s head soup, por sinal, é um dos discos mais conhecidos dos Stones. Afinal, foi o disco do hit açucarado Angie. Essa balada ajudou o álbum a fazer sucesso até mesmo entre gente que nunca tinha comprado um disco da banda. Curiosamente, a Atlantic, que por aqueles tempos controlava a Rolling Stones Records, encheu o saco da banda dizendo que preferia outro Brown sugar a uma baladinha.
As memórias de Keith Richards e Jimmy Page sobre a gravação de Scarlet são bem diferentes. O stone lembra de ter chegado num estúdio em que o Led estava ensaiando e conta que o guitarrista resolveu ficar por lá. Page diz que não foi nada disso, e tudo partiu de um convite para um ensaio na casa do guitarrista Ron Wood (que era amigo da banda, mas só entraria para os Stones em 1975).
Com memórias conflitantes ou não, fica aí a música. Que por sinal, evoca uma época em que o Led Zeppelin, uma das bandas inauguradoras do rock pesado, já sentia que o cenário do rock estava cheio de novos grupos tocando muito alto (Blue Öyster Cult, Ted Nugent e outros). Engraçado notar que Scarlet lembra muito a fase inicial do Aerosmith, banda que conseguia imitar, ao mesmo tempo, o Led e os Stones. E poderia ter ajudado a reembalar melhor ainda os Stones para uma nova era do estilo musical.
Veja também no POP FANTASMA:
– Quando o Led Zeppelin trocou de nome por um dia
– Várias coisas que você já sabia sobre Physical graffiti, do Led Zeppelin
– Rolling Stones fazendo mímica de I got you, babe, de Sonny & Cher
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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