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Cultura Pop

Ih, a Portsmouth Sinfonia fez 50 anos

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Ih, a Portsmouth Sinfonia fez 50 anos

O ano ainda em curso (o famigerado 2020) foi tão maluco que… até a Portsmouth Sinfonia decidiu reaparecer. Em junho (só vimos agora, foi mal), dois escritores, Christopher M. Reeves e Aaron Walker, decidiram colocar em um livro uma série de guardados, cartas, artigos, ensaios e toda a memorabília possível a respeito da chamada “pior orquestra do mundo”.

The world’s worst – A guide to the Portsmouth Sinfonia saiu pela Soberscove Press e ajuda a comemorar os cinquenta anos (tudo isso?) da Portsmouth, que aliás já andou aparecendo aqui mesmo no POP FANTASMA. A capa do livro é bem engraçada, por sinal – e dá conta de explicar um pouco sobre a sonoridade da orquestra. Mas apesar de a ideia de uma “pior orquestra do mundo” causar risos, muitos críticos põem a Portsmouth no escaninho da música experimental.

SAI FAZENDO

A premissa da Portsmouth Sinfonia era bem legal: reunir músicos que não tinham muita experiência com os instrumentos que tocavam, inclusive alguns amadores. Um cara que tocava cello poderia ser, originalmente, um percussionista. Já o cara do violino poderia ser alguém do coral. O coral poderia ter pessoas que não tinham lá muita experiência com canto. Quem não soubesse tocar nada, teria aulas no estilo “fulano, treina eles aí, jogo rápido!”.

Robin Mortimore, um dos fundadores, fazia questão de falar que a ideia não era fazer uma paródia da música clássica. O músico e maestro britânico Gavin Bryars, que teve a ideia da orquestra após dar umas palestras na Portsmouth School of Art em 1970, pedia que todo mundo da turma desse tudo de si e fizesse o melhor, e enfatizava que não era pra rir. A Portsmouth Sinfonia gravou o primeiro disco em 1974, produzido pelo produtor-popstar da vez, Brian Eno.

ESPONTÂNEO

Num texto da contracapa do disco, Eno indicava que a ideia era gerar “uma situação musical extraordinária e única, onde os erros inevitáveis “são como um elemento crucial da música”.

Tal espontaneidade trouxe problemas ao projeto algumas vezes. O espólio do compositor clássico Richard Strauss, por exemplo, não engoliu nem um pouco a versão da turma para Also sprach Zarathustra. Alegaram que maestro e orquestra desfiguraram a música e o arranjo original. Eles provaram que podia estar tudo desafinado, mas eram as mesmas notas e ficou tudo legal.

Aliás, tem alguns casos bem interessantes sobre a orquestra nesse audiodocumentário realizado pela BBC – em inglês sem legendas. A Portsmouth já ganhou um canal de vídeos e a galera de redes sociais está colocando tudo o que pode lá.

E A GENTE?

Além do livro, saiu um site oficial da Portsmouth Sinfonia, com muita cobertura de mídia (ei, por que o POP FANTASMA não está lá ainda?). E eles estão atrás não apenas de gente que viveu bons momentos por causa da música da orquestra, como de todos os músicos da formação original. A estreia da Portsmouth Sinfonia nunca saiu em CD e hoje pode ser escutada apenas no YouTube. Eles também têm Instagram, mas ainda não foi publicado nada lá.

Aliás, aproveita e pega aí Walter Cronkite, o Cid Moreira norte-americano, apresentando a Portsmouth Sinfonia na CBS, em 1974.

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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