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Cultura Pop

Dez horas do solo de sax de Careless Whisper

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Dez horas do solo de sax de Careless Whisper

Sabe quantos saxofonistas foram necessários para gravar aquele solinho de Careless whisper, de George Michael? Bom, tem quem afirme que nada menos que onze (!) saxofonistas passaram pelo estúdio 2 do Sarm West, em Londres. Todos tentaram reproduzir um som que o então integrante da dupla pop Wham! tinha na cabeça já havia algum tempo, mas ninguém conseguia.

E olha que já era a segunda sessão de gravação. Antes, a dupla tinha tentado gravar Careless whisper no lendário estúdio Muscle Shoals, no Alabama, sob produção de Jerry Wexler, com saxofonistas top. Mas George Michael, que tinha carinho especial por essa parceria com o colega de dupla Andrew Ridgelew (e cuja letra falava sobre seu passado de adolescente namorador) quase enlouqueceu o saxofonista contratado. O cantor fazia exigências de “você sobe aqui, desce aqui, vai pra cá, faz nesse tom”, etc. Um serviço que era para ser feito em meia hora acabou tomando quase duas horas de estúdio.

O décimo-primeiro, já em Londres, a tentar deixar sua marca pessoal no que seria um dos maiores hits dos anos 1980, foi Steve Gregory. O músico, cujas credenciais incluíam ter sido um dos saxofonistas do hit Honky tonky women, dos Rolling Stones, levou seu sax tenor para a sessão. E acabou realizando o solo um semitom abaixo do pretendido, porque seu instrumento não alcançava algumas notas mais altas.

Como era muito comum naquela época em que canções pop eram feitas a partir de muita fita sendo picotada e acelerada, o solo acabou “saindo” quando o técnico colocou a fita na velocidade normal. Tudo para uma canção que já havia sido apresentada a diversos produtores várias vezes em demo, e que era o grande xodó da dupla. E que acabou colocando as pessoas em dúvida, apesar de ter saído no disco Make it big, do Wham! (1984). Afinal, era uma música da dupla ou a estreia solo de Michael?

Dez horas do solo de sax de Careless Whisper

No Reino Unido e no Brasil, por exemplo, a canção foi um lançamento solitário do cantor. A dupla se separaria após um single em 1986, Where did your heart go?, seguido de um show no Wembley Stadium em junho de 1986. A vida profissional e o mundo particular de George Michael são história a partir daí. Andrew Ridgelew passou a levar uma vida discreta, e lançou um pouco ouvido disco de rock em 1990, Son of Albert.

Mas todo este introito serve apenas para mostrarmos a você esse maravilhoso loop de DEZ HORAS do solo de saxofone de Careless whisper. De nada.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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