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A Shoreline Dream transforma 20 anos de estrada em “Legacy”

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A Shoreline Dream - Foto: Ryan Policky / Divulgação

RESUMO: No single Legacy, o A Shoreline Dream transforma duas décadas de carreira em tema para um shoegaze melódico, enquanto prepara um novo álbum e segue colaborando com Mark Gardener, do Ride.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Ryan Policky / Divulgação

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Vinte anos depois de começar a lançar música, o A Shoreline Dream transforma a própria trajetória em assunto de Legacy, novo single do duo do Colorado. A música olha para o tempo dedicado à banda e para o que ficou pelo caminho nesse período, enquanto Ryan Policky e Erik Jeffries continuam trabalhando em material novo.

Formado em 2005, o A Shoreline Dream construiu um catálogo de quase 120 faixas a partir de uma mistura de shoegaze, psicodelia, pós-punk e música guiada por guitarras. Legacy parte justamente dessa história: o que significa dedicar boa parte da vida à música e descobrir, no fim das contas, que o próprio trabalho pode ser o principal legado?

A canção começa sustentada por graves marcantes e ganha peso com a entrada das guitarras no refrão. A atmosfera shoegaze aparece sem esconder a estrutura da música, que mantém o foco na melodia enquanto cria uma sensação de passagem de tempo.

A faixa chega em um momento particularmente movimentado para o grupo. Em 2026, o A Shoreline Dream decidiu lançar um single por mês enquanto prepara Waiting, segundo álbum completo da banda no ano, previsto para 16 de outubro e com nove músicas.

O período recente também foi marcado pela parceria com Mark Gardener, vocalista do Ride. Os dois músicos trabalharam juntos em cinco faixas, incluindo material de To where they have gone, lançado em fevereiro. A aproximação com Gardener dá continuidade ao interesse de Policky pela cena britânica, que também aparece em colaborações anteriores com Ulrich Schnauss e integrantes de Engineers e Chapterhouse.

“2026 foi o ano da verdadeira inspiração sonora e a primeira vez que me vi em um processo constante de composição”, afirma Policky. “Depois de trabalhar com Mark Gardener, minha mente tem me inspirado com melodias diariamente”.

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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A Olívia amplia o álbum “Obrigado por perguntar” com três novas faixas

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A Olívia - Foto: Camila Cara / Divulgação

RESUMO: A Olívia revisita seu último álbum Obrigado por perguntar em edição deluxe que acrescenta três músicas ao repertório, incluindo parcerias com Selvagens à Procura de Lei e Esteban Tavares.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Camila Cara / Divulgação

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A Olívia revisita o próprio repertório em Obrigado por perguntar (Deluxe), edição que chega um ano depois do álbum Obrigado por perguntar (resenhado pela gente aqui). O lançamento acrescenta três músicas ao trabalho original, entre elas Superfície, parceria com a banda Selvagens à Procura de Lei.

As outras duas novidades seguem caminhos diferentes. Alma (que falta que me hacés) é uma nova versão da música feita com Esteban Tavares, misturando português e espanhol. Já Nessa madrugada leva a banda para um terreno mais contido, com violão de aço e beats eletrônicos.

Produzida e mixada por Pedro Tiepolo, com coprodução de Louis Vidall, Pedro Lauletta e Marcelo Rosado, Nessa madrugada amplia o lado mais intimista de A Olívia. Zeca Lemes assina a masterização do disco e as mixagens das demais faixas.

O álbum original marcou uma etapa importante para a banda, que começou a trajetória com Jardineiros de concreto, de 2017, e passou por singles, EPs e pelo disco Selva rock brasileira, lançado em 2024. Agora, o material ganha uma espécie de segundo capítulo com as três novas faixas.

A formação atual reúne Louis Vidall (voz e guitarra), Pedro Tiepolo (baixo), Pedro Lauletta (bateria), Marcelo Rosado (guitarra) e Jules Altoé (teclados), que entrou oficialmente no grupo após a apresentação no MIS, em São Paulo, em abril deste ano.

Obrigado por perguntar (Deluxe) sai pela pela ForMusic Records.

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Tela Vazia mergulha na música sombria em “Iniciação”

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Tela Vazia - Foto: Dani Duraes / Divulgação

RESUMO: A banda curitibana Tela Vazia muda de direção em Iniciação, álbum que cruza pós-punk, metal e introspecção em nove faixas lançadas em três etapas.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Dani Duraes / Divulgação

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Se você já conhecia o som da banda curitibana Tela Vazia, ouça de novo, porque muita coisa mudou por lá. Fábio Banks, Isis Sophia e Flávia Banks estão com o álbum de estreia Iniciação na agulha, e o disco vem com uma sonoridade radicalmente pós-punk + metal, pesada e sombria. O disco tem nove faixas e está sendo lançado em três etapas. As três primeiras faixas já estão nas plataformas.

A faixa-título, que abre o pacote, é um “começo de jornada”, que “celebra todos os rituais de iniciação”. Taxímetro parte de um verso de Paulo Leminski (“esta vida é uma viagem pena eu estar só de passagem”) e fala de buscas. Morto fala sobre “a epidemia do atraso e da desumanização”. No geral, um pacote sonoro pesado, reflexivo e repleto de temas psicológicos. Algo de rock progressivo também chega perto do som do grupo.

Peso e introspecção estão no DNA do Tela Vazia, já que a banda surgiu na pandemia e logo começou a fazer som em casa. Como começaram a aparecer músicas autorais, a banda passou a tocar na noite de Curitiba, mas também fez turnês e shows fora do país – chegaram a gravar um clipe em Paris, Vibra.

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Lia Kapp transforma inquietação e resistência em “Burn this house down”

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Lia Kapp- Foto: Fran Augusto / Divulgação

RESUMO: No novo single, Burn this house down, Lia Kapp une peso e atmosfera apocalíptica para falar de identidade, julgamentos e da necessidade de romper estruturas impostas pela sociedade.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Fran Augusto / Divulgação

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Burn this house down, novo single da cantora e compositora curitibana Lia Kapp, parte de uma pergunta incômoda: quanto da pessoa que somos realmente veio de nós? E quanto foi moldado pelo olhar dos outros?

Esse é o ponto de partida da faixa – que é a segunda prévia do próximo álbum de Lia. A música olha para julgamentos, expectativas e instituições que acabam definindo quem deveríamos ser, e propõe uma reação a tudo isso. A “casa” do título funciona como uma espécie de estrutura mental que precisa ser destruída para que outra coisa possa surgir no lugar.

  • Yoses junta pós-punk e shoegaze em estreia marcada por reencontro

A composição começou ainda durante o bacharelado em Música da UFPR. Lia percebeu que várias frases que vinha anotando no celular e em seu bloco de notas apontavam para a mesma questão: a maneira como outras pessoas interferem na nossa percepção de nós mesmos. A faixa ganhou uma forma mais pesada e “apocalíptica” com a banda que acompanha a artista nos shows: Celso Chane (guitarra), Erich Zimmermann (teclas, baixo e guitarra), Karo Schle (baixo e teclas) e Raul Bochnia (bateria). Lipe Borba cuidou da mixagem e da masterização.

Se Black mamba, primeiro single do próximo disco, já apresentava uma Lia Kapp mais agressiva, Burn this house down amplia esse caminho. O álbum deve trazer um componente político mais evidente, especialmente em torno da experiência de ser mulher e dos julgamentos que atravessam essa experiência.

“Acho que todas as letras surgem a partir de minhas experiências pessoais, mas tenho me afetado muito com o que é ser mulher na sociedade atual”, diz Lia. Em Burn this house down, ela transforma essa inquietação em uma música sobre deixar de aceitar os lugares que os outros determinam para você.

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