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Cultura Pop

Aquela vez que Bob Dylan gravou com músicos do Sex Pistols e do Clash

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Nem mesmo Steve Jones, ex-guitarrista dos Sex Pistols, entendeu nada, Em 1987, Bob Dylan ligou para o músico e pediu a ele: “Você pode montar uma banda para fazer uma sessão de gravação comigo?”. O fato é que Jones montou a tal banda a toque de caixa, a turma meteu-se com Dylan no Sunset Sound Studios, em Hollywood, no dia 27 de março de 1987, e de lá saíram seis canções. Uma delas, Sally Sue Brown, cover do primeiro single do cantor de country e soul Arthur Alexander, foi pra set list de Down in the groove, 25º disco de Dylan, que saiu em 30 de maio de 1988. Olha aí.

Fica complicado mesmo entender o que levou Dylan a convidar o guitarrista do Sex Pistols para gravar com ele, e ainda pedir a ele que montasse uma banda. Tem a ver com a história de Down in the groove, um disco que demorou mais de um ano para ser feito, teve sua track list alterada várias vezes – e depois de lançado, foi extremamente mal recebido por críticos e fãs. Mas Jones não só gravou como chamou para tocar com ele o baixista do The Clash, Paul Simonon. O resultado, como você conferiu acima, não tem muito a ver com Clash ou Pistols.

Além de Sally Sue Brown, a turma arregimentada por Jones (Simonon, Kevin Savigar nos teclados e Myron Grombacher na bateria) gravou mais cinco músicas: Wood In steel, Heaven, Shake your money, Chain gang e If you need me. E foi legal, Jones?

Bom, num papo com Howard Sounes para o livro Down the highway: The life of Bob Dylan, o guitarrista diz que foi “estranho e surrealista” e que Dylan, durante toda a noite, ficou se movendo com rapidez de uma música para a outra. Depois deu uma aprofundada ao falar com a Rockcellar Magazine, ao lançar a biografia Lonely boy.

“Foi uma experiência muito interessante. Bob Dylan me ligou e disse: ‘Você pode juntar uma banda para uma sessão?’ Mas eu não sabia quais eram as implicações disso. O último modo de gravação que eu conhecia éramos eu e Paul Cook gravando guitarra e baixo. Mas também foi estranho. Consegui, para a banda, Paul Simonon, que estava em Los Angeles na época, e o baterista de Pat Benatar, Myron Grombacher. Bob entrou com pedaços de papel, que ele colocou no piano, e disse: ‘Bem, vamos tentar isso, aqui estão os acordes’. Tocamos até dar liga. Só que ele nos cortava a meio caminho de alguns acordes simples e dizia: ‘Vamos tentar outra coisa'”, disse Jones.

E Paul Simonon? O músico disse certa vez à Rolling Stone que já conhecia Dylan desde antes dessa sessão, “porque ele costumava ir a shows do Clash”. Na época, o baixista do Clash estava morando em El Paso e tinha uma banda chamada Havana 3am. E o cenário que ele relatou do trabalho com Dylan não foi menos confuso.

“Foi bastante difícil, de certa forma. Teríamos três músicas e, lá pela terceira música, eu teria como lembrar como as músicas eram antes de começarmos a gravá-las. Mas em vez de gravá-las, começamos com outras três músicas, e depois outras três músicas e outras três músicas. Então, depois de cerca de doze músicas, Bob Dylan falou: ‘Vamos começar desde o início’. A essa altura, minha memória da primeira música era vaga. Foi difícil, mas foi agradável, mas foi bom ver Bob e foi muito bom fazer parte de algo único e especial”.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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