Connect with us

Urgente

Luno navega pela psicodelia nordestina em “Colorida barca”

Published

on

Luno - Foto: Gabriel Barretto / Divulgação

RESUMO: Em Colorida barca, Luno mistura psicodelia brasileira, música nordestina e jazz para antecipar Mantracaru, álbum que explora novos caminhos sonoros e o desejo de partir.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Gabriel Barretto / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Uma viagem psicodélica, só que pelos mares. O músico e compositor sergipano Luno Torres, ou simplesmente Luno (ou LUNO, como estiliza), lança Colorida barca, primeiro single de Mantracaru, seu segundo álbum solo, previsto para este mês. A faixa fala sobre mudanças, desejo de partir e a esperança de encontrar outro caminho, misturando referências da psicodelia brasileira, da música nordestina e do jazz, com arranjos de cordas.

Composta por Luno e Diego Bezerra, Colorida barca usa a imagem de uma embarcação como metáfora para esse movimento. “Para mim, ela simboliza movimento: a decisão de partir em busca de algo melhor”, explica Luno.

A música combina o balanço de uma valsa com elementos de rock. Ruídos marítimos, efeitos e vozes de tripulantes aparecem ao longo da gravação, enquanto violinos, viola e violoncelo ampliam a instrumentação. Os arranjos de cordas foram criados e regidos pelo maestro James Bertisch, do Conservatório de Música de Sergipe, e executados por músicos da Orquestra Sinfônica de Sergipe.

Produzida por Léo Airplane e Luno Torres, a faixa tem Luno nos vocais, baixo e arranjos vocais; Léo nos teclados, guitarra, violão e efeitos; e Gabriel Perninha, da banda The Baggios, na bateria e percussão. A gravação passou pelos estúdios Disco de Barro e Fab4. Léo também cuidou da mixagem e da masterização.

Colorida barca apresenta um pouco da direção de Mantracaru, álbum que pretende aproximar a psicodelia brasileira de elementos de jazz, rock progressivo, música nordestina e música indiana. Entre as referências citadas no projeto estão A Barca do Sol, O Terço, Os Mutantes, Sá, Rodrix & Guarabyra, Ednardo e Tetê Espíndola.

Luno tem trajetória ligada à cena independente de Sergipe. Foi integrante da Plástico Lunar, banda associada ao rock psicodélico brasileiro, e participa da Banda dos Corações Partidos. Em 2021, lançou Homo pacificus, seu primeiro disco solo. Agora, Mantracaru amplia essa pesquisa, aproximando canção, psicodelia e elementos ligados à natureza, ao misticismo e ao imaginário popular.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Urgente

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

Published

on

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

RESUMO: O duo alagoano Cipó Fogo e o coletivo uruguaio FetaGruesa unem rock pesado, experimentalismo e discurso político em Fogogrosso, faixa contra a opressão e em defesa da terra e dos povos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Cipó Fogo, de Alagoas, é um duo formado por André Corradi (guitarras) e Marcelo Cabral (voz). Já o FetaGruesa, do Uruguai, é um coletivo formado por dez integrantes (!), sendo que um deles é responsável por perfrmances ao vivo. Do encontro da dupla e da multidão, nasceu um som veloz, pesado e politizado: Fogogrosso, uma canção que fala sobre temas que mobilizam os dois projetos musicais.

“A luta contra a opressão, o autoritarismo e as injustiças cometidas contra trabalhadores, povos indígenas e comunidades tradicionais em territórios sul-americanos, em nome do poder e do lucro”, como afirma o Cipó Fogo. “Uma realidade que pode representar o nordeste do Brasil, Cumaná, na Venezuela, ou as periferias de Montevideo”. Na letra, versos como “fogo contra toda opressão / grosso para gritar bem forte / fogo contra toda opressão / eu grito grosso é pela terra e pelo povo”, em meio a um clima que lembra Black Sabbath e Ratos de Porão unidos.

Tudo a ver com o rock pesado do FetaGruesa e com o experimentalismo igualmente intenso do Cipó Fogo – este último criado a partir da necesssidade de fazer “uma música brutal, diante da brutalidade de um mundo que parecia girar para trás”.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

“Despretensiosamente”: Samantha Jones e Rafael Lorga transformam amizade em samba

Published

on

Rafael Lorga e Samantha Jones - Flora Negri / Divulgação

RESUMO: Samantha Jones e Rafael Lorga estreiam parceria musical com Despretensiosamente, samba que ganhou nova leitura do duo e produção de Claudio Nucci.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Flora Negri / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Se você é muito noveleiro / noveleira, conhece Samantha Jones de seus papeis em novelas como Renascer, Vale tudo e A nobreza do amor – e tá na hora de conhecer seu trabalho como cantora e compositora, já com discos e singles lançados. Ela agora lança, ao lado do amigo Rafael Lorga, o single Despretensiosamente, releitura do duo para um samba feito por outra dupla, Cacá Ottoni e Elvis Marlon.

Rafael e Samantha se conheceram na faculdade de Artes Cênicas da Unirio, mas a aproximação musical aconteceu anos depois, durante uma noite de vinho e música na casa de uma amiga, no Grajaú, no Rio. Despretensiosamente foi uma das primeiras músicas que cantaram juntos e acabou servindo como ponto de partida para o novo projeto.

  • Luno navega pela psicodelia nordestina no single Colorida barca

Samantha, aliás, diz que a escolha da primeira música também tem relação com a história da dupla. “Fazer arte com e sobre amor é dos maiores prazeres que tenho na vida. Dos maiores privilégios também. Essa música foi composta por amigos, foi o som que fez a dupla, gravada com o carinho e tempo que a poesia merece”, afirma.

A faixa tem produção musical de Rafael, que também toca violões – a coprodução é de ninguém menos que Claudio Nucci. Participam da gravação Bernardo Aguiar, na percussão, e Everson Moraes, no trombone. Segundo Rafael, Nucci funciona como um parceiro de confiança no processo de produção: “Confio muito nele, nos entendemos muito bem, e ter quatro ouvidos é melhor que dois”.

O duo já tem cerca de seis músicas no repertório e trabalha em novas composições. “O repertório costura o meu universo poético com o de Samantha, essa mistura tem sido muito divertida”, conta Rafael. A ideia é levar as músicas aos palcos, com os primeiros shows sendo planejados para Rio de Janeiro e São Paulo.

A parceria acontece enquanto os dois mantêm outros trabalhos – além do trabalho como atriz de Samantha (que também participa do filme Muito prazer, de Jorge Furtado, lançado em agosto), Rafael integra o trio Pietá e está em cartaz com um musical sobre Alceu Valença.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis

Published

on

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis

RESUMO: Wavves cancela Cherry soda, parceria com a banda Say Anything, após relatos de mensagens inadequadas de Max Bemis a fãs jovens. Nathan Williams diz que não quer ser associado ao músico.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Xi… A banda Wavves cancelou seu próximo álbum colaborativo com o grupo pop-punk Say Anything após alegações envolvendo o vocalista Max Bemis, que teria enviado mensagens diretas inapropriadas para fãs adolescentes. Nathan Williams, vocalista da Wavves, afirmou que não deseja mais ter qualquer ligação com o músico. Cherry soda, o tal disco, sairia dia 18 de setembro e… 10.000 cópias em vinil do álbum já foram prensadas.

“Não quero ser associado a esse cara, então é simples assim”, acrescentou Williams, que pode perder 200 mil dólares nessa história, por causa das cópias já prensadas. “Qualquer perda que eu tenha não importa a essa altura”, afirmou o vocalista, cujas declarações foram compiladas pela revista Paste de uma série de papos com fãs no Patreon.

Ao comentar a situação, Williams disse que não é amigo de Bemis e que teve problemas com o músico pop-punk durante a produção do disco. “Pessoalmente, não conheço o cara. Saí com ele três vezes quando ele estava no estúdio, mas profissionalmente ele foi péssimo”, disse. A tal parceria entre os dois pode parecer, a essa altura, algo bem estranho – já que, segundo Williams, os dois não se deram bem em estúdio – mas o cantor do Wavves disse em julho que tinha ficado entusiasmado com a variedade do som de Bemis e fez o convite a ele.

“Eu queria ver como seria um disco emo do Wavves do início dos anos 2000. Essa era a ideia: fazer um disco emo de shopping”, afirmou Williams. Bemis chegou a dizer que o não-amigo era um cara “doce e sensível”, e que “somos pessoas muito diferentes, mas nos damos muito bem. Como compositores, nos desafiamos. Ele ficou mais emotivo e eu mais no estilo Wavves. Acho que trouxemos à tona algumas coisas que não são tão óbvias um no outro”.

Produzido por Aaron Rubin, o álbum, que teria dez 10 faixas (sete delas com crédito para Bemi) foi apresentado com o single Deathx1k, seguido por Still alive. Mesmo com esses sete créditos, Williams revelou no tal papo com fãs que Bemis só passou três dias no estúdio, enquanto ele passou onze meses.

Na conversa pelo Patreon, alguém teve a ideia de perguntar se Williams poderia regravar Cherry soda sem as contribuições de Bemis. O vocalista do Wavves confirmou que está em negociações a respeito disso e que “não seria difícil”, já que Bemis “quase não escreveu nada”.

Após as primeiras acusações contra Bemis, outros jovens fãs relataram experiências nas quais afirmam que o músico ultrapassou limites. Em uma conversa divulgada no Reddit, um fã de 19 anos mostrou mensagens em que Bemis teria dito que queria beijá-lo. Ao ser questionado sobre a diferença de idade, o músico teria respondido que sentir atração por pessoas mais jovens era “uma tara bastante comum”.

O fã continuou demonstrando desconforto e disse a Bemis que “provavelmente tinha a mesma idade que alguns dos seus filhos”. O vocalista do Say Anything respondeu: “Isso é nojento e não. Eu não gostei do que você acabou de dizer. Minha filha tem 13 anos.” Em seguida, acrescentou: “Eu não acho que você seja uma pessoa ruim de forma alguma, mas você está me fazendo sentir mal simplesmente por ser eu mesmo.”

Depois que os relatos começaram a repercutir, a Say Anything publicou um comunicado no Instagram informando que, “devido à necessidade de priorizar sua saúde mental e bem-estar pessoal”, as próximas apresentações de Bemis na turnê conjunta com a Wavves “foram adiadas”.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Acompanhe pos RSS