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Televisão

Dave Grohl apresenta a mesa de som clássica de Rupert Neve

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Dave Grohl apresenta a mesa de som clássica de Rupert Neve

Quando o célebre estúdio Sound City fechou, Dave Grohl (Foo Fighters) comprou vários equipamentos que pertenciam a ele. Inclusive o console analógico Neve 8028. A mesa de som foi um dos aparelhos desenvolvidos pelo engenheiro eletrônico Rupert Neve, morto na sexta passada no Texas, nos Estados Unidos, aos 94 anos. Tido como “o homem que criou a mesa de som”, respeitado por dez entre dez produtores e músicos pelo mundo agora, Rupert foi vítima de insuficiência cardíaca e de uma pneumonia que, afirmam os seus representantes, não foram provocadas por covid-19.

Antes de ser adquirida por Dave – e incluída no equipamento de seu estúdio – a mesa Neve 8028 foi bastante utilizada. Esteve em discos de The Who, Fleetwood Mac (o clássico Rumours, de 1977), Chicago, Neil Young (o clássico After the gold rush, de 1970) Tom Petty, Santana e muitos outros álbuns. O Nirvana, banda da qual Dave Grohl fez parte, conheceu o estúdio Sound City e a mesa quando o trio gravou o disco Nevermind, de 1991.

A compra do equipamento e as lembranças da gravação do álbum acabaram inspirando Dave a dirigir o documentário Sound city, sobre as histórias do estúdio e de seu equipamento. “É um filme sobre o maior estúdio de gravação desconhecido da América. Bem no meio do San Fernando Valley, na Califórnia, foi o berço da lenda. Foi testemunha da história”, afirmou Grohl na época.

Por causa do documentário, Dave Grohl foi chamado a mostrar seu estúdio e sua preciosa mesa de som no Globo Repórter gringo, o 60 minutes. Apresentou a mesa Neve como “uma espécie de Rolls Royce da gravação” e mostrou a mesa que comprou do Sound City. “Estive no estúdio em 1991 e gravamos nessa mesa. Discos clássicos foram gravados nela”, diz ele, citando de Barry White e Pat Benatar a Metallica. “Eu acho que essa mesa deveria estar no Smithsonian (instituição de pesquisa associada ao governo dos EUA), mas pelo menos ela está aqui e está sendo usada todos os dias. Bandas novas vêm aqui e querem sentir o cheiro dela, porque ela tem cheiro!”, brinca Grohl, animado.

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O filme de Grohl tem, por sinal, uma grande entrevista com Neve, que nunca se afastou da indústria musical, apesar de ter vendido sua empresa Neve Electronics, em 1975. Montou outras empresas, como a ARN Consultants, de consultoria, e a Focusrite, que produziu um sem número de aparelhos até 1989. Na década retrasada, montou a Rupert Neve Designs, que fez de pré-amplificadores de microfone a equalizadores.

Cinema

Imagine: filme de John Lennon e Yoko Ono no Curta!

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Imagine: filme de John Lennon e Yoko Ono no Curta!

Imagine, o segundo disco solo de John Lennon, está completando 50 anos nesta quinta (9). Provavelmente muita gente não se recorda disso, mas além do disco (que vendeu feito água e fez com a carreira do ex-beatle combinasse sucesso mundial de público e de crítica), houve também John Lennon: Imagine – O filme. Lançado em 1972 na televisão, e dirigido por Steve Gebhardt, John Lennon e Yoko Ono, ele serviu como uma espécie de clipão de película para o segundo álbum de Lennon. E foi filmado basicamente na casa do cantor em Tittenhurst Park, em Ascot, Inglaterra, durante as gravações do álbum.

Quem nunca viu o filme ou nunca tinha ouvido falar, tem uma oportunidade de assistir agora, já que o Curta!On (streaming do canal Curta! no NOW/NET) e o site CurtaOn.com.br estão exibindo a produção. Imagine, o filme, mostra um momento de calma na vida do ex-beatle, após uma estreia bastante crua e quase pré-punk com o álbum John Lennon/Plastic Ono Band (1970). Muitas cenas do filme mostram John e Yoko usando o estúdio recém-construído do casal, o Ascot Sound, no qual ambos gravaram seus discos daquele ano – Imagine, e no caso de Yoko, o álbum duplo Fly, também de 1971. Apesar da iniciativa de construir o próprio estúdio, o Ascot Sound parou por aí e mais nenhum álbum foi gravado lá.

Imagine tem algumas participações especiais (Fred Astaire, Jack Palance, Dick Cavett e ninguém menos que George Harrison, que tocou no álbum), mas não é um filme com enredo, começo, meio e fim como qualquer outro. O clipe da música-título ficou bastante popular. Aliás a própria música era bem mais suave que o material solo anterior de Lennon. E ajudou a divulgar uma letra que era bem mais esquerdista e aguerrida do que seu sucesso poderia fazer supor (John Lennon chegou a dizer que a letra de Imagine era “virtualmente o manifesto comunista musicado, muito embora eu não seja comunista ou faça parte de nenhum movimento”).

Curiosamente, os clipes de outras faixas do disco, como How do you sleep? (uma desomenagem a Paul McCartney, com versos como “aqueles malucos estavam certos quando disseram que você estava morto” e “a única coisa que você fez foi Yesterday“)  e I don’t wanna be a soldier, acabaram ficando bem menos populares e foram bem menos exibidos fora do contexto do filme.

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Detalhe que existe um outro filme, Imagine: John Lennon, lançado em 1988, o que provoca algumas confusões. Só que esse filme é um documentário póstumo, que traz entrevistas com várias pessoas importantes que conheceram Lennon, e focava em narrações feitas pelo próprio ex-beatle, editadas a partir de mais de cem horas de entrevistas.

Agora, para se especializar mesmo em Imagine, o disco de John Lennon, ouça com atenção do episódio recente do podcast Discoteca Básica, de Ricardo Alexandre, sobre o álbum. E assista ao documentário John e Yoko: Só o céu como testemunha, documentando as gravações do disco, que está na Netflix.

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Televisão

O comercial psicodélico do McDonalds

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Em 1971, o McDonalds apresentava sua mais nova ativação (não se chamava assim na época), a McDonaldland. Criada por uma empresa chamada Needham, Harper & Steers, a campanha envolvia de início uma série de comerciais com o Ronald McDonalds recepcionando duas crianças, ao som de uma musiquinha meio bubblegum, meio psicodélica.

A letra da canção falava coisas como “vou te levar para uma trip pela McDonaldland”. E apresentando uma série de personagens, como os hambúrgueres tamanho família, as árvores de torta de maçã e as plantações de batata frita (!!).

Os dois primeiros comerciais (na verdade é o mesmo comercial com variações na edição) são apresentados por usuário do YouTube como “tema da viagem para McDonaldland influenciado por drogas psicodélicas – muito legal!”.

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Logo depois surgiram outras campanhas nas quais apareciam alguns inimigos da paz, cujas atuações eram sempre frustradas pelo diligente Ronald McDonalds.

Mas enquanto você medita sobre o excesso de junkie food versus o uso de LSD, vale informar que pelo menos esse inicinho de propagandas da McDonaldland teve lá seus problemas: a empresa enfrentou processos por plágio (uma dupla de produtores achou tudo muito parecido com um programa que eles haviam criado) e alguns personagens da campanha tiveram que ser descontinuados antes que desse merda. Mas a Mcdonaldland foi durando até 2003 e teve vários outros reclames televisivos. Um cara compilou todos, ou quase todos, no vídeo abaixo.

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Televisão

O Mistério dos Cofres de Al Capone: o especial que mudou a TV

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O Mistério dos Cofres de Al Capone: o especial que mudou a TV

Se você hoje em dia liga a TV em canais populares e assiste gente correndo atrás de bandidos, mostrando minuto a minuto qualquer coisa que esteja acontecendo na rua, e fazendo de tudo para prender sua atenção (mesmo que no fim das contas aquilo tudo nem seja uma coisa que valha tanto assim o seu precioso tempo), muito disso tem a ver com um programa que foi ao ar há 35 anos na TV americana. O mistério dos cofres de Al Capone foi exibido por distribuição em várias estações de TV nos EUA em 21 de abril de 1986, marcou o retorno triunfal do apresentador Geraldo Rivera para a televisão e prendeu a atenção dos espectadores durante duas horas, incluindo comerciais.

A novidade é que o programa, caso você queira assistir, está inteiro (sem os comerciais) no YouTube. Pega aí.

The mystery of Al Capone’s vaults (vamos no original) é até hoje o especial de TV por distribuição mais visto da história. As mudanças que ele provocou na televisão foram grandes. Para começar, a partir daí foi possível ver que é possível narrar qualquer coisa, mas qualquer coisa mesmo, em televisão. Mesmo que sequer haja uma notícia e o apresentador fique repetindo frases como “olha que interessante”, “só você mesmo, espectador, para poder ver isso tudo na TV”, e tentando convencer o espectador de que observar um bando de marmanjos fazendo (muita) força para destruir paredes é super legal.

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Não que já não se fizesse isso antes, mas o conteúdo dos cofres de Al Capone era total segredo até mesmo para a equipe e para todos ali, já que ninguém sabia o que havia lá. A ideia era apenas mostrar a abertura ao vivo (sim, foi tudo ao vivo!!) de um cofre secreto no Lexington Hotel em Chicago, antigo refugio do criminoso Al Capone. Ninguém sabia o que havia lá dentro e não havia controle sobre isso.

A ideia do especial foi de John Joslyn e Doug Llewelyn, que tinham uma produtora de TV em Los Angeles e procuravam algo estrepitoso para transmitir. Joslyn leu no jornal que os historiadores da máfia Harold Rubin e Thomas Bangs descobriram a existência de uma parede de concreto no porão do Lexington Hotel, que poderia conter um monte de pertences (riquezas?) do mafioso. Havia altos rumores sobre o que poderia estar escondido lá, já que saíam até cabos elétricos do cofre. Falava-se que o local era uma adega, que escondia bebidas, que havia corpos de inimigos ali, etc etc etc.

O site Mental Floss fez uma história oral da transmissão e descobriu, entrevistando os envolvidos, algumas coisas interessantes. Primeira: as emissoras ficaram inicialmente em dúvida (e se, ora bolas, não houvesse nada no cofre?) mas pagaram para ver. Aliás, pagaram caro: 900 mil dólares em jogo para custear toda a produção. Segundo: houve uma pequena corrida no começo para tentar achar um apresentador bom para o evento, mas o comandante deveria ser alguém com cancha de repórter. Geraldo Rivera, que estava desempregado (e no começo não curtiu a ideia de apresentar aquilo) era uma opção excelente: tinha conseguido vários prêmios para a ABC, comandara por alguns anos o noticiário noturno Good night America e era um sujeito conhecido por abordar temas polêmicos.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Jogaram tudo de Corpo Santo, novela policial da Rede Manchete, no YouTube

Para engordar o especial, a equipe foi a campo e falou com pessoas na rua sobre as escavações. Cada um tinha um palpite sobre o que havia ali: drogas, corpos, munição. Parentes de Al Capone entraram na história e alguns deles insistiram em saber o que havia lá antes de todo mundo (a equipe, claro, negou). Rolou estresse: a equipe não tinha conseguido permissão para usar dinamite até a tarde do dia da transmissão. E Geraldo fez um baita rasgo nas calças antes do show (precisaram usar alfinetes para remendar).

Bom, se você nunca tinha ouvido falar dessa história (que deu até no Fantástico, na época, com direito a BGzinho com Al Capone, de Raul Seixas), vou logo contar o final. Depois de um tempão de escavações, dinamite e de coisas que poderiam ter colocado as vidas de Geraldo e equipe em perigo – na real, houve até bem pouca preocupação com o risco de desabamento – a galera derrubou a primeira parede de concreto. E teve uma surpresa desagradável: não havia nada lá além de sujeira e garrafas vazias. Já quem viu o programa esperando que houvesse dinheiro ou munição (ou cadáveres) teve outra surpresa nada bacana: descobriu que perdeu duas preciosas horas.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Batalhas históricas em miniatura na TV

Diante do desastre, Geraldo fez o que deu: pediu desculpas aos telespectadores, dispensou a equipe e foi com todos os funcionários do show encher a cara num boteco, crente que sua carreira estava encerrada ali. Não foi bem o que aconteceu: o programa deu uma enorme audiência e o apresentador voltou a fazer talk shows (Geraldo, a atração comandada por ele, foi exibido inclusive pelo SBT nos anos 1990). Depois andou se envolvendo com política. Rivera, aliás, é republicano, amigo de Donald Trump, e só não o apoiou na corrida eleitoral de 2016 por causa de comentários preconceituosos dele em relação a latinos.

No fim, foi um fracasso que deu certo. E vale a frase que um sujeito escreveu nos comentários do vídeo da transmissão, no YouTube: “Pode ser que o real tesouro seja os amigos que fizemos ao longo da caminhada!”. Ok, ele escreveu isso brincando, possivelmente.

Um pouco sobre o porão de Al Capone aqui.

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