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A Olívia amplia o álbum “Obrigado por perguntar” com três novas faixas

RESUMO: A Olívia revisita seu último álbum Obrigado por perguntar em edição deluxe que acrescenta três músicas ao repertório, incluindo parcerias com Selvagens à Procura de Lei e Esteban Tavares.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Camila Cara / Divulgação
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A Olívia revisita o próprio repertório em Obrigado por perguntar (Deluxe), edição que chega um ano depois do álbum Obrigado por perguntar (resenhado pela gente aqui). O lançamento acrescenta três músicas ao trabalho original, entre elas Superfície, parceria com a banda Selvagens à Procura de Lei.
As outras duas novidades seguem caminhos diferentes. Alma (que falta que me hacés) é uma nova versão da música feita com Esteban Tavares, misturando português e espanhol. Já Nessa madrugada leva a banda para um terreno mais contido, com violão de aço e beats eletrônicos.
Produzida e mixada por Pedro Tiepolo, com coprodução de Louis Vidall, Pedro Lauletta e Marcelo Rosado, Nessa madrugada amplia o lado mais intimista de A Olívia. Zeca Lemes assina a masterização do disco e as mixagens das demais faixas.
O álbum original marcou uma etapa importante para a banda, que começou a trajetória com Jardineiros de concreto, de 2017, e passou por singles, EPs e pelo disco Selva rock brasileira, lançado em 2024. Agora, o material ganha uma espécie de segundo capítulo com as três novas faixas.
A formação atual reúne Louis Vidall (voz e guitarra), Pedro Tiepolo (baixo), Pedro Lauletta (bateria), Marcelo Rosado (guitarra) e Jules Altoé (teclados), que entrou oficialmente no grupo após a apresentação no MIS, em São Paulo, em abril deste ano.
Obrigado por perguntar (Deluxe) sai pela pela ForMusic Records.
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Tela Vazia mergulha na música sombria em “Iniciação”

RESUMO: A banda curitibana Tela Vazia muda de direção em Iniciação, álbum que cruza pós-punk, metal e introspecção em nove faixas lançadas em três etapas.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Dani Duraes / Divulgação
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Se você já conhecia o som da banda curitibana Tela Vazia, ouça de novo, porque muita coisa mudou por lá. Fábio Banks, Isis Sophia e Flávia Banks estão com o álbum de estreia Iniciação na agulha, e o disco vem com uma sonoridade radicalmente pós-punk + metal, pesada e sombria. O disco tem nove faixas e está sendo lançado em três etapas. As três primeiras faixas já estão nas plataformas.
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A faixa-título, que abre o pacote, é um “começo de jornada”, que “celebra todos os rituais de iniciação”. Taxímetro parte de um verso de Paulo Leminski (“esta vida é uma viagem pena eu estar só de passagem”) e fala de buscas. Morto fala sobre “a epidemia do atraso e da desumanização”. No geral, um pacote sonoro pesado, reflexivo e repleto de temas psicológicos. Algo de rock progressivo também chega perto do som do grupo.
Peso e introspecção estão no DNA do Tela Vazia, já que a banda surgiu na pandemia e logo começou a fazer som em casa. Como começaram a aparecer músicas autorais, a banda passou a tocar na noite de Curitiba, mas também fez turnês e shows fora do país – chegaram a gravar um clipe em Paris, Vibra.
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Lia Kapp transforma inquietação e resistência em “Burn this house down”

RESUMO: No novo single, Burn this house down, Lia Kapp une peso e atmosfera apocalíptica para falar de identidade, julgamentos e da necessidade de romper estruturas impostas pela sociedade.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Fran Augusto / Divulgação
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Burn this house down, novo single da cantora e compositora curitibana Lia Kapp, parte de uma pergunta incômoda: quanto da pessoa que somos realmente veio de nós? E quanto foi moldado pelo olhar dos outros?
Esse é o ponto de partida da faixa – que é a segunda prévia do próximo álbum de Lia. A música olha para julgamentos, expectativas e instituições que acabam definindo quem deveríamos ser, e propõe uma reação a tudo isso. A “casa” do título funciona como uma espécie de estrutura mental que precisa ser destruída para que outra coisa possa surgir no lugar.
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A composição começou ainda durante o bacharelado em Música da UFPR. Lia percebeu que várias frases que vinha anotando no celular e em seu bloco de notas apontavam para a mesma questão: a maneira como outras pessoas interferem na nossa percepção de nós mesmos. A faixa ganhou uma forma mais pesada e “apocalíptica” com a banda que acompanha a artista nos shows: Celso Chane (guitarra), Erich Zimmermann (teclas, baixo e guitarra), Karo Schle (baixo e teclas) e Raul Bochnia (bateria). Lipe Borba cuidou da mixagem e da masterização.
Se Black mamba, primeiro single do próximo disco, já apresentava uma Lia Kapp mais agressiva, Burn this house down amplia esse caminho. O álbum deve trazer um componente político mais evidente, especialmente em torno da experiência de ser mulher e dos julgamentos que atravessam essa experiência.
“Acho que todas as letras surgem a partir de minhas experiências pessoais, mas tenho me afetado muito com o que é ser mulher na sociedade atual”, diz Lia. Em Burn this house down, ela transforma essa inquietação em uma música sobre deixar de aceitar os lugares que os outros determinam para você.
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Applegate mistura pós-punk, dub e krautrock na sombria “Duo”

RESUMO: Em Duo, a Applegate cruza pós-punk, gótico, shoegaze, dub e krautrock em uma faixa hipnótica e sombria, com afeto e resistência no centro da letra.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Duo, novo single da Applegate, junta pós-punk, gótico e shoegaze em um som sombrio, psicodélico e cheio de sombras. Há algo de Alien Sex Fiend e Teardrop Explodes na faixa, cada um em uma ponta desse clima deprê: de um lado, a sujeira e a escuridão do pós-punk; de outro, uma psicodelia mais torta e lisérgica.
Lançada em julho, Duo inaugura uma nova fase do projeto e amplia essa mistura com referências ao krautrock dos anos 1970 e ao dub reggae. O resultado é uma música construída sobre graves saturados, com o contrabaixo ocupando um papel central e uma produção que procura equilibrar o calor da gravação analógica com recursos digitais.
A faixa também reúne músicos que já passaram pela trajetória da Applegate. As guitarras são de Renato Cunha, ex-Black Drawing Chalks, que volta a aparecer em um lançamento fonográfico depois de 13 anos. Na bateria está Pedro Lacerda, atualmente no Glue Trip, retomando uma gravação com a banda desde 2021.
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A combinação desses instrumentos dá corpo à faixa sem tirar seu caráter hipnótico. Guitarras, baixo e bateria se encontram em uma estrutura que aproxima o peso do dub da repetição do krautrock e das atmosferas mais densas do pós-punk.
Na letra, Duo trata o afeto como uma forma de resistência. O vínculo entre duas pessoas aparece menos como um refúgio passivo e mais como um ato de lealdade diante de um ambiente marcado por conflitos. A ideia conversa com uma tradição de resistência que atravessa a própria história da música que serve de referência ao projeto.
O vocalista e guitarrista Gil Mosolino conta que a intenção foi justamente trabalhar esse contraste entre peso e afeto. Duo nasce, assim, de uma combinação pouco óbvia: uma música escura e carregada, mas cuja letra encontra no vínculo uma maneira de permanecer de pé.
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