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Cultura Pop

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

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Tinha um problema que acometia todo mundo que comprava a revista Letras traduzidas da Bizz nos anos 1980. Podia ser até legal conseguir finalmente saber o que seu astro pop preferido estava cantando, mas, cá entre nós, letras em inglês soavam extremamente bobas quando traduzidas pro português. Isso significava que tinha uma grande chance de aquele sucesso do Ozzy Osbourne que fazia você bater cabeça perder totalmente a graça quando você lia o nome dele na língua que você falava.

Sem ligar muito pra isso, a operação brasileira da gravadora CBS – hoje Sony – resolveu, entre (mais ou menos) 1981 até (mais ou menos) 1985 lançar no Brasil boa parte de seu catálogo internacional com títulos (e às vezes letras inteiras no encarte) traduzidos. Dava até uma ajudinha para alguns fãs. Só que muitas vezes alguns títulos vertidos para o português faziam tudo perder muito da graça. E em vários casos ou eles eram mal-traduzidos ou viravam frases com construções bem bizarras. Ou que ignoravam personagens da cultura pop, ou preceitos básicos da composição, como o fato de que muitas vezes o nome de uma canção não faz sentido algum e é apenas aquela frase da letra que todo mundo lembra, ou que está no refrão.

O disco mais bem sucedido de Bruce Springsteen no Brasil, Born in the USA (1984) teve nomes de músicas traduzidos no selo e na contracapa. A faixa-título virou “nascido em U.S.A.” (e não “nascido nos EUA”).

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

“Voltando-me para você” parece o nome de um baladão de Dolores Duran lançado nos anos 1950 – mas era a tradução de Turn to you, música das Go-Go’s de seu último disco, Talk show, de 1984.

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Fearless, clássico de Nina Hagen, tinha TV snooze. Ou “TV soneca”, que parece o nome de algum disco infantil.

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Jokerman, sucesso de Infidels, disco de Bob Dylan lançado em 1983, era uma referência ao Coringa do Batman, cuja imagem aparecia inclusive no clipe da canção. Mas traduziram para “homem de piadas”.

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Beat it é “cai fora” mesmo.

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Todo mundo batendo cabeça ao som do “trem maluco”.

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

“Sapatos corredores” ou “sapatos de corrida”?

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Nossa, que formal!

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português
Na verdade, por uma falta de vírgula, Credit card baby não é “garota do cartão de crédito”. A canção do Wham! tem um verso no refrão que é “você pode ficar com meu cartão de crédito, baby”.
Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

“Traduziam os nomes nas fitas K7 também?”. Sim. Olha aí The dream of the blue turtles, estreia solo do Sting (1985).

Quando a CBS resolveu traduzir nomes das músicas dos discos pro português

Fotos: Discogs

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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