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Dinosaur Jr anuncia novo álbum e busca o som dos primeiros tempos

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Dinosaur Jr (Foto: Jeff Fowler / Divulgação)

E tem disco novo do Dinosaur Jr vindo aí. There near, 13º álbum da banda, sai pela Jagjaguwar em 28 de agosto, e traz J Mascis, cantor, guitarrista e criador do grupo, seguindo um conselho de ninguém menos que Rick Rubin. “Você sempre ouve falar de como Rick Rubin sempre faz as bandas que ele produz sentarem e ouvirem o primeiro álbum delas e dizerem: ‘Vamos voltar àquele som’. Então, eu simplesmente segui o conselho dele”, conta.

Explicando melhor: para gravar There near, Mascis foi atrás de um amplificador Mesa Boogie MK 1 da década de 70, como o que ele usou no álbum de estreia do Dinosaur, quatro décadas atrás. Several got away, o primeiro single, fica entre punk e power pop, com guitarras poderosas e uma técnica de composição que Mascis partilha com bandas como Lemonheads e Guided By Voices. A formação é o bom e velho power trio formado por Mascis, Lou Barlow (baixo e voz) e Murph (bateria). Ken Mauri toca piano e órgão no disco.

Apesar da menção a Rick Rubin, o próprio Mascis produziu There near, ao lado de Brandon Eggleston, técnico de som. E a busca por um Mesa Boogie levou o cantor ao mesmo ampli dos primeiros tempos. “Comprei o mesmo amplificador que o Chris Dixon tinha quando gravamos nosso primeiro álbum”, diz J. “O Chris nos gravou na casa dele com o amplificador dele. Tem um som muito interessante que eu não ouvia há tempos. E é algo que eu estava tentando resgatar neste álbum”.

“Os Rolling Stones começaram a usar Mesa Boogies nos anos 70 depois de ouvirem o Santana tocando com eles. Aí o The Clash copiou os Stones, e por aí vai. Com o passar dos anos, com o MK 2 e os modelos seguintes, o Boogie foi ficando com um som mais voltado para o metal. Mas o MK 1 tem um som Fender turbinado”, ele historia.

O clipe de Several got away, por sua vez, traz o Dinosaur Jr sendo fotografado – e detestando isso. Só que aí começa uma história de perseguição e arrebatamento bem esquisita, que o diretor Guy Kozak define assim:

“Eu queria fazer algo um pouco irônico, com uma vibe de ‘filme caseiro’, que combinasse bem com o cânone existente dos clipe deles. A primeira inspiração veio de uma ótima pintura de Henry Darger, onde crianças são aterrorizadas por duas mãos gigantes de fogo flutuantes”, diz.

“Depois, comecei a pensar no arrebatamento e a ideia se encaixou a partir daí. Os caras toparam tudo e fiquei honrado por me deixarem persegui-los por um campo enorme com a minha câmera, como um psicopata. Tínhamos um prazo apertado, então precisei aprender muita coisa de efeitos visuais durante o fim de semana, mas gostei do resultado final”, conta.

E tá aí o clipe, além da capa de There near e da lista de faixas.

Foto: Jeff Fowler / Divulgação

Capa do álbum There near, do Dinosaur Jr

01. Several got away
02. No friends
03. Everything at once
04. Take me with you
05. Blowin’ up
06. Gone off
07. Clam along
08. Walk me back
09. Read the room
10. Put it down
11. No one’s ready

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Placebo transforma faixa escondida de 1996 na nova “Helen Keller”

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Placebo traz turnê "RE:CREATED" ao Brasil para quatro shows em 2027

RESUMO: Placebo abre sua turnê de 30 anos com Helen Keller, releitura de uma faixa escondida da estreia. A banda traz a tour RE:CREATED ao Brasil em fevereiro.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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A turnê comemorativa de 30 anos do Placebo começou ontem, e para marcar a data, o grupo lançou o single Helen Keller. É mais um reaproveitamento na onda do disco RE:CREATED: a música reelabora a melodia de piano de H.K. Farewell, a faixa instrumental escondida do álbum de estreia epônimo da banda, de 1996.

Helen Keller foi gravada em Londres e produzida pelo Placebo em conjunto com Adam Noble, que também fez a mixagem. Brian Molko, o vocalista, afirma que a ideia foi dar à música o nome de uma de suas pessoas favoritas da história: a escritora, conferencista e ativista social norte-americana Helen Keller (1880-1968), que se tornou a primeira pessoa surda e cega da história a conquistar um bacharelado.

O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 para quatro shows da turnê RE:CREATED, projeto que revisita o álbum de estreia da banda, lançado em 1996. A passagem começa no dia 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo, e segue por Brasília (23, Centro de Eventos Ulysses Guimarães), Curitiba (26, Live Curitiba) e Porto Alegre (28, Auditório Araújo Vianna). A produção é da Mercury Concerts.

A pré-venda para integrantes do fã-clube já tá rolando a partir de hoje, às 10h, e dura 24 horas. Haverá ainda uma pré-venda promocional entre 30 de setembro, às 10h, e 2 de outubro, no mesmo horário, quando começa a venda geral. Em São Paulo, os ingressos serão vendidos pela Eventim; nas outras três cidades, pela Bilheteria Digital (mais sobre os shows no Brasil aqui).

E abaixo você confere Helen Keller na versão de estúdio e ao vivo no Porto, em Portugal, onde a turnê nova começou (o disco Placebo RE:CREATED foi assunto nosso aqui).

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Soundgarden com Taylor Momsen nos vocais: banda libera show completo em Seattle

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

RESUMO: Soundgarden libera a íntegra do show com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready (Pearl Jam) na guitarra — mais um capítulo de uma aproximação que já vem de alguns anos.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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E para a alegria dos fãs, o Soundgarden publicou a íntegra do show feito em 9 de setembro, no Lumen Field, em Seattle, com Taylor Momsen, do The Pretty Reckless, assumindo os vocais e Mike McCready, do Pearl Jam, reforçando as guitarras.

Kim Thayil, Matt Cameron e Ben Shepherd tocaram durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, na abertura da temporada da NFL. O repertório foi curto e direto ao ponto: Outshined e Spoonman, dois clássicos do Soundgarden.

Na transmissão da partida, porém, quase nada da apresentação foi exibido. Durante algumas semanas, quem quisesse saber como tinha sido o encontro precisava recorrer basicamente aos vídeos feitos pelo público no Lumen Field. Agora o próprio Soundgarden colocou no YouTube a apresentação completa, com áudio e imagens oficiais.

E Taylor Momsen não caiu ali de paraquedas. Não foi a primeira vez que a cantora se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I Am The Highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden, Black hole sun, na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar, com Taylor nos vocais vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

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Krohme e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em “Paranoid”

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Krohme (foto) e Jonathon Newby: peso híbrido e convidados em "Paranoid"

RESUMO: Krohme e Jonathon Newby misturam rock pesado, hip hop, funk e eletrônica em Paranoid, que traz como convidado Doug Wimbish, baixista do Living Colour.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Tem muito groove e guitarras em Paranoid, música em parceria de Krohme com Jonathon Newby (da banda de pós-hardcore Brazil) lançada pelo selo e coletivo Calm Bomb Collective. A faixa ainda traz um convidado de peso no baixo: Doug Wimbish, do Living Colour.

Krohme é o nome artístico do produtor norte-americano Chris Moore, da Virgínia, que trabalha justamente no cruzamento entre gêneros. Produzindo desde 1996, ele já colaborou com nomes como Chuck D, Arrested Development, MC Serch e Stetsasonic, além de artistas e integrantes ligados a Slipknot, Cypress Hill, Living Colour, 311, Fear Factory, Otep, Earth Crisis, Snapcase e My Life with the Thrill Kill Kult. Hip hop, metal, rock e eletrônica, portanto, convivem há bastante tempo no currículo do cara.

Paranoid segue essa lógica. Tem peso de rock alternativo, balanço de funk e hip hop, produção eletrônica e várias camadas rítmicas, mas sem soar como simples colagem de estilos. Jonathon Newby entra com um vocal que muda de intensidade ao longo da faixa, enquanto Krohme, além de tocar guitarra e teclados, assina produção, mixagem e masterização.

Doug Wimbish ajuda a explicar outra parte desse som. O baixista entrou para o Living Colour nos anos 1990 e construiu uma carreira que atravessa rock, funk, hip hop e experimentação. Em Paranoid, seu baixo se junta às guitarras de Luciano Porto e Krohme e à bateria de Esmute para dar um corpo mais orgânico à produção.

É uma faixa que deve interessar especialmente a quem curtia, nos anos 1990, aquela zona em que o rock pesado começou a aparecer ao lado de groove, DJs, hip hop e eletrônica. Paranoid circula por essas linguagens e aproveita o atrito entre elas. E lá pelas tantas, as guitarras, altas e distorcidas, tomam conta.

Há ainda uma história por trás do lançamento. Em 2023, Krohme criou o Calm Bomb Collective, organização sem fins lucrativos que aproxima música e comunidade de pessoas com deficiência. O projeto oferece estrutura para artistas autistas e neurodivergentes lançarem seus trabalhos. Toda a receita obtida com as vendas de Paranoid no Bandcamp é destinada à organização.

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