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Cultura Pop

Beastles: a mais perfeita mistura de… Beatles e Beastie Boys

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Beastles: a mais perfeita mistura de... Beatles e Beastie Boys

Já ouviu falar dos Beatles? E dos Beastles? Pois é, teve isso – e só para variar, a Apple, empresa que cuida dos negócios dos quatro de Liverpool, não curtiu muito. Em 2004, quando uma turma enorme de DJs, jornalistas musicais e curtidores de música só sabia falar de mashup, um DJ americano chamado BC decidiu unir nada menos que Beatles e Beastie Boys.

O projeto não poderia ter outro nome (Beastles, qual mais?) e surgiu com o single 2 many beasties e o disco DJ BC presents The Beastles, ambos lançados de forma independente. O compactinho trazia a união de Taxman, dos Beatles, com 2 many rappers, dos Beastie Boys.

H0je é bem complicado achar material dessa estreia no YouTube – as músicas estão no vídeo acima, mas fora de ordem. A Apple não curtiu nem um pouco a ideia de aparecer um aventureiro usando as músicas dos Beatles para conseguir sucesso na internet e mandou impedir. O jornal Boston Phoenix classificou BC (cujo nome verdadeiro é Bob Cronin) como “o melhor quebrador de leis de Boston”. Aliás, avisou que ele e seu colega de crime Lenlow tinham a onda de fazer “remixes ilícitos”. A lista incluía uniões de White Stripes com Outkast,  e de Modest Mouse com 50 Cent.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Quando os Beastie Boys homenagearam (ou zoaram, sei lá) o Pink Floyd num clipe

Depois, em 2005, saiu Glassbreaks – um disco que unia, mais do que ilicitamente, músicas do compositor experimental Philip Glass com samples de The Fugees, Lil Jon, Q-Tip e Kanye West, entre outros. Saiu só em CD-R, foi distribuído apenas para “uso promocional” e desapareceu. Dá para achar algumas lembranças desse disco no YouTube.

Mesmo com tudo contra, BC ainda lançou mais dois CDs dos Beastles. Olha aí Let it beast (2006), apresentado pelo site Boing Boing como “o novo disco dos Beatles”. Tem maravilhas como Belly movin, unindo a indiana The inner light (composta por George Harrison e gravada como lado-B do single Lady Madonna) a Body movin, dos BB. Dá para achar muita coisa desse disco no YouTube.

E já pensou um mashup de disco e desenho animado? Pega aí Ill submarine, outro dos Beastles. É uma zoação dupla com a estreia dos Beastie Boys, Licensed to ill (1985) e com o filme-disco Yellow submarine. Esse disco existiu de verdade, saiu em 2013 e tem músicas como Beastles flying in the cut, Crazy-ass revolution e Don’t let MCA down. Foi o último da série pirata do BC.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Só vimos agora: tem disco de hardcore dos Beastie Boys nas plataformas

E depois de (e em meio a) isso tudo? Bom, BC andou fazendo remixes para outras pessoas e fez também um disco chamado Wu Orleans, que comina a música do grupo de rap Wu Tang Clan com o som de New Orleans. O álbum saiu no primeiro aniversário do furacão Katrina (2006) e ganhou até versão em vinil. Em 2011, juntou Jay-Z e Brian Eno no álbum Another Jay on Earth.

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Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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