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Cultura Pop

Bandas (e outras coisas) que você conheceu por causa de Renato Russo e da Legião Urbana

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Bandas (e outras coisas) que você conheceu por causa de Renato Russo e da Legião Urbana

Vinte e cinco anos sem Renato Russo. De 11 de outubro de 1996 até hoje, rolaram várias homenagens a ele. Algumas bastante honrosas (como o livro Renato, o Russo, de Julliany Mucury, e os shows com Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá), e várias outras nem tanto. A melhor homenagem, no entanto, nunca foi feita: o produtor que tiver a ideia de unir de alguma forma informações sobre as várias bandas que influenciaram Renato (entre elas, vários grupos que ainda continuam na ativa), vai fazer um belo trabalho cultural sobre as origens do som não apenas da Legião, como de todo o rock de Brasília.

“Legal. Que tal um festival no Brasil com esse povo todo em 2022?”, você pode se perguntar. Bom, algumas chances estão irremediavelmente perdidas, já que Andy Gill, da Gang Of Four, e Pete Shelley, dos Buzzcocks, saíram de cena. As duas bandas já estiveram no Brasil, de qualquer jeito, e pelo menos Andy chegou a tocar no show MTV Ao Vivo – Tributo à Legião Urbana, que aconteceu em 2012, com o ator Wagner Moura fazendo as vezes do vocalista original. Fica faltando algo mais (hum) conceitual, no formato de um show, um evento, uma expo, várias lives, etc. Enquanto isso não acontece, seguem aí alguns nomes (de bandas, artistas, filmes, livros) que você conheceu em entrevistas de Renato Russo e da Legião.

SLAUGHTER AND THE DOGS. Renato e André Pretorius passavam horas ensaiando uma única música dessa banda (sem Fê Lemos, cuja bateria ainda estava presa na Inglaterra). Essa banda punk britânica formada em 1975 tinha adoração pelo imaginário de David Bowie – tanto que o nome une o do disco Diamond dogs ao do primeiro álbum solo do guitarrista Mick Ronson, Slaughter on 10th avenue. No começo das atividades do Aborto Elétrico, lançavam a estreia Do it dog style (1978).

COMSAT ANGELS. Banda pós-punk britânica ativa entre 1978 e 1995. O disco Waiting for a miracle (1980) estava entre os mais ouvidos pela turma de Brasília – inclusive, tem uma certa música da Legião que lembra bastante Independence day, maior hit da banda, que está neste disco. A partir de 1982, uma ameaça de processo de uma empresa Communications Satellite Corporation, conhecida como Comsat, fez a banda mudar de nome – primeiro para CS Angels, depois para Dream Command.

THE PUNK ROCK MOVIE. Renato lembrou em algumas entrevistas ter visto esse documentário, dirigido por Don Letts, quando a Legião se mudou para São Paulo – e recordou ter ficado chocado com as cenas de Sid Vicious com o peito cortado a gilete, e de Siouxsie tomando um monte de bolinhas. O filme está no YouTube, mas com uma qualidade de reprodução tão ruim que você não vai conseguir ver direito nem uma coisa nem outra.

RAMONES. Até os anos 1980, a banda americana de punk não havia estourado no Brasil – o lançamento aqui do primeiro disco, de 1976, foi anunciado, mas a gravadora desistiu de lançar. Antes da adoração aos três acordes da banda virar padrão para o rock brasileiro, o disco It’s alive, de 1979, tinha mudado a vida do baterista Marcelo Bonfá e servido de elo entre tribos diferentes da turma de Brasília. “Todos gostavam”, esclarecia Renato.

BUZZCOCKS. Citado como influência no Aborto Elétrico e no começo da Legião Urbana, o grupo punk britânico (que inovava ao misturar temas existenciais e românticos nas letras) era um dos mais queridos da galera. Renato dizia que Fiction romance, música da estreia da banda, Another music in a different kitchen (1978), era uma das raras coisas mais inofensivas ouvidas pela galera. “Tocava e todo mundo ia dançar”, dizia.

SHAM 69. Outra banda querida da turma da Colina. Esse grupo britânico, que tirou seu nome de uma pichação na parede (Walton & Hersham ’69, referência a uma vitória do time inglês em 1969), teve seu primeiro single produzido por John Cale, do Velvet Underground. O primeiro hit foi Borstal breakout, de 1978.

MUTANTES. Pode perguntar para quem tinha uns 12 anos em 1986, quando Renato Russo citou o grupo na letra de Eduardo e Monica: quase ninguém lembrava da banda paulistana. Em 1985, a Baratos Afins reeditou o catálogo deles. Foi para quem tinha que ir. Após anos e anos de Rita Lee desprezando a banda, e de sumiço de Arnaldo Baptista e Sergio Dias (e de discos fora de catálogo), o nome do grupo era quase tão underground para os adolescentes que ouviam Legião quanto o do escritor Arthur Rimbaud, citado quase na sequência.

YOUNG MARBLE GIANTS. Renato costumava aparecer em fotos usando camisas dessa banda britânica (“minha favorita”, dizia), que gravou só um disco em 1980, Colossal youth, além de dois EPs, e que unia os vocais de Alison Statton a teclados e bateria eletrônica. O som lembrava mais uma trilha de videogame do que punk rock. Em L’age dór, música da Legião de 1991, Renato citou a banda no verso: “lá vem os jovens gigantes de mármore/trazendo anzóis na palma da mão”.

METAL BOX. Dizia Renato que André Muller, baixista da Plebe Rude, costumava deixar discos em lugares onde poderiam ser facilmente roubados, e certa vez quebrou um exemplar (caríssimo) do Metal box, o experimental segundo disco do Public Image Ltd.

Quem não tivesse acesso ao disco original, com três EPs numa caixa de metal, poderia se contentar com a Second edition, que reduzia o set a um disco duplo (e mesmo assim, não saiu no Brasil). O disco também foi bastante ouvido por Renato Russo, que costumava citá-lo em entrevistas. Poptones, que fala em “o gravador tocava músicas populares”, provavelmente foi a matriz do “todos os doentes estão cantando sucessos populares”, de Mais do mesmo.

A MONTANHA MÁGICA. A obra-prima do escritor alemão Thomas Mann, lançada originalmente em 1924, tem na edição brasileira mais de 800 páginas. É o tipo de livro que muitos classificam como “exigente”, não apenas pelo tamanho, como pela temática bastante depressiva: um rapaz que se interna num sanatório nos Alpes Suíços e vai adiando sua saída de lá, desligando-se da vida real e amadurecendo a partir do contato com várias experiências novas, enquanto interno. Parece o isolamento de 2021, mas era a Suíça de mais de cem anos atrás (o livro se passa imediatamente antes da Primeira Guerra Mundial, que começou em 1914).

Renato leu o livro quando bem jovem, ao mesmo tempo que lia autores como Fernando Pessoa e Hermann Hesse, e ouvia Closer, do Joy Division. E, claro, você deve conhecer A montanha mágica, música de 1991 da Legião, sobre as experiências de Renato com heroína.

THE GREAT ROCK´N ROLL SWINDLE. A morte de Sid Vicious em 2 de fevereiro de 1979 tirou Renato Russo do centro (“ele era meu ídolo”). A turma de Brasília já conhecia o primeiro disco dos Sex Pistols, Never mind the bollocks, mas a trilha do filme sobre a formação da banda, The great rock´n roll swindle (1979), eles só tinham escutado aos pedaços (o disco sairia no Brasil só nos anos 1980).

I wanna be me e a versão de Sid Vicious para o sucesso de Frank Sinatra, My way, eram algumas das preferidas. The great… já esteve inteiro no YouTube e sumiu. Em compensação, The filth and the fury, documentário do mesmo diretor (Julien Temple) sobre os Pistols, está lá te esperando até segunda ordem.

CONSTRUÇÃO. Nos anos 1980, pelo menos entre adolescentes e jovens adultos, era absolutamente uncool gostar de MPB. Em compensação, lá estava Renato Russo divulgando em entrevistas que seu trabalho como letrista tinha sido bastante influenciado pela obra-prima de Chico Buarque, Construção, lançada em 1971.

A Legião tocou no programa Chico & Caetano, da Globo, em 1986, por sinal. A dança de Renato no palco ganhou um “adorei aquilo!” meio irônico de Caetano Veloso, que deixou Dado Villa-Lobos se sentindo mais sacaneado do que elogiado (pelo menos é o que o músico diz no livro Memórias de um legionário). Chico, por sua vez, pareceu um tanto assustado, ou entediado, com o grupo tocando Ainda é cedo.

GANG OF FOUR. Os ruídos da guitarra de Dado Villa-Lobos em Ainda é cedo têm mais a ver com o som da guitarra de Andy Gill do que com os barulhos de The Edge, do U2 – apesar de ser uma enorme tentação comparar tudo com músicas como Gloria e I will follow. Andy Gill, você já leu lá em cima, foi legionário por um dia. Recentemente saiu o disco The problem of leisure: A celebration of Andy Gill and Gang of Four, da qual o próprio Dado participa tocando Return the gift.

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Chapterhouse: “O termo shoegaze era depreciativo”

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O Jesus and Mary Chain deu uma de Padre Quevedo indie e explicou numa entrevista ao site Stereogum que isso aí de shoegaze “não existe” – para Jim Reid, em particular, isso não passa de invenção de “algum palhaço do New Musical Express“. Pois bem, num papo com a newsletter First Revival, Stephen Patman, guitarrista, vocalista e fundador do Chapterhouse, uma espécie de “banda de shoegaze original” (que por sinal vem ao Brasil em setembro), deu mais detalhes sobre a origem do termo. E ainda lembrou que não era exatamente um orgulho ser chamado de “olhador de sapato” (shoegazer significa exatamente isso em português).

“O termo shoegaze era um comentário depreciativo, uma provocação”, recorda ele, lembrando que inicialmente, um jornalista chamado Steve Sutherland, da Melody Maker, escreveu que o Chapterhouse e bandas como Moose e Lush eram “a cena que celebra a si própria”. “Basicamente, porque tínhamos o mesmo empresário que o Moose e o Lush (Howard Gough), então saíamos bastante com eles e íamos aos shows uns dos outros. Também conhecíamos o Ride e o Swervedriver de Oxford, porque era bem perto de Reading”, contou.

Ele lembra de uma nomenclatura de tiro curto que surgiu: “Antes disso, chamavam de ‘cena do Vale do Tâmisa’, que incluía nós, Ride, Swervedriver e Slowdive. Então, era assim que chamavam, depois ‘a cena que se celebra'”, diz. “E aí o Andy Ross , que era o chefe da Food Records, estava assistindo ao show do Moose, e os quatro estavam lá parados olhando para baixo. Foi ele quem criou o termo ‘shoegaze’. A Polly (Birkbeck), assessora de imprensa da Food, provavelmente comentou com alguém, e a notícia chegou à imprensa musical, e aí eles começaram a usar o termo”.

Só que o termo – surgido, na prática, de uma postura tímida e mal-ajambrada de palco – acabou se revelando um feitiço que se virou contra um monte de feiticeiros do barulho. “Quando houve uma espécie de mudança na imprensa musical após a euforia inicial de 1991 em torno de tudo, eles (os jornalistas) de repente se voltaram contra nós, e passaram um ano inteiro zombando de nós. E como também saíamos juntos, os jornalistas nos viam reunidos e escreviam colunas de fofoca tirando sarro de nós de alguma forma”, continua. “Foi aí que ouvi o termo shoegaze pela primeira vez, e era um comentário depreciativo, uma provocação”.

“Mas, de certa forma, ele foi ressignificado ao longo dos anos e se tornou um gênero, o que eu acho bem curioso. Nós nunca nos consideramos uma banda shoegaze. Para ser sincero, não somos exatamente fãs de shoegaze. Não ouvimos esse tipo de música”, diz Patman. “Mas principalmente porque a maioria era de artistas contemporâneos, dos quais você não se torna fã por ser amigo. Então, sim, era um termo pejorativo que chegou à imprensa e eles começaram a usá-lo”.

“E agora o conceito se expandiu, com tantas bandas que nem de longe eram consideradas shoegaze, como The Verve, Kitchens of Distinction e Catherine Wheel, agora são consideradas assim. Eles até chamam The Jesus and Mary Chain e Cocteau Twins de shoegaze”, continua Stephen, que também não gosta do termo dream pop para definir qualquer tipo de música com alguma distorção e reverb. “É ainda mais repugante”.

E pra saber mais sobre o show do Chapterhouse no Brasil, só ir aqui.

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R.E.M. recorda os 44 anos do primeiro contrato com uma gravadora

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R.E.M. recorda os 44 anos do primeiro contrato com uma gravadora

No dia 31 de maio de 1982, a gravadora I.R.S. enviava um press release avisando que havia assinado com o R.E.M., “uma banda de Athens, Georgia, aclamada pela crítica”. E já anunciava que no dia 26 de agosto sairia o EP Chronic town, com as faixas 1,000,000, Stumble, Wolves, lower, Gardening at night e Carnival of sorts (Boxcars). A foto de imprensa, em preto e branco, trazia Peter Buck (guitarra), Mike Mills (baixo), Bill Berry (bateria) e Michael Stipe (vocais) com visual pós-adolescente.

“O EP vai ser seguido por um álbum no ano que vem. O R.E.M. planeja fazer uma turnê pelo Oeste do país durante o verão, seguida pelos estados da Costa Leste e do Canadá durante o Outono”, avisava a gravadora, oferecendo também o contato da empresária Betsy Alexander, primeira pessoa a cuidar profissionalmente do grupo, ajudando em contatos, logística e gestão. O release só errava na ordem das músicas do EP, que possivelmente ainda não estava decidida (Chronic town também saiu dividido em duas partes, com lado A nomeado Chronic town e lado B com nome Poster torn)

O contrato era de longo prazo e previa cinco discos – ou seja, tudo que saiu do grupo até Life’s rich pageant, o quarto álbum, de 1986. Depois disso, o grupo renegociou e lançou o quinto disco, Document, de 1987 – mas acabou migrando para a Warner e terminando o contrato com a coletânea Eponymous (1988).

A I.R.S. tinha sido criada em 1979 por Miles Copeland III, irmão de Stewart Copeland, baterista do The Police. O selo vinha da cena punk/new wave britânica e funcionava como uma espécie de ponte entre o underground e uma estrutura profissional de distribuição via A&M (a gravadora do Police, por acaso).

Na época em que o R.E.M. assinou, a I.R.S. já tinha grupos como Wall of Voodoo, Oingo Boingo, The Go-Go’s e The English Beat. Era um selo muito ligado a college radio, pós-punk, new wave e à ideia de independência artística. Depois, virou praticamente sinônimo do rock universitário americano dos anos 1980 por causa do próprio R.E.M.

A entrada da banda na gravadora aconteceu muito por conexões da cena. O empresário/agente Ian Copeland, irmão de Miles e Stewart, já acompanhava o grupo desde os primeiros shows em Athens. O baterista Bill Berry tinha trabalhado para Ian em Macon como roadie e serviços-gerais, e mantinha contato com ele. Isso ajudou o R.E.M. a conseguir shows de abertura para bandas maiores, como The Police e Gang of Four, até chamar atenção da I.R.S.

E olha o post comemorativo do R.E.M. aí.

 

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Um post compartilhado por R.E.M. (@rem)

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George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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