Por volta de 1990, estava sendo mais comum encontrar Joey Ramone envolvido com shows, eventos e situações em geral fora dos Ramones do que dentro da banda que lhe deu o sobrenome artístico. Ele fazia festas, shows de rádio, gravava com bandas como Mystics, participava de eventos pelos sem-teto e pelas florestas tropicais e… aparecia com sua mãe na televisão. Naquela época, o polêmico apresentador de TV Geraldo Rivera fez um programa especial sobre “mamães heavy metal”. Entre mães de músicos de bandas como Pretty Boy Floyd e Danger Danger, destacavam-se a mãe de um dos músicos do Jethro Tull (que em 1989 ganhara inesperadamente um Grammy na categoria Hard Rock/Heavy Metal, desbancando o Metallica). E Charlotte, mãe de Joey Ramone.

Alguém subiu no YouTube toda a parte em que Geraldo conversa com ela e com Joey, cuja banda na época divulgava o disco Brain drain – trechos do clipe de I believe in miracles aparecem no vídeo. A jovial Charlotte diz que I wanna be sedated é uma das favoritas dela, e canta trechos dessa música e de Beat on the brat (ouvi-la cantando “bata no moleque/com um taco de beisebol/oh, yeah”, é engraçado). Geraldo pergunta sobre a imagem “selvagem” dos Ramones e Joey responde que “a minha família é selvagem”. Também diz que as influências dos Ramones são “todas as coisas que apareceram desde o começo do rock and roll, e a vida, viver a vida e experimentar coisas. Isso tudo é absorvido pela gente e se transforma numa música única e numa atitude única”. Charlotte morreu em 2007 aos 80 anos.