Cultura Pop
O pensamento vivo de John Lydon sobre música

As redes sociais do site Pitchfork relembraram no último fim de semana um papo com John Lydon (Public Image Ltd, Sex Pistols) onde ele falava de seus discos preferidos. Difícil de imaginar, mas Lydon incluiu Nevermind, clássico do Nirvana, na série de LPs. E diz que Trout mask replica, disco duplo de Captain Beefheart lançado em 1969, lhe faz lembrar da época em que ele tinha aulas de violino (!). Olha aí quatro álbuns e duas músicas que ele escolheu.
“NEVERMIND” – NIRVANA (1991). “Lembro que fiquei muito zangado com o título do álbum, Nevermind. Eu pensei: ‘Nevermind? Você perdeu seu pau ou algo assim?’ Mas preciso dizer que Smells like teen spirit é uma das maiores músicas de todos os tempos do pop. Essa música está firmemente embutida na minha psique. Então, eu os perdoo. A maioria das bandas não consegue criar uma música completa, e às vezes uma é suficiente. Quando veio Heart-shaped box, estava tudo começando a soar um pouco suicida. Eu senti isso chegando”.
https://www.youtube.com/watch?v=sEaiztyrB-w
“PRETTIES FOR YOU” – ALICE COOPER (1969). “Por volta de 10 anos, eu estava executando um serviço de mini-táxi, fazendo as reservas, e foi o melhor trabalho de sempre. Eu amei a responsabilidade, e as pessoas ficaram surpresas com o fato de um garotinho estar reservando sua jornada. O dinheiro foi ótimo, então comecei a comprar discos. Eu ia a duas lojas de discos na época: uma em Finsbury Park, dirigida por uma doce velhinha de cabelos brancos, que costumava ter nada além de Jimi Hendrix e dub. O local era sempre cheio de jamaicanos. A outra era dirigida por dois rapazes gordinhos de cabelo comprido, que tinham muito bom gosto. Foi aí que peguei o Pretties for you, de Alice Cooper (…) Muitas vezes eu simplesmente comprava coisas por causa da capa – mas isso não quer dizer que estava tudo bem. Pretties for you é um bom exemplo de capa feia”.
(falamos da estreia de Alice Cooper aqui no POP FANTASMA, por sinal).
“TROUT MARK REPLICA” – CAPTAIN BEEFHEART & HIS MAGIC BAND (1969). “Há muito a dizer sobre isso: é um álbum duplo e, quando terminar – se você conseguir terminar – não se lembra do que ouviu no começo. Eu gostei daquilo. Era anti-música da maneira mais interessante e insana, como crianças aprendendo a tocar violino – e era o que eu estava vivendo nessa época. Então todas as notas cagadas que estava sendo anotadas pelos professores estavam finalmente sendo lançadas por artistas conhecidos. Essa foi a minha confirmação. A partir de então, havia espaço para tudo”.
https://www.youtube.com/watch?v=7zdLfPN6F-o
“RAW POWER” – IGGY POP & THE STOOGES (1972). “Eu nunca vi os Stooges como punks antigos ou qualquer coisa desse tipo – isso é manipulação de fatos pela mídia (…) Eu não tenho preconceito, exceto pela música que eu acho que é uma reminiscência do trabalho de outra pessoa. Não vejo necessidade de infinitas versões de Chuck Berry, que era muito popular na época. E eu tive pouco tempo para o que estava saindo da América; bandas como Television nunca me pegaram, eu simplesmente não conseguia me conectar”.
“NOTHING COMPARES 2 U” – SINÉAD O’CONNOR (1991). “Por alguma razão estranha, Sinéad O’Connor voltou à minha vida. Eu me regozijei e me reconectei com ela. E era uma pessoa muito feliz por isso (…) Acho que o jeito com o qual ela lidou com Nothing compares 2 U, a música do Prince, era genial. É tão comovente e triste. Eu devo ser sentimentalista e nunca percebi até agora (…) Ah, e Dolly Parton passa por tudo isso. Sou fã da Dolly – você pode não acreditar, mas sou. Uma das maiores tragédias da minha vida até agora é que nunca consegui ir lá em Dollywood (parque temático da cantora). Eu acho que teria um troço”.
“WUTHERING HEIGHTS” – KATE BUSH (1978). “Muitas lojas de discos estavam fechando nessa época, e eu não usarei a internet para comprar discos. A internet é para pornografia, enciclopédias e videogames, e desperdiço muito tempo com isso. Então diminuí a velocidade nas compras e me voltei para coisas antigas como Kate Bush. Em Wuthering heights, sua voz é quase histérica, mas sempre em seu próprio registro. Eu acho muito reconfortante que ela esteja gritando lá em cima, é fantástico. Ela é um presente”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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