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Alexisonfire volta ao Brasil para celebrar 20 anos de “Crisis”

RESUMO: O Alexisonfire retorna ao Brasil em novembro para tocar Crisis na íntegra, celebrando 20 anos do álbum que consolidou a mistura de post-hardcore, punk e rock alternativo da banda canadense.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Derek Bremner / Divulgação
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O Alexisonfire volta ao Brasil em novembro para celebrar os 20 anos de Crisis, terceiro álbum da banda canadense e um dos trabalhos mais conhecidos de sua fase inicial. A turnê passa por São Paulo, no dia 20 de novembro, no Vibra, e Curitiba, no dia 22, no Tork n’ Roll. Os shows têm realização da Solid Music Ent.
Lançado em 2006, Crisis levou o Alexisonfire ao primeiro lugar da parada canadense e consolidou a mistura de post-hardcore, punk e rock alternativo que vinha sendo desenvolvida desde o começo. This could be anywhere in the world e Boiled frogs estão entre as faixas mais conhecidas do disco.
Uma das marcas do grupo é o contraste entre as vozes de George Pettit, Dallas Green e Wade MacNeil. Em Crisis, os três aparecem em uma estrutura de músicas que alterna gritos, melodias e mudanças de andamento, com guitarras pesadas e refrões construídos para serem cantados pelo público.
Em entrevista, Green lembrou que a banda buscava justamente músicas com refrões mais contagiantes, capazes de colocar mais gente para cantar junto, sem deixar de lado a precisão instrumental. O resultado foi um disco que ampliou o alcance do grupo sem abandonar sua ligação com o hardcore.
O caminho até Crisis começou com o primeiro disco, Alexisonfire, de 2002, e passou por Watch Out!, de 2004. Em 2005, o grupo venceu o Juno de banda revelação. O quarto álbum, Old crows / Young cardinals, chegaria em 2009, enquanto a banda voltaria aos discos apenas em 2022, com Otherness. Produzido pelo próprio Alexisonfire, o trabalho ganhou o Juno de álbum de rock do ano em 2023.
A banda também conseguiu ultrapassar o circuito mais específico do post-hardcore e aparecer em festivais de diferentes perfis. No Brasil, o Alexisonfire tocou no Lollapalooza em 2022.
A formação que chega ao país é a mesma que gravou Crisis: George Pettit, Dallas Green, Wade MacNeil, Chris Steele e Jordan Hastings. A pré-venda dos ingressos já está disponível, e a venda geral começa às 10h de 3 de setembro pela 101 Tickets.
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SERVIÇO
Alexisonfire em São Paulo
Data: 20 de novembro de 2026, sexta-feira
Local: Vibra São Paulo
Endereço: Avenida das Nações Unidas, 17.955, Vila Almeida
Abertura dos portões: 19h – Show: 21h30
Classificação etária informada: 18 anos
Ingressos aqui.
Realização: Solid Music
Alexisonfire em Curitiba
Data: 22 de novembro de 2026, domingo
Local: Tork n’ Roll
Endereço: Avenida Marechal Floriano Peixoto, 1.695, Rebouças
Abertura dos portões: 18h – Show: 20h
Classificação etária informada: 18 anos
Ingressos aqui.
Realização: Solid Music
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Em “Rainbow”, Rooftime faz dançar falando de obsessão por coisas que sempre parecem distantes

RESUMO: Em Rainbow, o trio Rooftime cruza pop, música eletrônica e elementos de rock e folk para falar sobre obsessão, ambição e a busca por objetivos que parecem sempre distantes.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Birai / Divulgação
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O Rooftime lança Rainbow, novo single que chegou às plataformas em parceria com a SoundOn. Formado por Gabriel e Rodrigo Souza e Lisandro Carvalho, o trio brasileiro canta em inglês e trabalha numa zona entre música eletrônica, pop e elementos de rock e folk. Em Rainbow, o violão e os vocais dividem espaço com uma produção eletrônica mais marcada, mantendo o contraste entre instrumentos orgânicos e programação que aparece em outros trabalhos do grupo.
A letra fala sobre obsessão, ambição e aquela mania de perseguir objetivos que parecem estar sempre um pouco mais adiante. A imagem do arco-íris funciona como metáfora para essa busca: você enxerga o que quer, corre atrás, mas nunca consegue chegar exatamente ao ponto imaginado.
“É uma música que representa o quão cegos ficamos percorrendo pequenos objetivos que colocamos em nossas cabeças. E o quanto a obsessão nos afasta também dos nossos objetivos, porque ao mesmo tempo que pensamos que estamos nos aproximando, perdemos o significado de ter chegado até ali”, explica o trio. “É uma música que marcha, ela tem um ritmo diferente”.
Na produção, o Rooftime também decidiu experimentar. Segundo os integrantes, Rainbow nasceu de uma tentativa de explorar ferramentas e possibilidades que ainda não haviam usado no estúdio, sem abandonar a presença do violão e dos outros instrumentos tocados pelo próprio trio.
“É uma música bem diferente, entrando no ponto de produção rítmica, do que estávamos buscando fazer, uma aventura que percorremos dentro do estúdio, tentando criar de uma maneira bem liberta”, contam.
O lançamento chega enquanto a agenda do Rooftime vai seguindo, após shows no Chile. Ao vivo, o trio leva os instrumentos para o palco e tenta manter a dinâmica de uma banda dentro de um contexto de música eletrônica. Rainbow é mais um passo nessa mistura entre pista, canção pop e instrumentos tocados de verdade.
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Newmind: banda curitibana agora faz som nublado com letras em português

RESUMO: A curitibana Newmind prepara Agora é nada, álbum que combina shoegaze e slowcore com guitarras densas, texturas imersivas e letras em português sobre transformação e fugacidade.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Misturando estlos como shoegaze e slowcore, a banda curitibana Newmind se prepara para entrar numa nova fase a partir do álbum Agora é nada, previsto para o dia 25. “O disco marca uma fase mais madura da banda, com letras em português, guitarras densas, texturas imersivas e canções que exploram temas como fugacidade, transformação e essência”, avisam.
Essa estileira garante que o som esteja tão nublado quanto as fotos das capas dos singles – que mostram o grupo andando por um gramado, tudo bem granulado e p&b – mas chegando a um público mais numeroso e falando de emoções no idioma pátrio. Dessa nova fase, já chegaram ao público os singles Avnoir, Às vezes e Além. A segunda, diz a banda, “antecipa a atmosfera que permeia o disco”, entre “guitarras densas, texturas e melodias contemplativas”.
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Com o Empty Melon, Summer Kodama mergulha no lado sombrio da eletrônica

RESUMO: No projeto Empty Melon, Summer Kodama explora eletrônica experimental, art pop e clima cinematográfico em Don’t look away, faixa sobre honestidade e autoexpressão.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Daniel Verdecchia / Divulgação
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Summer Kodama, baixista e produtora da banda Ada Lea, segue apresentando o seu projeto solo Empty Melon. Depois de estrear com Hoping to find, ela acaba de lançar Don’t look away, um single que mergulha em um universo mais sombrio, combinando eletrônica experimental, art pop e paisagens sonoras de clima cinematográfico – num resultado sonoro que fica bem próximo de Laurie Anderson, em muitos momentos.
A música nasceu de uma madrugada solitária. “Tudo começou quando eu estava dirigindo sozinha às duas da manhã e improvisando no baixo”, conta Summer. A partir dali, a faixa foi ganhando forma como uma reflexão sobre honestidade, tanto nas relações com os outros quanto consigo mesma.
“Existe algo catártico em expressar seus sentimentos e necessidades de maneira direta”, diz a artista. “Isso ajuda você a se alinhar com sua versão mais autêntica. Honestidade é a parte mais importante da autoexpressão”.
Se Hoping to find explorava um território mais etéreo, entre o sonho e a vigília, Don’t look away segue pelo caminho oposto. Summer define as duas músicas como “irmãs polares”: uma iluminada pela luz do dia, a outra construída no silêncio da noite. As duas foram compostas no mesmo mês, em maio de 2024, mas revelam lados bastante diferentes de um mesmo processo criativo.
Na produção, Summer trabalhou ao lado de Leo Bagel, tecladista da Post NC. Segundo ela, a parceria abriu espaço para mais experimentação e ajudou a equilibrar as ideias que surgiam durante a composição. O resultado é uma faixa que dispensa refrãos imediatos. A aposta é na construção de atmosfera, acompanhando o crescimento de um projeto que parece disposto a explorar diferentes caminhos sem perder a identidade.
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