Cultura Pop
Prince fazendo um emocionante solo de guitarra em “While my guitar gently weeps”

Não demora muito, e o baú das várias coisas que Prince deixou guardadas vai sendo aberto. Em 15 de novembro, a Warner vai recolocar nas lojas 1999, quinto disco do músico, lançado originalmente em 1982 – mas que agora volta turbinado em edições com 5 CDs (ou 10 LPs) e um DVD, tudo com nova remasterização e várias faixas extras. Recentemente, o Tidal trouxe em primeira mão Originals, disco com raridades e inéditas de Prince, escolhidas pelo rapper Jay-Z e Troy Carter, e que inclui até as versões “do autor” de Manic monday, escrita para Susanna Hoffs, e Nothing compares 2 U, sucesso na voz de Sinéad O’Connor.
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https://www.instagram.com/p/B0GE0Bhocc9/
Enquanto não sai tudo o que tem nos guardados do músico, tem muita coisa legal que pode ser vista no YouTube. Uma delas – impressionante – é a apresentação de Prince ao lado de Tom Petty, Steve Winwood, Jeff Lynne e Dhani Harrison no Rock And Roll Hall Of Fame, em 2004, quando rolou a indução de George Harrison.
Essa turma homenageou o beatle George tocando seu hit While my guitar gently weeps, composto para o White album dos Beatles (1968). Prince estava no cantinho direito do palco e parecia, inicialmente, mal entrosado com a turma. Até que lá pelo final, vai para o centro do palco e faz um puta solo de guitarra que deixa todo mundo feliz.
Aliás, não custa lembrar que Prince não estava apenas parecendo mal entrosado com a turma. Ele estava mal entrosado. Sua entrada naquela turma aconteceu por que o produtor da transmissão pela TV, Joel Gallen, insistiu para que o baixinho estivesse lá. Olivia Harrison, a viúva de George, quis impedir: seu desejo era só pessoas que conheciam George estivessem na turminha.
Gallen convenceu Olivia Harrison e ligou para Prince, que disse a ele que ouviria a música algumas vezes e entraria em contato. Prince entrou para a turma, mas após acordos entre sua equipe e a do evento, ficou resolvido que ele só participaria do final. Os solos do começo foram feitos por um guitarrista de Jeff Lynne.
Fala Gallen: “Eles nunca ensaiaram de verdade. Nunca realmente nos mostraram o que Prince faria. Ele só me disse, e eu era o produtor do programa, para que eu não me preocupasse. E o resto é história. Tornou-se um dos momentos musicais mais satisfatórios da minha história como produtor e espectador de música ao vivo”. Tom Petty concordou: “Prince acabou de botar para quebrar. Você podia sentir a eletricidade, um ‘algo realmente grande está acontecendo aqui'”. Anos depois, Prince confessou que uma das coisas que fizeram com que ele tivesse vontade de se apresentar com aquela turma e aquela música, foi o fato de Tom Petty estar presente, já que o autor de Purple rain adorava Free fallin’.
No final, Prince jogou a guitarra no ar – e ela não caiu no chão, nem apareceu novamente na tela. Essa cena já rendeu várias piadas e teorias malucas, do tipo “o que aconteceu com a guitarra do Prince?”. Mas quem pegou o instrumento antes que ele se despedaçasse foi o técnico de guitarra do músico, Takumi Suetsugu.
(por sinal, Sinéad O’Connor recentemente disse que Prince tentou agredi-la por ciúmes de sua gravação de Nothing compares 2 U)
Com informações de WXRT e The Current
Cultura Pop
George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube
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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).
O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).
Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.
A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.
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A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.
Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.
Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.
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Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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