Connect with us

Urgente

Sem Matt Pike, Sleep volta com música inédita e nova formação

Published

on

Sleep (Foto: Travis Shinn / Divulgação)

Enquanto o cofundador do Sleep, Matt Pike, leva adiante o High On Fire – com direito a um show agendado no Brasil – a banda veterana de stoner + doom, conhecida pelo disco clássico Dopesmoker, continua sem ele. O Sleep lançou recentemente o single Have spacesuit, will travel, e prossegue numa nova formação em que resta apenas o baixista e vocalista Al Cisneros como membro original.

O novo guitarrista do Sleep é Bubba Dupree, do Void. Na bateria, está o eternamente ocupadíssimo Dale Crover, que toca também no Melvins e no Redd Kross. Cisneros desejou a Pike “tudo de bom em suas manobras terrenas” (sic). Vida que segue, pois. A música nova, segundo Cisneros, já ficou boa na primeira jam e tem lembranças de Tony Iommi (Black Sabbath) no riff – além de ter um tom que ele define como blue sunglasses (?). “E o melhor de tudo é que o Bubba é uma das pessoas mais legais com quem já tive a oportunidade de fazer música”, diz.

Have spacesuit, will travel está disponível como um single em flexi disc que acompanha a edição especial da primeira edição da revista em quadrinhos Sleep, publicada pela Third Man Books (sim, a banda está no elenco da gravadora de Jack White). A revista é escrita por Cisneros com ilustrações de Dave Kloc e Arik Roper. Sinopse: “No ano de 2420 (2 4:20, sacanam?), uma missão de suprimentos de rotina parte da Terra. O casco da Rosinante está lotado com carga seca pesada de alta qualidade…”. O grupo anunciou também uma turnê que inclui um show em Nova York, no Brooklyn Paramount, em 16 de novembro.

DOPESMOKER

Dopesmoker, gravado em 1995 mas só lançado em 1999, é facilmente um dos discos mais chapados e malucos de todos os tempos. Pra começar, o álbum tem só uma música, enorme, dividida em várias partes. Cada acorde, cada toque no instrumento, é esticado a ponto do andamento ficar extremameeente leeento. Mais do que no caso de qualquer outra banda stoner ou doom metal.

Mais: a tal música foi feita após etapas sequeladíssimas de gravação, em que Al Cisneros (voz, baixo), Matt Pike (guitarra) e Chris Hakius (bateria), que formavam a banda na época, fumavam maconha o dia inteiro. Cada integrante tinha 850 gramas da erva à sua disposição, e o montante unia diferentes exemplares da diamba.
A turma também fazia experimentações malucas com a droga. BEM malucas, por sinal. “Já fumou maconha de um cálice de coco usando uma mangueirinha? Cara, você esquece seu nome, seu endereço, fala com seu cachorro e seu cachorro responde. É estranho pra caralho”, chegou a dizer Pike à Vice.

Detalhe: Dopesmoker deveria ter sido lançado pela grandalhona London, que contratou a banda feliz da vida, após o sucesso do disco Holy mountain, em 1992. O advance dado pela gravadora para o álbum foi todo gasto em maconha e equipamentos. Um processo movido pelo antigo selo da banda, Earache, atrasou as gravações do disco em dois anos. Quando finalmente ficou pronto, a chefia da London ouviu o resultado, recusou-se a lançar o CD e dispensou o grupo.

Tem um texto bem completo sobre Dopesmoker aqui. Recentemente, em 2022, o disco ganhou uma edição definitiva pelo selo Third Man Records – responsável também pelo último album inédito da banda, The sciences (2018). A reedição de Dopesmoker feita pelo selo trazia folhas de cannabis reais prensadas no vinil (pra você ver).

Foto: Travis Shinn / Divulgação

Urgente

Foo Fighters: saiba tudo sobre os shows no Brasil em 2027

Published

on

Foo Fighters (Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação)

RESUMO: Um guia sobre os shows dos Foo Fighters no Brasil em 2027, com datas, locais, preços dos ingressos e as apostas para o repertório das apresentações.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Elizabeth Miranda / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Quem tá vindo aí são os Foo Fighters. A banda, que se apresenta no Rock In Rio 2026 como headliner do dia 4 de setembro, vai voltar ao Brasil ano que vem para dois shows pela Take Cover Tour 2027. A banda liderada por Dave Grohl se apresenta em Belo Horizonte, na Arena MRV, no dia 18 de fevereiro, e em São Paulo, no MorumBIS, no dia 20 de fevereiro.

Os shows terão como convidadas especiais a cantora Karen Dió e a banda paulistana Deb and The Mentals – que lançou nesta quinta (13) o EP Stuck. Os ingressos custam entre R$ 280 e R$ 1.180, em Belo Horizonte, e de R$ 295 a R$ 1.250, em São Paulo, considerando os valores de meia-entrada e inteira. A venda de ingressos será realizada pela Ticketmaster, com pré-venda para clientes Santander nos dias 18 e 19 de agosto. O público geral poderá comprar a partir de 20 de agosto.

E AÍ, COMO COMPRAR INGRESSOS? Bom, a comercialização dos ingtessos será dividida em três etapas. Nas duas pré-vendas, os ingressos estarão disponíveis a partir das 10h no site da Ticketmaster e das 11h nas bilheterias físicas, sem cobrança de taxa de serviço. Dividindo em partes, é assim:

Terça-feira, 18 de agosto, às 10h: pré-venda para clientes Santander Select e Private Banking com cartões elegíveis.
Quarta-feira, 19 de agosto, às 10h: pré-venda para os demais clientes Santander.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 10h: abertura da venda online para o público geral.
Quinta-feira, 20 de agosto, às 11h: abertura da venda nas bilheterias físicas.

CARTÕES. A pré-venda de 18 de agosto será destinada aos portadores dos cartões Santander Unique Infinite, Santander Unlimited Infinite, Decolar Santander Infinite, GOL Smiles Santander Infinite, American Express Gold Card Santander, American Express Platinum Card Santander, American Express Centurion Card Santander, Santander Unique Black, Santander Unlimited Black e Santander/AAdvantage Black.

Na pré-venda de 19 de agosto, os demais cartões Santander serão aceitos, com exceção dos cartões de viagens e empresariais.

QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM BELO HORIZONTE?
Cadeira Superior: R$ 560 (inteira) / R$ 280 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Leste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Oeste: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Cadeira Inferior Sul: R$ 890 (inteira) / R$ 445 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.180 (inteira) / R$ 590 (meia-entrada)

E QUANTO CUSTAM OS INGRESSOS EM SÃO PAULO?
Arquibancada: R$ 590 (inteira) / R$ 295 (meia-entrada)
Pista: R$ 660 (inteira) / R$ 330 (meia-entrada)
Cadeira Superior: R$ 970 (inteira) / R$ 485 (meia-entrada)
Cadeira Inferior: R$ 990 (inteira) / R$ 495 (meia-entrada)
Pista Premium: R$ 1.250 (inteira) / R$ 620 (meia-entrada)

DISCO. Os Foo Fighters estão na turnê de lançamento do álbum Your favorite toy, lançado em abril, e que tem sido elogiado pela crítica – o som do grupo tem ficado um tanto mais parecido com o dos primeiros álbuns. Nós resenhamos o disco e dissemos que “Your favorite toy acerta ao revisitar origens, traz letras mais pessoais e bons momentos, sem revolucionar”.

O QUE VAI ROLAR NO SHOW. Muita coisa pode mudar até lá, mas é curioso que a banda esteja – segundo o site setlist.com – tocando apenas uma ou duas músicas do disco mais recente, às vezes nenhuma. O mesmo site indica que as mais tocadas de Your favorite toy foram Caught in the echo e a faixa-título, com 15 execuções cada uma. Of all people vem em seguida, com onze.

Os álbuns The colour and the shape (1997, o segundo e melhor disco do grupo) e There is nothing left to lose (o terceiro, de 1999) são os que mais surgem nos setlists de 2026, indicando que se trata de um show “de festival”, com hits – e muitas lembranças do passado.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Urgente

Hajem Kunk, “primo” do Papangu, mistura hard rock, jazz e psicodelia em “Leite de pedra”

Published

on

Hajem Kunk (Foto: Divulgação)

RESUMO: A paraibana Hajem Kunk mistura hard rock, metal, jazz, blues e psicodelia em Leite de pedra, último single antes do álbum de estreia. Gravado ao vivo, o som do quarteto combina peso, jazz fusion, mudanças de andamento e improvisação.

Texto: Ricardo Schott – Foto:

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Hard rock, metal, jazz, blues, psicodelia e uma boa dose de improviso. A Hajem Kunk mistura tudo isso sem muita preocupação em caber num rótulo. O quarteto paraibano chama o próprio som de “rock troncho”, expressão popularizada pela Papangu — banda com a qual divide dois integrantes, e que acaba de lançar um álbum. E o Hajem também está com lançamento novo: é Leite de pedra, último single antes da chegada de seu álbum de estreia.

A faixa resume bem a proposta do grupo. Guitarras pesadas convivem com passagens de jazz fusion, mudanças de andamento e momentos em que a improvisação assume o controle. É um instrumental que vai mudando de forma ao longo do percurso, sem perder o peso.

Antes dela, a banda já havia apresentado os singles Pipe e Mar morto, cada um destacando uma faceta diferente do disco. Todo o álbum foi gravado ao vivo no estúdio Mutuca, em João Pessoa, mantendo a interação entre os músicos como parte central da sonoridade.

A Hajem Kunk reúne Pedro Francisco e George Alexandria, também integrantes da Papangu, ao lado de Rafael Jordão e Lucas Farias. O grupo nasce da movimentada cena instrumental paraibana, mas vai além do prog ou do stoner: prefere embaralhar referências de hard rock, metal, blues, jazz e psicodelia para criar um som que muda de direção o tempo todo. O álbum de estreia chega ainda em 2026.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Urgente

Cosmopaark e Tapeworms juntam shoegaze e eletrônica no single “Shooting star”

Published

on

Cosmopaark (acima, Foto: Cora Wang-Chang / Divulgação) e Tapeworms (Foto: Divulgação)

RESUMO: Cosmopaark e Tapeworms unem shoegaze, dream pop e eletrônica em Shooting star, single que aproxima guitarras enevoadas, sintetizadores e melodias etéreas. A faixa nasceu de uma colaboração espontânea entre os dois grupos franceses.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Cora Wang-Chang / Divulgação (Cosmopaark) e Divulgação (Tapeworms)

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O shoegaze francês ganha um encontro de estilos em Shooting star, novo single do Cosmopaark gravado em parceria com o trio Tapeworms. A faixa une guitarras densas, sintetizadores e texturas eletrônicas, aproximando o universo noventista do shoegaze de uma produção mais voltada ao dream pop e ao indie eletrônico.

Originalmente pensada para um futuro álbum do Cosmopaark, Shooting star acabou ganhando vida própria. “A música era para um disco, mas decidimos lançá-la separadamente, de forma bastante espontânea”, conta a banda. O grupo lembra que conhece o Tapeworms desde 2018 e que os dois projetos já dividiram colaboradores e a gravadora Howlin’ Banana Records. “A faixa nos deu a oportunidade de experimentar novas texturas e elementos eletrônicos, abrindo caminho para músicas que vão além das referências do shoegaze dos anos 1990. A colaboração com o Tapeworms pareceu uma escolha natural”.

O Tapeworms começou a desenvolver sua parte da música durante uma passagem por Tóquio, logo após o lançamento do álbum Grand Voyage. “O Cosmopaark traz uma energia de banda que nós deixamos um pouco de lado no nosso último disco. De certa forma, foi uma maneira de nos reconectarmos com nossas raízes”, explica o trio.

Embora compartilhem influências como shoegaze e dream pop, os dois grupos seguiram caminhos diferentes nos últimos anos. Enquanto o Cosmopaark se aproximou do indie rock e do emo contemporâneo, o Tapeworms investiu em elementos eletrônicos, pop e produção de estúdio. “Essa música acabou se tornando um ponto de encontro entre essas duas abordagens”, resumem.

O resultado é uma faixa que passa por guitarras enevoadas, camadas eletrônicas e melodias etéreas, mostrando que o shoegaze continua encontrando novas formas de dialogar com a música eletrônica sem perder sua identidade.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS