Bem antes de existir sua banda, Os Abreus, o músico e compositor carioca Junior Abreu já tinha anotado mentalmente o nome do grupo e deixado para lá. “A banda eu montei depois. Funcionou de 2005 a 2010. Em 2015 fizemos um revival pra comemorar os 10 anos da banda. Filmamos todo esse processo e logo logo sai um documentário”, conta Junior. Mas ele aproveitou esse retorno em 2015 para alugar o estúdio Hanói, em Botafogo (RJ), fazer uma apresentação só para convidados e gravar o clipe de De carne e osso – que sai só agora, em 2020.

O clipe trouxe de volta a formação original do grupo: Junior na guitarra e voz, Dave Oliveira na bateria, Salomão Rodriguez na guitarra, Kiko Morelo no órgão e Diego Souza no baixo. O som da banda na música nova é mais voltado a um rock básico – aliás, fãs de bandas como Barão Vermelho podem curtir a canção, por exemplo. Mas Junior conta que as influências são variadas.

“Tenho 40 anos hoje e montei a quando no início dos 2000, com vinte e poucos anos. Eu era outro há 20 anos. Até na forma de compor. Rolling Stones, Barão Vermelho, Oasis, Paralamas do Sucesso permeiam a onda dos Abreus. Ultimamente consumo incansavelmente música brasileira de Gil a bandas independentes e ando buscando muito o folk. Bob Dylan, Ryan Adams, Neil Young, Wilco, Bon Iver e mais dezenas”, conta.

De carne e osso é uma sobra do disco de 2008 dos Abreus, até porque a banda achava que ainda não tocava a canção da melhor forma. “Mas nessa babilônia toda, engendrei de colocar o disco de 2008 nas plataformas digitais, lançar esse ‘ao vivo no Estúdio’ e o documentário. Tudo pelo selo Chiado Music, dos mestres Vital Cavalcante e Flávio Flock. Lá no nosso grupo de Whatsapp, só se fala em gravar EP. Só o tempo dirá, mas é possível”, conta Junior.

Confira Os Abreus, com De carne e osso.

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