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Coquetel Molotov lança coletânea e joga luz na nova geração feminina de Pernambuco

Tem coisa nova e boa vindo de Pernambuco: o selo do festival Coquetel Molotov juntou cinco artistas mulheres da nova geração local para uma coletânea que funciona quase como um retrato rápido (e bem vivo) do que anda rolando por lá. Dimitria, Renna, Luísa Cunha, Dandara MC e Rayssa Dias gravaram músicas inéditas depois de passarem alguns dias em imersão no estúdio Criatório, em Gravatá, dentro da Incubadora Musical do festival. Aliás, é a terceira edição da Incubadora, vale lembrar.
A ideia do projeto é dar estrutura, tempo e troca para artistas em momentos diferentes de carreira, além de empoderar e profissionalizar talentos femininos no cenário musical de Pernambuco – inclusive, a iniciativa ofereceu, além das gravações, algumas oficinas e consultorias/mentorias individuais. A produção ficou nas mãos de IDLibra, com mixagem de Benke Ferraz, e o resultado passeia por indie, rap, metal e pop, em boa convivência musical. Tudo isso saiu via edital Inova Mulher, da Sudene.
As faixas já estão no Bandcamp e o processo rendeu também um mini doc dirigido por Domar no YouTube, que mostra o trabalho como um laboratório mesmo, desses que revelam caminhos tão interessantes quanto o produto final em si.
“A Incubadora foi uma das experiências artisticamente mais imersivas que já vivi. O fato das artistas escolhidas terem estilos tão diferentes foi muito desafiador, mas ainda mais interessante para dar unidade nas produções de cada um dos trabalhos. Benke foi um grande parceiro nesse processo, e viver tudo isso no Criatório foi muito especial”, relata IDLibra, fotografada acima numa roda com as cinco artistas por Hannah Carvalho.
Benke Ferraz, que foi produtor musical das duas edições anteriores da Incubadora (e agora fez a mixagem das faixas), alegra-se com a mistura sonora do projeto. “Trabalhamos nessa edição com nomes das diversas cenas da música Pernambucana: indie, metal, pop, rap. Mas desta vez contamos com artistas mais experientes, que buscavam se reinventar ao se abrirem para a musicalidade de ADLibra”.
E você conhece cada uma das artistas do projeto aí embaixo:
Rayssa Dias soma nove anos no brega, com letras fortes e presença em festivais como Afropunk, Rec-Beat e Latinidades. Tem música como Nós a gestão e Mulher Maravilha, e lançou o EP Independente, reforçando sua autonomia no brega-funk.
Luísa Cunha é nome ativo do rock indie pernambucano, à frente da banda Odiosa há sete anos. Lança o projeto solo LUCTRIA e já passou por festivais como Abril Pro Rock e Hellfemme, além de atuar como artista visual em projetos ligados à música.
Dimitria canta, toca e compõe desde 2015, integra a banda SURT e desenvolve carreira solo. Já lançou EPs com o grupo e prepara novos trabalhos próprios, após passagem por palcos como o No Ar Coquetel Molotov, mostrando versatilidade no rock.
Renna é artista multifacetada que cruza música, poesia e cinema. Já teve clipes premiados, participou de projetos no Itaú Cultural e dirigiu o espetáculo GYRA. Sua obra explora identidade e diversidade em diferentes linguagens e formatos.
Dandara MC desponta no rap pernambucano desde 2020, com presença no circuito underground e em festivais. Já passou por eventos como Rec’n’Play e Festival da Juventude, venceu o festival Vozes da Independência e segue ampliando seu espaço na cena.
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MADA 2026 fecha lineup com Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena e BaianaSystem

RESUMO: O MADA acontece em 16 e 17 de outubro, em Natal, com Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena, BaianaSystem, Gaby Amarantos e dezenas de atrações. Parte do festival terá transmissão pela TV e Globoplay.
Texto: Ricardo Schott – Foto:
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O MADA – Música Alimento da Alma fechou o lineup de sua 28ª edição, marcada para os dias 16 e 17 de outubro, na Arena das Dunas, em Natal (RN). Zeca Pagodinho, Emicida, Marina Sena, BaianaSystem e Gaby Amarantos estão entre os principais nomes da programação deste ano.
Zeca faz seu show com participação de Karinah. O festival terá ainda Duquesa, Luiz Lins, NandaTsunami e Tribo de Jah convidando Célia Sampaio, além de Taj Ma House, SouRebel com Núbia, Delusis com Sad Bruno e Leoa com Kaya Conky. A programação passa por samba, rap, pop, reggae e diferentes vertentes da música urbana.
O Baile da Amada, que desde 2023 tem um palco próprio dentro do MADA, também retorna. Na sexta-feira (16), passam por lá BRIME!!, Bia Soull, RHR, RYANBNOG e Metalluna, Cabra Guaraná, Belisa, Leviathan e Jader. No sábado (17), é a vez de IDLIBRA, Ramon Sucesso, CESRV, D3LCU, Africanoise, Dusouto, D’Renor, Eleva e Marti.
Quem estiver longe de Natal também poderá acompanhar parte do festival. Pelo terceiro ano consecutivo, o MADA terá transmissão pela TV Globo, Inter TV e Globoplay. Segundo a organização, a cobertura de 2026 chegará aos cinco estados da região Norte, aos nove do Nordeste, além de Rio de Janeiro e Minas Gerais, por meio de 52 afiliadas.
Criado em 1998, o MADA chega à 28ª edição depois de ter recebido mais de 700 artistas. Para Jomardo Jomas, idealizador e diretor do evento, a mistura de gerações continua sendo parte da proposta.
“Sempre um desafio entregar uma edição com tanta diversidade na programação, mas sempre fez parte do DNA do MADA esse cuidado de conseguir levar ao público esse recorte da música brasileira e, ao mesmo tempo, abrir espaço para novos nomes e novas sonoridades. É esse equilíbrio que faz o festival continuar se renovando a cada edição”, afirma.
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SERVIÇO
Festival MADA 2026
16 e 17 de outubro de 2026
Arena das Dunas – Av. Prudente de Morais, 5121, Lagoa Nova – Natal/RN
PROGRAMAÇÃO COMPLETA
PALCOS DO GRAMADO
SouRebel convida Núbia
Luiz Lins
Zeca Pagodinho | com part. especial de Karinah
Marina Sena
Tribo de Jah convida Célia Sampaio
Duquesa
Delusis convida Sad Bruno
Leoa convida Kaya Conky
Taj Ma House
NandaTsunami
BaianaSystem
Gaby Amarantos
Emicida
BAILE DA AMADA | sexta-feira (16/10)
BRIME
BIA SOULL
RHR
RYANBNOG
METALLUNA
Cabra Guaraná
Belisa
Leviathan
Jader
BAILE DA AMADA | sábado (17/10)
IDLIBRA
Ramon Sucesso
CESRV
D3LCU
Africanoise
Dusouto
D’Renor
Eleva
Marti
Transmissão: TV Globo, Inter TV e Globoplay.
Ingressos: Shotgun
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E os Lemon Twigs tão vindo aí: vai rolar show em SP em novembro

Os Lemon Twigs voltam ao Brasil em novembro. O projeto dos irmãos Brian e Michael D’Addario faz show único no país no dia 13 de novembro, sexta-feira, na Casa Rockambole, em São Paulo. A apresentação faz parte da turnê de Look for your mind!, sexto álbum de estúdio da dupla, lançado em maio pela Captured Tracks.
Os ingressos já estão à venda pelo site da Ingresse. Também é possível comprar sem taxa de conveniência no Takkø Café, na Vila Buarque, ponto de venda físico oficial da apresentação. O show é uma realização da Balaclava Records.
Formado em Nova York, o Lemon Twigs trabalha com referências do pop e do rock dos anos 1960 e 1970, especialmente harmonias vocais, pop barroco e arranjos que fogem das estruturas mais convencionais. Nos últimos anos, os irmãos lançaram Everything harmony (2023) e A dream is all we know (2024).
Look for your mind! dá sequência a essa fase, mas traz uma mudança no processo de gravação. Brian e Michael abriram mais espaço no estúdio para os músicos que os acompanham na estrada, com participações de Reza Matin (bateria), Danny Ayala (baixo e vocais) e Eva Chambers, da banda Tchotchke (também baixo e vocais). O som ganha uma cara cada vez mais sixties, mas com letras ligadas à paranoia e à sensação de viver em tempos cada vez mais estranhos.
SERVIÇO:
Balaclava Records apresenta: The Lemon Twigs em São Paulo
Data: 13 de Novembro de 2026, sexta-feira
Local: Casa Rockambole
R. Belmiro Braga, 119 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05432-020, Brasil
Horários: 20h portas / 21h30 The Lemon Twigs
Ingressos aqui.
Foto: Eva Chambers / Divulgação
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Vermelha mistura manguebeat, psicodelia e noite ébria em “Talagada”

RESUMO: Em Talagada, o trio Vermelha cruza batuques, guitarras, psicodelia e ritmos afro-brasileiros numa viagem de riffs insistentes, figuras noturnas e estados alterados.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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O Vermelha (ótimo nome!) é um trio com base em São Paulo que já andou aparecendo no Pop Fantasma, e que agora retorna com o single Talagada – uma trama que “mistura transe e mistério”, com referências que incluem manguebeat, tropicalismo, ritmos afro, entidades e estados alterados.
Entre batuques e guitarras, “Zé Pilintra, bêbados e transeuntes trafegam sobre um instrumental pulsante, mistura de psicodelia com ritmos afro-brasileiros”, como avisam Le Moreli (voz, guitarra), Zollner (baixo) e Jesa Pop (bateria). “A melodia nasce a partir de um riff insistente, enquanto a letra persegue um jogo de palavras e frases, à deriva de recortes de textos que embaralhados criam novos sentidos e significados, apontando para a imprevisibilidade de uma noite ébria”. A produção da faixa é de Paulo Kishimoto (Pitty, Bufo Borealis, Rivera Gaz).
Talagada, vale dizer, é uma demonstração de que para o Vermelha, interessa bem pouco ficar preso a formatos, estilos e gêneros – e dá uma mostra de que o que vem aí segue a mesma onda, com experimentações, climas bem atmosféricos e vibe de sonho – aliás, acompanhando o jogo de palavras e riffs de Talagada, dá a impressão de acompanhar um sonho bem brasileiro e em alto volume.
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