Connect with us

Urgente

“Ellie”: Lauren Minear transforma neurodivergência em canção pop

Published

on

Lauren Minear (Foto: Divulgação)

RESUMO: Em Ellie, Lauren Minear transforma uma descoberta tardia sobre neurodivergência em uma canção dançante, que mistura vulnerabilidade, identidade e libertação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Há artistas que fazem música para responder perguntas. Lauren Minear parece preferir fazê-la para formulá-las. A cantora e compositora nova-iorquina lançou recentemente Ellie, um single que parte de uma experiência bastante pessoal para falar sobre neurodivergência, identidade e a sensação de passar anos sem conseguir explicar quem você realmente é.

A inspiração surgiu depois que Lauren ouviu um podcast sobre diferentes manifestações do TDAH em meninas. Diagnosticada apenas na vida adulta, ela se reconheceu imediatamente em um dos perfis apresentados. “Tive uma reação emocional muito forte a uma daquelas histórias. Então escrevi uma música para ela”, conta.

Apesar do tema delicado, Ellie evita o caminho da melancolia. Lauren imaginou a faixa como uma música para dançar desde o início. “Por algum motivo, sempre ouvi Ellie como uma dance music. Na primeira vez que escutei a demo, eu estava literalmente dançando no meu armário”, diz. A ideia era justamente criar um contraste entre a carga emocional da letra e uma produção leve, expansiva e libertadora.

Esse conceito ganhou forma ao lado do produtor Scott Jacoby, vencedor do Grammy. A base rítmica foi construída a partir de instrumentos gravados ao vivo antes de receber novas camadas com o baterista Doug Yowell, o pianista Andrew Sherman, o guitarrista Ben Butler e o baixista Richard Hammond. “Foi um processo muito divertido. Cada músico teve espaço para mostrar o que sabe fazer de melhor”, lembra Lauren.

Ellie também funciona como uma prévia do próximo álbum da cantora. O disco vai explorar as contradições de chegar aos 40 anos em um mundo que muda o tempo todo, transformando experiências íntimas em canções capazes de dialogar com qualquer pessoa que já tenha sentido que demorou tempo demais para entender a si mesma.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Urgente

Em “Pira dança”, Seu Calixto mistura rock, baião e maracatu para sair da inércia

Published

on

Seu Calixto - Foto: Divulgação

RESUMO: Em Pira dança, a banda baiana Seu Calixto cruza rock, baião, maracatu e groove para falar sobre ansiedade, paralisia e a necessidade de tirar planos do papel.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Vinda de Salvador, a banda Seu Calixto prefere nem decidir entre rock e música brasileira. Pira dança, seu novo single, junta guitarras, baião, maracatu e uma seção rítmica que trabalha mais pelo groove do que pela obrigação de simplesmente acompanhar o riff.

A ideia por trás da música é igualmente movimentada. Pira dança fala sobre aquela paralisia produzida pela ansiedade: projetos que ficam para depois, sonhos que nunca saem do lugar e a sensação de estar sempre esperando alguma coisa acontecer. A resposta da banda é bastante simples: levantar e fazer alguma coisa. “Toda ponta solta hoje, se encontrará”, resume bem esse impulso de sair da inércia.

Seu Calixto chama sua mistura de “rock n’ groove”, mas o rótulo dá conta apenas de uma parte da história. David Bernardes, na bateria, e Gabriel Brandão, no baixo, seguram uma base dançante, enquanto Seu Zé acrescenta as guitarras e Pedro Bulcão faz os vocais.

Pira dança foi produzida pela própria Seu Calixto. Antônio Augusto Pereira Junior cuidou da mixagem e da masterização no Universo Verde Digital, estúdio de Salvador que já recebeu, entre outros, o Planet Hemp durante a gravação do álbum Jardineiros (2022).

A música chega depois de singles como Gaivotas, Águas do bem, Deixa estar e Animal on a leash, ampliando uma trajetória iniciada em 2023. No palco, as misturas da banda ficam mais evidentes, já que a banda intercala material autoral com releituras de música brasileira (Maneiras, samba imortalizado por Zeca Pagodinho, por exemplo) e trata o rock menos como uma fronteira do que como ponto de partida.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Urgente

The Jet Black Berries ressuscita seu punk sci-fi em “Rocketfire sex66”

Published

on

The Jet Black Berries (Foto: Divulgação)

RESUMO: O Jet Black Berries retorna com Rocketfire sex66, novo capítulo do universo punk, psicodélico e sci-fi criado pela banda nos anos 1980 e retomado agora.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Já ouviu falar da banda norte-americana Jet Black Berries? Essa pérola perdida dos anos 1980 tá de volta com material novo. Rocketfire sex66 chega como uma espécie de continuação do universo criado pelo grupo em Sundown on Venus, disco lançado originalmente em 1985 e que agora ganha uma nova edição, remasterizada e reorganizada de acordo com a concepção original da banda.

Formado em Rochester, no estado de Nova York, o Jet Black Berries surgiu de uma cena punk e new wave que também revelou grupos como New Math, antecessor direto da banda. O grupo construiu uma mistura pouco convencional de punk, rock de raízes, psicodelia, rockabilly e pós-punk, sempre com um interesse particular por histórias de ficção científica, personagens de faroeste e ambientes meio apocalípticos.

É justamente esse imaginário que reaparece em Rocketfire sex66, single escrito pelo baterista Roy Stein e cantado pelo guitarrista Derek Sapienza. A música tem uma pegada de punk e glam rock, com guitarras psicodélicas e uma estrutura mais direta que algumas das experiências da banda nos anos 1980. A história acompanha um pistoleiro viajando pelo espaço e se metendo em aventuras amorosas.

O lançamento funciona também como uma porta de entrada para a nova edição de Sundown on Venus (Definitive edition), que chega em 25 de setembro pela Propeller Sound Recordings. O álbum original tinha sido lançado como um disco duplo pela Enigma/Pink Dust, mas sua sequência acabou alterada pela inclusão de faixas extras, covers e regravações. A nova versão recupera a ordem pensada originalmente pelos músicos.

O disco é, na prática, um álbum conceitual sobre pistoleiros, planetas, monstros que controlam mentes, piratas espaciais e sociedades em conflito. As histórias passam por Terra, Vênus e outros lugares imaginários, com referências à ficção de William S. Burroughs e aos escritos de Aleister Crowley. Musicalmente, o Jet Black Berries cruza punk, country rock, rockabilly e psicodelia com teclados e atmosferas de pós-punk.

A banda havia começado a trabalhar nesse universo ainda na transição do New Math para o Jet Black Berries. Ao longo dos anos, tocou com nomes como Ramones, The Damned, The Cramps, The Pretenders e B-52’s, além de participar da trilha de The return of the living dead, de 1985.

Para Roy Stein, recuperar agora o disco significa finalmente apresentar Sundown on Venus como o grupo pretendia. “Quando Jay Coyle, da Propeller Sound Recordings, falou sobre relançar o disco, Gary e eu pensamos: vamos lançar o disco que tínhamos imaginado em 1985”, conta.

O relançamento também ajuda a entender Rocketfire sex66 como mais do que uma volta ao estúdio. A nova música mantém a combinação de punk, ficção científica e faroeste que sempre esteve no DNA do grupo, mas apresenta uma banda que continua trabalhando com os mesmos personagens e ideias quatro décadas depois. A formação atual reúne Gary Trainer, Kevin Patrick, Derek Sapienza, Roy Stein, Chris Yockel e Mark Schwarz.

Rocketfire sex66 tá nas plataformas desde 13 de agosto. Já Sundown on Venus (Definitive edition) chega em 25 de setembro.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Continue Reading

Urgente

Wavves vai regravar “Cherry soda” após cancelar parceria com Say Anything

Published

on

Wavves vai regravar "Cherry soda" após cancelar parceria com Say Anything

RESUMO: Após cancelar o álbum Cherry soda por causa das acusações contra Max Bemis, Nathan Williams anuncia que vai regravar o álbum como um “álbum de verdade do Wavves”.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Se alguém estava sem dormir por causa do cancelamento de Cherry soda, o tal disco que uniria o Wavves à banda Say Anything… já pode descansar sossegado. Nathan Williams, vocalista do Wavves, anunciou no Instagram que entra em estúdio na segunda-feira para regravar Cherry soda como um “álbum de verdade do Wavves”. Postou até um trechinho do álbum no Instagram, mas foi só isso. “Vou ter mais anúncios a fazer em breve”, escreveu.

Inicialmente, Williams tinha decidido sustar o álbum – o cancelamento rolou após alegações envolvendo o vocalista do Say Anything, Max Bemis, que teria enviado mensagens diretas inapropriadas para fãs adolescentes. Nathan afirmou que não deseja mais ter qualquer ligação com o músico. Cherry soda, o tal disco, sairia dia 18 de setembro e… 10.000 cópias em vinil do álbum já tinham sido prensadas. Regravar seria a solução para pelo menos cobrir o rombo no bolso que a prensagem proporcionou.

“Não quero ser associado a esse cara, então é simples assim”, acrescentou Williams, que pode perder 200 mil dólares nessa história, por causa das cópias já prensadas. “Qualquer perda que eu tenha não importa a essa altura”, afirmou o vocalista, cujas declarações foram compiladas pela revista Paste de uma série de papos com fãs no Patreon.

Ao comentar a situação, Williams disse que não é amigo de Bemis e que teve problemas com o músico pop-punk durante a produção do disco. “Pessoalmente, não conheço o cara. Saí com ele três vezes quando ele estava no estúdio, mas profissionalmente ele foi péssimo”, disse. A tal parceria entre os dois pode parecer, a essa altura, algo bem estranho – já que, segundo Williams, os dois não se deram bem em estúdio – mas o cantor do Wavves disse em julho que tinha ficado entusiasmado com a variedade do som de Bemis e fez o convite a ele.

“Eu queria ver como seria um disco emo do Wavves do início dos anos 2000. Essa era a ideia: fazer um disco emo de shopping”, afirmou Williams. Bemis chegou a dizer que o não-amigo era um cara “doce e sensível”, e que “somos pessoas muito diferentes, mas nos damos muito bem. Como compositores, nos desafiamos. Ele ficou mais emotivo e eu mais no estilo Wavves. Acho que trouxemos à tona algumas coisas que não são tão óbvias um no outro”.

Produzido por Aaron Rubin, o álbum originalmente teria dez 10 faixas – sete delas com crédito para Bemis, apesar de Williams dizer que rolou um baita desnível entre as colaborações de um e de outro. No tal papo com os fãs, Williams contou que Bemis só passou três dias no estúdio, enquanto ele passou onze meses. O cantor do Wavves chegou a ser perguntado sobre uma possível regravação por um fã e disse que já estava em entendimentos para fazer isso – e que “não seria difícil”, já que Bemis “quase não escreveu nada”.

Após as primeiras acusações contra Bemis, outros jovens fãs relataram experiências nas quais afirmam que o músico ultrapassou limites. Em uma conversa divulgada no Reddit, um fã de 19 anos mostrou mensagens em que Bemis teria dito que queria beijá-lo. Ao ser questionado sobre a diferença de idade, o músico teria respondido que sentir atração por pessoas mais jovens era “uma tara bastante comum”.

O fã continuou demonstrando desconforto e disse a Bemis que “provavelmente tinha a mesma idade que alguns dos seus filhos”. O vocalista do Say Anything respondeu: “Isso é nojento e não. Eu não gostei do que você acabou de dizer. Minha filha tem 13 anos.” Em seguida, acrescentou: “Eu não acho que você seja uma pessoa ruim de forma alguma, mas você está me fazendo sentir mal simplesmente por ser eu mesmo.”

Depois que os relatos começaram a repercutir, a Say Anything publicou um comunicado no Instagram informando que, “devido à necessidade de priorizar sua saúde mental e bem-estar pessoal”, as próximas apresentações de Bemis na turnê conjunta com a Wavves “foram adiadas”.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.
Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Seu Calixto - Foto: Divulgação
Urgente26 minutos ago

Em “Pira dança”, Seu Calixto mistura rock, baião e maracatu para sair da inércia

The Jet Black Berries (Foto: Divulgação)
Urgente1 hora ago

The Jet Black Berries ressuscita seu punk sci-fi em “Rocketfire sex66”

Lauren Minear (Foto: Divulgação)
Urgente1 hora ago

“Ellie”: Lauren Minear transforma neurodivergência em canção pop

Wavves vai regravar "Cherry soda" após cancelar parceria com Say Anything
Urgente12 horas ago

Wavves vai regravar “Cherry soda” após cancelar parceria com Say Anything

Sleeping With Sirens - Foto: Grayson Kirtland (5B Artist Management) / Divulgação
Urgente16 horas ago

Sleeping With Sirens volta ao Brasil após oito anos para show único em SP

Resenha: Slowcoaching – “I’m in my brain again”
Crítica17 horas ago

Ouvimos: Slowcoaching – “I’m in my brain again”

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira
Urgente17 horas ago

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira

Resenha: Saci Wèrè – “Pra ninar o fim do mundo”
Crítica20 horas ago

Ouvimos: Saci Wèrè – “Pra ninar o fim do mundo”

Kiko Dinucci - Foto: Pablo Saborido / Divulgação
Urgente20 horas ago

O delírio lo-fi de Kiko Dinucci derrete São Paulo no clipe de “Como foi?”

Alexisonfire - Foto: Derek Bremner / Divulgação
Urgente21 horas ago

Alexisonfire volta ao Brasil para celebrar 20 anos de “Crisis”

Capa do disco Gravest Gravy, dos Cramps
Crítica1 dia ago

Ouvimos: The Cramps – “Gravest gravy”

Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia
Urgente1 dia ago

Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

Resenha: The Lazy Eyes – “Cheesy love songs”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: The Lazy Eyes – “Cheesy love songs”

Lunveil - Foto: Divulgação
Urgente1 dia ago

Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”
Urgente2 dias ago

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

Rafael Lorga e Samantha Jones - Flora Negri / Divulgação
Urgente2 dias ago

“Despretensiosamente”: Samantha Jones e Rafael Lorga transformam amizade em samba

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis
Urgente2 dias ago

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis

Resenha: Lex Walton – “Ultimate love forever”
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Lex Walton – “Ultimate love forever”