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Bon Iver abre o arquivo e lança “Volumes: One” com o que chama de melhor fase ao vivo

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Bon Iver lança Volumes: One com 10 registros ao vivo (2019–2023), escolhidos por Vernon como nova porta de entrada à banda.

RESUMO: Bon Iver lança Volumes: One com 10 registros ao vivo (2019–2023), escolhidos por Vernon como nova porta de entrada à banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Bon Iver resolveu mexer no próprio baú – mas sem aquele ar de “sobras de gaveta”. Justin Vernon, o cara por trás do codinome, anunciou Volumes: One, início de uma série de discos de arquivo pensados como outra porta de entrada para a banda. Nada de álbum de estúdio: a ideia aqui é pegar gravações ao vivo, demos e inéditas e tratar tudo como obra principal, escolhida pessoalmente por ele.

O primeiro volume sai dia 3 de abril, pela Jagjaguwar, com um subtítulo quase acadêmico: Selections from music concerts 2019–2023 Bon Iver 6 Piece Band. Na prática, são dez registros ao vivo espalhados por quatro anos de shows, pinçados depois de horas e horas de material filmado. Vernon diz que esse recorte resume o momento mais forte do grupo em palco. “Aqui, se você nunca ouviu Bon Iver, ou se já ouviu e não gostou, isso pode ser para você”, afirma.

O disco vai incorporar músicas dos álbuns 22, A million (2016) e i,i (2019), além de PDLIF, faixa lançada durante a pandemia, um cover de A satisfied mind, de Mahalia Jackson, e o hit Heavenly father. O Bon Iver anda sumido dos palcos: a última tour acabou em 2023 e houve uma só apresentação em 2024 num evento da candidatura de Kamala Harris à presidência dos EUA. E isso talvez explique a vontade de mostrar a categoria de Vernon e seus colegas nos shows. De qualquer jeito, não parece um simples lançamento paralelo: soa mais como Justin Vernon reorganizando a própria história enquanto prepara o próximo capítulo.

Aliás, Sable, fable, o lançamento mais recente do Bon Iver – que inclui um EP, Sable, de 2004, mais material adicional – foi resenhado pela gente aqui. Abaixo, você confere a lista de faixas de Volumes: One

1. Intro – The Forum, Los Angeles, CA. Sep 15 2019
2. Man like U – The Forum, Los Angeles, CA. Sep 15 2019
3. We (feat. Bizhiki) – Xcel Energy Center, St Paul, MN. Oct 03 2019
4. Jelmore – Tennis Indoor Senayan, Jakarta, ID. Jan 19 2020
5. 666 – The Pavilion at Toyota Music Factory, Irving, TX. Apr 03 2022
6. Heavenly father – Mediolanum, Milan, IT. Nov 05 2022
7. P.D.L.I.F. – Red Hill Auditorium, Perth, AU. Feb 26 2023
8. Hey, ma – Pitchfork Music Festival, Chicago, IL. July 23 2023
9. A satisfied mind – State Theatre, Portland, ME. Dec 08 2017
10. 33 “god” – WOMADelaide Festival, Adelaide, AU. Mar 10 2023
11. Sh’diah (boardmix) – Scotiabank Arena, Toronto, CA. Oct 06 2019

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Hot Water Music traz seu pós-hardcore a São Paulo

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Hot Water Music (Foto: Divulgação)

Quem tá voltando ao Brasil é o Hot Water Music, banda de punk e pós-hardcore norte-americano. O grupo toca no Hangar 110, em São Paulo, no dia 19 de junho de 2027, em show único, com realização da Solid Music – e volta ao Brasil ainda na turnê de divulgação de Vows, álbum de 2024.

O Hot Water Music foi formado em 1994 em Gainesville, na Flórida, e teve seu começo de carreira consolidado por álbuns como Fuel for the hate game e Forever and counting (o dois primeiros, de 1997). Em 2001, o Hot Water Music passou a gravar pela Epitaph, lançando o disco A flight and a crash, e conquistou mais público. No Brasil, desde antes da era do streaming, o grupo tem muitos fãs: uma turma que importava CDs, gravava em fita, baixava do Rapidshare (lembra?), mas mantinha o culto à banda no alto.

A formação inicial do grupo nunca passou por substituições – ainda que o HWM tenha tido dois términos ao longo de sua carreira. A única mudança feita por Chuck Ragan (voz), Chris Wollard (guitarra e voz), Jason Black (baixo) e George Rebelo (bateria) foi acrescentar mais um guitarrista, Chris Cresswell, já que Wollard prefere se concentrar no trabalho em estúdio. Os integrantes do Hot Water Music também se dividiram em vários projetos nos hiatos do grupo: Regan e Wollard gravaram solo, e alguns dos membros formaram outras bandas. Uma delas foi o The Draft, grupo de curta duração montado por Black, Rebelo e Wollard.

SERVIÇO – HOT WATER MUSIC
Hangar 110

Data: 19 de junho de 2027, às 19h
Local: Hangar 110
Endereço: Rua Rodolfo Miranda, 110 – Bom Retiro, São Paulo/SP
Ingressos aqui.

Foto: Divulgação

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Gurriers: peso e questionamento em “Nobody’s coming to save you”

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Gurriers (Foto: Steve Gullick / Divulgação)

Se você nunca escutou falar do Gurriers, provavelmente vai ouvir. Essa banda irlandesa prepara para breve o segundo álbum, Nobody’s coming to save you, com lançamento marcado para 25 de setembro de 2026 via Play It Again Sam. E já saiu o single da faixa-título, música feroz e pesada, que ganhou também um clipe de puro horror psicológico, dirigido por Thomas James.

Dan Hoff (voz), Ben O’Neill (guitarra), Mark MacCormack (guitarra), Pierce Callaghan (bateria) e Charlie McCarthy (baixo) decidiram fazer de sua nova música um lembrete de que não dá pra ficar esperando as coisas caírem do céu, e que a mudança só vem com a ação coletiva. “É uma música que parece desesperançosa na primeira audição, mas, se você olhar mais profundamente, ela é um chamado à ação: ninguém vai se levantar se todos esperarem que outra pessoa faça isso. Todos nós precisamos fazer a nossa parte para criar a mudança”, afirmam.

  • Avid Fan: pós-punk de terror, direto de Manchester

Tudo surgiu quando a banda leu uma crítica afirmando que eles “diziam tantas coisas políticas sem ter respostas”. A frase levanta uma discussão: afinal, cabe a artistas questionarem padrões ou darem certezas? “Nós somos uma banda, não um partido político! Então usei uma citação de Kurt Vonnegut e outra da (escritora e ativista americana) Rebecca Solnit: ‘A esperança é um machado com o qual você pode derrubar portas’. Porque eu não tenho as respostas, mas talvez essas duas pessoas tenham”, diz Dan.

Nobody’s coming to save you teve uma turma de grife em sua concepção: Mark Bowen (IDLES) e Loren Humphrey (Geese, Cameron Winter) produziram o disco, ao lado do engenheiro de som Chris Fullard (IDLES, Sunn O)))) e de John Congleton (St. Vincent, Modest Mouse, Swans), que fez a mixagem. Com tantos nomes bacanas, e levando em conta que o Gurriers teve uma ótima estreia em 2024 – o álbum Come and see – vamos ver como é que fica isso aí.

Foto: Steve Gullick / Divulgação

 

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Tem mais um lado B de Charli XCX, “Playboy bunny”

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Tem mais um lado B de Charli XCX, "Playboy bunny" (Foto: Divulgação)

Dá para ter uma ideia das expectativas dos fãs de Charli XCX lendo o que disse um fã dela recentemente no Xwitter: “ansioso para ouvir a próxima merda que você cagar”. Ainda mais levando em conta que ela deixou todo mundo (inclusive Madonna) esperando um álbum de rock, para depois falar “eu nunca disse que estava fazendo um álbum de rock”. Seja como for, mais um pouco da atual “fase roqueira” de Charli surge em sua nova música, Playboy bunny, que já ganhou clipe.

A música é mais um dos lados B exclusivos de vinil lançados por Charli – com clipe lançado em sua conta alternativa de Instagram, @b.sides. No caso, é o lado B de SS26, sua música recém-lançada – assim como houve I keep thinking about you every single day and night, o lado B de Rock music, single anterior. Justamente pelo fato das músicas não estarem disponíveis nas plataformas, ela diz para os fãs riparem o áudio.

Detalhe que a nova música é realmente um rock, e ainda por cima é uma música BEM legal – o site Stereogum aposta que em algum momento ela irá lançar a música nas plataformas (nós apostamos que ela vai lançar uma box set com os singles em vários formatos: vinil branco, preto, verde-vômito, roxo-porrada, etc).

O clipe de Playboy bunny foi gravado, segundo Charli, em momento inapropriado. “Foi um dia depois da sessão de fotos da coleção SS26. Estava de ressaca, para ser sincera”, disse, acrescentando um “rs rs” logo depois. A letra, por sua vez, tem versos como “toda a minha música soa igual / bem, é porque eu a fiz / escreva uma música como uma coelhinha da Playboy”.

Interessante: seria um recado para Sabrina Carpenter e seu visual de coelhinha? Bom, a letra de SS26 já dá margens a interpretações variadas. Ouça a música aí.

Foto: Divulgação

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