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Pulp lança “Begging for change” e reforça ligação histórica com o projeto HELP

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RESUMO: Pulp lança o single Begging for change e adianta compilação HELP(2), da War Child: punk urgente com Damon Albarn e outros nomes do indie britânico no coral.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Adama Jalloh / Divulgação

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Após um disco excelente lançado no ano passado, More, o Pulp volta com som novo. A banda de Jarvis Cocker participa de HELP(2), álbum beneficente da organização de ajuda War Child, com o single Begging for change, faixa gravada no estúdio Abbey Road e produzida por James Ford e Animesh Raval.

A faixa foi gravada justamente enquanto a banda britânica trabalhava em More. O tom passa longe de reencontro confortável: é punk, seca, urgente e direto, quase como se o grupo tivesse decidido usar a própria tradição britpop para falar do presente, não do passado.

A música tem um monte de gente importante no DNA, com backing vocals de um pequeno all-stars do indie britânico: Damon Albarn, Grian Chatten (Fontaines D.C.), Kae Tempest (poeta e rapper) e Carl Barat (Libertines). Jarvis ainda chamou o mesmo coral infantil ouvido em Flags, single já lançado do projeto, dividido por Damon Albarn, Grian Chattene e Kae Tempest. Mas aqui as vozes soam mais como intervenção, como gritos num hino primal.

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A participação tem também um peso histórico para o grupo. Em 1996, o álbum do Pulp Different class concorreu ao Mercury Prize justamente no mesmo ano da primeira coletânea HELP, criada para arrecadar fundos para a War Child. Quando venceu o prêmio, Cocker doou as 25 mil libras à organização durante o discurso. Jarvis diz que esse ano a banda doou mais do que em 1996 – só não revela a quantia.

HELP(2) chega em 6 de março e atualiza a ideia do disco original de 1995: reunir artistas populares para mobilizar fãs em torno da ajuda a crianças afetadas por guerras. A War Child financia assistência imediata, educação, apoio psicológico e proteção em regiões de conflito. O contexto atual, evidentemente, tornou o projeto menos simbólico e mais literal.

Confira a música do Pulp, a capa e a tracklist do disco abaixo. Até agora, já saíram três singles: Opening night (Arctic Monkeys), Flags (Damon Albarn, Grian Chatten e Kae Tempest) e Let’s do it again (Last Dinner Party).

Arctic Monkeys – Opening night
Damon Albarn, Grian Chatten e Kae Tempest – Flags
Black Country, New Road – Strangers
The Last Dinner Party – Let’s do it again!
Beth Gibbons – Sunday morning
Arooj Aftab & Beck – Lilac wine
King Krule – The 343 loop
Depeche Mode – Universal soldier
Ezra Collective e Greentea Peng – Helicopters
Arlo Parks – Nothing I could hide
English Teacher e Graham Coxon – Parasite
Beabadoobee – Say yes
Big Thief – Relive, redie
Fontaines D.C. – Black boys on mopeds
Cameron Winter – Warning
Young Fathers – Don’t fight the young
Pulp – Begging for change
Sampha – Naboo
Wet Leg – Obvious
Foals – When the war is finally done
Bat For Lashes – Carried my girl
Anna Calvi, Ellie Rowsell, Nilüfer Yanya e Dove Ellis – Sunday light
Olivia Rodrigo – The book of love

Capa da coletãnea Help(2), que tem o Pulp como um dos participantes

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Nos palcos do Rio: Nina Maia, Will Calhoun, Tacy, Guga Bruno, Disstantes

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Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

No dia 22 de março, a paulista Nina Maia leva o repertório de seu álbum Inteira para o Lollapalooza Brasil. E antes disso, nesta quarta (11), ela faz um raro show no Rio, às 20h30, no Manouche, casa de shows na Zona Sul carioca. Quem ficou fã dela a partir do primeiro disco, pode esperar um show muito baseado em uma estreia – aliás, o repertório vai ser o mesmo que ela vai apresentar no Lolla, como num sideshow em terras cariocas para quem não puder ir ao festival.

E vale informar que não é só o Rio que vai poder assistir ao show de Nina antes do Lollapalooza: na quinta (12), ela se apresenta no A Autêntica, em Belo Horizonte. Depois de passar pelo Autódromo de Interlagos, ela vai a Porto Alegre (dia 16 de abril, no Espaço 373) e volta a SP (dia 30 de abril, na Casa Natura Musical).

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O Living Colour, que fez shows no Brasil há alguns dias, continua entre nós – e na figura de um dos maiores artífices de seu som, o batera Will Calhoun, que desde o fim dos anos 1980, segue explorando caminhos entre o rock, o jazz e ritmos de várias partes do mundo. Neste domingo (15), às 18h, Calhoun aparece em um encontro especial que por acaso vai rolar… também no Manouche (aliás, vale ficar de olho na programação da casa).

No palco, ele divide a noite com o pandeirista Marcos Suzano, referência absoluta da percussão brasileira, além do DJ Marcelinho da Lua, responsável por beats, samples e colagens sonoras, e do músico Guilherme Gê, que trabalha com bass moog, teclados e texturas eletrônicas.

A proposta da apresentação é aberta: improvisar, experimentar e deixar que a música aconteça no momento. Jazz, rock, eletrônica e ritmos brasileiros entram nessa conversa sem roteiro rígido, numa dessas situações em que músicos de trajetórias bem diferentes se encontram para ver até onde a mistura pode chegar.

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“Na quinta que vem (12/3) vamos comemorar a 30ª edição do Rockarioca Convida no La Esquina, olha que legal. Estamos fazendo o evento desde julho de 2023!”, avisa Pedro Serra, o criador do coletivo que reúne bandas do Rio (e integrante do Estranhos Românticos). E a festa é com dois artistas acostumados ao formato voz e violão, mas que dessa vez eletrizam sua música e convidam bandas para dividir o palco.

A cantora e compositora Tacy, radicada em Niterói e conhecida pela voz rouca e presença intensa, sobe ao palco às 20h30 acompanhada de convidados: Luli Nepomuceno (Flores de Plástico), Bruno Leiroza (Mokambo) e Mila Castro. E se você não está ligando o nome à pessoa, foi Tacy que interpretou a personagem principal de Cássia Eller – O musical.

Na sequência, às 21h30, é a vez de Guga Bruno voltar aos palcos com banda completa. O cantor e guitarrista, dono de sete álbuns e várias trilhas premiadas, aparece ao lado dos Inoxidáveis – Melvin Ribeiro, Marcelão de Sá e Fred Castro – revisitando parte de seu repertório, que circula entre MPB e rock setentista. E se você pensou “espera aí, conheço esse nome”… Provavelmente você era fã do Lasciva Lula, ex-banda de Guga, que marcou época no indie carioca nos anos 2000.

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E a banda Disstantes, um dos nomes mais fodas (desculpe o palavrão, mas que é verdade, é) do meio indie carioca, lança o clipe de sua música CDD x SG nesta sexta (13) com uma festa no CC Lado B, na Praça XV, no centro do Rio. A faixa faz parte do álbum Cybertrópico (resenhado pela gente aqui) e ganha sua primeira exibição pública em um evento que mistura show, projeção e pista de dança.

Dirigido por Wilbor Domina, o vídeo aposta numa estética urbana e traz o influenciador Ofichina como um motoboy em clima distópico. Além do show da banda, a noite terá DJ set de Marcelinho da Lua (opa, como você já viu ali em cima, no domingo ele estará com o Will Calhoun) e discotecagem de Wilbor ao lado do coletivo Big Baby Produções. E a ideia é transformar o lançamento em um encontro de cenas e gerações da música alternativa carioca.

SERVIÇOS:
NINA MAIA. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Quarta (11) às 20h30 (abertura da casa às 19h30). Ingressos aqui.
WILL CALHOUN. Manouche. Rua Jardim Botânico, 983 (Subsolo da Casa Camolese), Jardim Botânico, Rio. Domingo (15), às 18h. Ingressos aqui.
ROCKARIOCA CONVIDA TACY E GUGA BRUNO. La Esquina. Avenida Mem de Sá 61, Lapa). Quinta (12). Horários: 19h30 (casa abre), 20h30 (Tacy), 21h30 (Guga Bruno), 23h (festa da casa). Ingressos aqui.
SEXTA 13 NO GRAU + DISSTANTES. CC Lado B. Rua Primeiro de Março 14, Praça XV, Centro, Rio de Janeiro. Sexta (13), às 20h30. Ingressos aqui.

Foto Nina Maia: Elisa Mendes / Divulgação

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Buffalo Tom, referência do indie noventista, anuncia shows no Brasil pra ano que vem

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Buffalo Tom (Foto: Mark Cameron / Divulgação)

Quem cresceu ouvindo rock alternativo nos anos 1990 provavelmente esbarrou cedo ou tarde no Buffalo Tom. O trio de Boston sempre ocupou um lugar curioso no universo indie: não era exatamente barulhento como o grunge mais pesado, nem tão acessível quanto boa parte do college rock da época. O som deles ficava no meio do caminho: guitarras emotivas, melodias fortes e letras que pareciam falar diretamente com quem estava ouvindo. Esse equilíbrio acabou transformando a banda numa referência discreta, mas muito respeitada, para quem acompanha o indie desde então.

Agora, décadas depois, o Buffalo Tom finalmente vem ao Brasil. O grupo toca em Curitiba no dia 25 de fevereiro de 2027, no Jokers, e dois dias depois, em 27/02, passa por São Paulo para um show no Cine Joia. A turnê é organizada pela guerreira Maraty, e os ingressos começam a ser vendidos nesta sexta-feira (13), às 10h, pela Fastix.

Formado em 1986, o Buffalo Tom é um daqueles casos raros de banda que atravessou décadas praticamente sem mudar nada na formação. Bill Janovitz (voz e guitarra), Chris Colbourn (baixo e voz) e Tom Maginnis (bateria) seguem tocando juntos desde o começo, o que ajuda a explicar a identidade sonora tão consistente do grupo. Mesmo quando a moda do rock alternativo mudou várias vezes, eles continuaram produzindo discos com a mesma pegada melódica e sentimental que marcou seus primeiros trabalhos.

A história da banda começa na cena universitária de Massachusetts, num momento em que o rock independente americano começava a ganhar outra cara. Nos primeiros passos, o Buffalo Tom teve uma ajuda importante de J Mascis, líder do Dinosaur Jr., que produziu os dois primeiros álbuns do trio e ajudou a moldar aquele som inicial mais cru e ruidoso. Com o tempo, as guitarras continuaram intensas, mas as músicas ficaram cada vez mais centradas em melodias e refrões marcantes.

Essa virada aparece de forma clara em Let me come over (1992), disco frequentemente citado como o ponto alto da carreira do grupo. Foi ali que surgiu Taillights fade, faixa que acabou virando uma espécie de cartão de visitas emocional da banda. Nos anos seguintes, o Buffalo Tom consolidou uma base fiel de fãs com discos como Big red letter day (1993), Sleepy eyed (1995) e Quiet and peace (2018), além de aparições em rádio, MTV e até televisão.

Ao contrário de muitas bandas de sua geração, o trio nunca virou apenas uma lembrança de época. Em 2024, eles lançaram Jump rope, décimo álbum de estúdio, mostrando que ainda há espaço para novas músicas dentro de uma trajetória que sempre privilegiou canções bem construídas. O destaque desse disco foi a faixa Helmet.

A chegada do Buffalo Tom ao Brasil tem peso especial. Para quem acompanhou a banda nos anos 1990, é a chance de ver de perto um grupo que ajudou a moldar a sensibilidade do indie rock. Para quem descobriu o trio depois, pelos discos ou playlists que continuam circulando, é uma oportunidade rara de encontrar ao vivo uma das bandas mais queridas – e, ao mesmo tempo, mais discretas – daquela geração.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Mark Cameron / Divulgação

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A Place To Bury Strangers transforma vagão de metrô em show de noise rock

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A Place To Bury Strangers (Foto: Heather Bickford / Divulgação)

Tem uma coletânea de material raro do A Place To Bury Strangers prontinha pra sair: Rare and deadly, com lançamento previsto para 3 de abril pelo selo Dedstrange, compreende demos, lados B, experimentos abandonados, fragmentos esquecidos, gravações noturnas, fitas estouradas e sessões inacabadas. Tudo tirado direto do arquivo do vocalista e guitarrista do grupo, Oliver Ackerman. O disco já foi anunciado com a ruidosa Everyone’s the same, e dessa vez, vem Acid rain, música que a banda iniciou durante a primeira era Trump – e que vê a luz do dia agora.

“A crueldade parecia não apenas normalizada, mas usada como arma. Ver pessoas no poder coagindo abertamente outras ao silêncio, à submissão e à violência era horrível, e ainda é. O que mais me chocou foi a naturalidade com que tudo acontecia, a facilidade com que as pessoas viravam a cabeça enquanto outras eram esmagadas”, conta Oliver, falando de uma época bem igual à de hoje, já que o presidente alaranjado está de volta.

Já o clipe de Acid rain, dirigido por Gerson Vargas, é uma loucura à parte: tem quase sete minutos e começa em clima tranquilo, acompanhando a banda por uma viagem de metrô em Nova York – só que não é uma viagem qualquer, a banda vai fazer um show rápido e bem ruidoso num dos vagões tocando a nova música. O grupo faz questão de afirmar que nada ali foi refeito e que tudo rolou daquela forma mesmo: uma torrente de feedback, a banda tocando, o metrô rolando nos trilhos. No final, dá para rir com o aviso “não queremos ouvir isso, use headphones”, feito pela companhia de metrô de NYC.

“Os cânticos do início foram gravados durante os protestos de George Floyd em Manhattan e no Brooklyn, vozes reais, ruas reais, medo real misturado com esperança. Por um momento, pareceu que talvez as pessoas finalmente acordassem e rejeitassem essa máquina racista. Mas aqui estamos nós, ainda assistindo a centros de detenção, escravidão moderna e inúmeras outras atrocidades continuarem sob nomes diferentes. Acid rain é raiva, luto e descrença colidindo ao mesmo tempo, o som de assistir à história se repetir enquanto sabemos exatamente o quão errado isso é”, completa Oliver.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Heather Bickford / Divulgação

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