Connect with us

Crítica

Ouvimos: Feldspar, “Old city, new ruins”

Published

on

Ouvimos: Feldspar, “Old city new ruins”
  • Old city, new ruins é o primeiro álbum do Feldspar, um sexteto italiano que se dedica à música pesada (hardcore, metal, eletrônicos e etc). O grupo se autodenomina como “o povo sem deus a dois quarteirões do Papa”. “Feldspar cria música de alta energia que também é garantida para ressoar na sua cabeça por dias'”, garantem.
  • O disco “retrata as ruínas contemporâneas de Roma, mas é apenas um pretexto para expor as complexidades da vida cotidiana comum às sociedades ocidentais e suas principais cidades, principalmente entre elas”, afirmam, dizendo também que o disco conta a história da força coletiva.

Talvez você esperasse de tudo em 2024, menos o álbum de estreia de um sexteto italiano de hardcore (!), responsável por unir o estilo com metal, música eletrônica, um elemento ou outro de rock e metal clássico, e que apresenta divisão entre vocais femininos e masculinos – numa mesma faixa, inclusive.

Em Old city, new ruins, o Feldspar não está nem aí para padrão nenhum e canta-grita em inglês com um baita sotaque italiano, falando de uma Roma dividida entre as memórias de tempos idos e um futuro repleto de incertezas, em faixas como o punkão Cobblestones. E também falando de seres egocêntricos (no hardcore clássico de 18 karat e Your resistance is not only futile but also pathetic), desencanto geral (a inacreditável e furiosa God is fired) e assuntos parecidos.

No decorrer do disco, um desespero entre o emocore e o metal aparece na pesada Dead friends still alive, dividida entre vozes masculinas gritadas, vozes femininas num tom pós-punk, e um refrão realmente bonito. E algo bem mais próximo do metal aparece em The jester’s revolt e, mais discretamente, em faixas como Scalp is an ashtray e All quiet (Huff and puff) – essa última tem toques de Motörhead e até de Judas Priest. Som para abrir rodas enormes nas plateias por aí afora. O Feldspar merece destaque também pelas boas guitarras e pela criação de melodias, que quase sempre fogem do usual do hardcore – encerrando com uma curiosa vinheta ambient na faixa-título.

Nota: 8
Gravadora: Time to Kill Records.
Lançamento: 30 de setembro de 2024.

  • E esse foi um som que chegou até o Pop Fantasma pelo nosso perfil no Groover – mande o seu som por lá!
  • Apoie a gente e mantenha nosso trabalho (site, podcast e futuros projetos) funcionando diariamente.

Crítica

Ouvimos: Makeshift Art Bar – “Marionette” (EP)

Published

on

Resenha: Makeshift Art Bar – “Marionette” (EP)

RESENHA: Makeshift Art Bar mistura jungle, industrial, ska e eletrônica pesada em Marionette, EP intenso, caótico e cheio de tensão.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Heist or Hit
Lançamento: 26 de junho de 2026

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Vindo da Irlanda do Norte, o Makeshift Art Bar é uma banda interessada em porrada, caos e ousadia: Marionette, o segundo EP, une sons eletrônicos e peso sem soar parecido com o Ministry ou com qualquer outra banda craque do estilo.

O som de faixas como Chocolate é basicamente um jungle distorcido e imagético, gravado como se fosse uma trilha de filme – dá para imaginar uma pista de dança escura bombando. Crows é um blues industrial porradeiro, em que o ritmo parece dado por várias correntes rangendo, enquanto a letra fala sobre incertezas e falta de paz.

  • Ouvimos: Data Animal – Future of ghosts

Marionette é um EP curtinho, com duas faixas em cada metade. Discipline tem ares de Laibach e de Alien Sex Fiend – une música sombria, clima hi-energy, peso e ondas de pavor. Servant, no final, é um ska demoníaco e pesado, em que temas como controle mental e manipulação se tornam cada vez mais apavorantes.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Crítica

Ouvimos: Bleeder – “Marble station” (EP)

Published

on

Resenha: Bleeder – “Marble station” (EP)

RESENHA: Bleeder une pós-punk, post-rock e experimentalismo em Marble station, EP que transforma duas covers em viagens sonoras densas e sombrias.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8,5
Gravadora: Escho
Lançamento: 5 de junho de 2026

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Direto da Dinamarca, o Bleeder é o projeto musical de Peter Peter, mais conhecido como autor de trilhas de filmes de ação e crime. No EP Marble station, ele se cerca de amigos, como Elias Ronnelfelt (do Iceage), para unir pós-punk e experimentalismo roqueiro histórico.

Marble station tem quatro faixas, mas o clima é de ocupação sonora, abrindo com a faixa-título. São nove minutos de música em que as guitarras vão tomando conta de um jeitão até meio emo – mas com piano luminoso e clima perdido, quase de post-rock, em que o peso vai chegando aos poucos. Here comes the dead, a outra autoral do álbum, é metal post-rock, em clima sombrio e sonhador.

O repertório de Marble station é complementado por duas covers. Boy / girl, de Lydia Lunch, vira hardcore ruidoso e eletrônico, com ares de Ministry, mas ganhando até uma percussão. If not this time, música da pioneira banda experimental estadunidense Fifty Foot Hose, é psicodelia sombria sessentista. Loucura sonora mapeada.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Crítica

Ouvimos: Jokas – “Ispiridiguiberto”

Published

on

Resenha: Jokas – “Ispiridiguiberto”

RESENHA: All Jokers vira Jokas e lança Ispiridiguiberto. São 16 minutos de punk e hardcore irônicos, pesados e maduros, entre zoeira, crítica e boas melodias.

Texto: Ricardo Schott

Nota: 8
Gravadora: Lixo-O-Rama Discos
Lançamento: 28 de junho de 2026

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Falamos outro dia de um álbum de onze minutos, mas tá aí a banda paulista Jokas quase na mesma linha. Ispiridiguiberto, o primeiro álbum do grupo, tem oito faixas e uma duração pouca coisa menos extravagante (16 minutos) que Magazine, o tal disco curto do YHWH Nailgun. O Jokas, que vem de Campinas (SP), é “das antigas”: é o clássico grupo punk All Jokers com outro nome, mas com a mesma receita irônica e ruidosa.

Ispiridiguiberto, primeiro álbum com o nome novo, oscila entre punk californiano e hardcore para falar de vida no limite (Vida de doidão), ruindades do mundo (Fuck this shit, a faixa-título), amores (She couldn’t wait, em clima meio The Clash, meio NOFX). Tem zoeira em tom surf-punk, A bosta, e hardcore em clima guerrilheiro, Come join us – completando com a beleza punk de Goodbye, grey sky e Sweet perfection. Som com peso, vocais bacanas e maturidade nas composições.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS