Lançada em várias edições desde outubro de 1980 – inclusive num single com uma capa em que o grupo aparecia como três Papais NoéisAce of spades fez diferença para o Motörhead. Era o hit que a banda precisava para invadir as paradas britânicas e chegar também nos EUA. Isso porque a Mercury decidiu lançar Ace of spades, o quarto disco da banda, por lá.

O começo dos anos 1980 viu a chegada ao mercado da bandas da NWOBHM (em português: nova onda do heavy metal britânico). Eram grupos que inseriam informações diferentes num estilo que vinha tão associado ao rock clássico. Todos eles se deixavam influenciar pelo som do Led Zeppelin e do Deep Purple, mas eram formadas por músicos que pelo menos sabiam da existência de bandas Sex Pistols, Damned e Clash. Em alguns casos, pelo menos um dos mais ativos mandamentos punk (o “faça você mesmo!”) ajudou essa rapaziada. O Iron Maiden, por exemplo, resolveu bancar seu próprio EP independente, antes de ser contratado pela EMI.

https://www.youtube.com/watch?v=KwPR3XprQ7M

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O Motörhead era mais um desses grupos que surfavam na tal nova onda. E tinha suas nuances de banda independente. O líder Lemmy Kilmister, por exemplo, gastava o que não tinha para alugar estúdios e comprar equipamentos de palco. Lemmy costumava dizer que queria soar “como o MC5” (uma das mais ilustres formações pré-punk). E seu som acabou servindo como ponto de união entre fãs de metal e punk. Isso apesar de Lemmy detestar ser classificado como nova onda de seja lá o que fosse, e sempre dizer que o Motörhead fazia rock e nada mais. “O mercado não está mais acostumado com isso”, reclamava.

Mas esse longo introito aí é só para o POP FANTASMA mostrar a você como fica Ace of spades a capella, só com os vocais do saudoso Lemmy Kilmister.

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