Connect with us

Urgente

Wavves vai regravar “Cherry soda” após cancelar parceria com Say Anything

Published

on

Wavves vai regravar "Cherry soda" após cancelar parceria com Say Anything

RESUMO: Após cancelar o álbum Cherry soda por causa das acusações contra Max Bemis, Nathan Williams anuncia que vai regravar o álbum como um “álbum de verdade do Wavves”.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Se alguém estava sem dormir por causa do cancelamento de Cherry soda, o tal disco que uniria o Wavves à banda Say Anything… já pode descansar sossegado. Nathan Williams, vocalista do Wavves, anunciou no Instagram que entra em estúdio na segunda-feira para regravar Cherry soda como um “álbum de verdade do Wavves”. Postou até um trechinho do álbum no Instagram, mas foi só isso. “Vou ter mais anúncios a fazer em breve”, escreveu.

Inicialmente, Williams tinha decidido sustar o álbum – o cancelamento rolou após alegações envolvendo o vocalista do Say Anything, Max Bemis, que teria enviado mensagens diretas inapropriadas para fãs adolescentes. Nathan afirmou que não deseja mais ter qualquer ligação com o músico. Cherry soda, o tal disco, sairia dia 18 de setembro e… 10.000 cópias em vinil do álbum já tinham sido prensadas. Regravar seria a solução para pelo menos cobrir o rombo no bolso que a prensagem proporcionou.

“Não quero ser associado a esse cara, então é simples assim”, acrescentou Williams, que pode perder 200 mil dólares nessa história, por causa das cópias já prensadas. “Qualquer perda que eu tenha não importa a essa altura”, afirmou o vocalista, cujas declarações foram compiladas pela revista Paste de uma série de papos com fãs no Patreon.

Ao comentar a situação, Williams disse que não é amigo de Bemis e que teve problemas com o músico pop-punk durante a produção do disco. “Pessoalmente, não conheço o cara. Saí com ele três vezes quando ele estava no estúdio, mas profissionalmente ele foi péssimo”, disse. A tal parceria entre os dois pode parecer, a essa altura, algo bem estranho – já que, segundo Williams, os dois não se deram bem em estúdio – mas o cantor do Wavves disse em julho que tinha ficado entusiasmado com a variedade do som de Bemis e fez o convite a ele.

“Eu queria ver como seria um disco emo do Wavves do início dos anos 2000. Essa era a ideia: fazer um disco emo de shopping”, afirmou Williams. Bemis chegou a dizer que o não-amigo era um cara “doce e sensível”, e que “somos pessoas muito diferentes, mas nos damos muito bem. Como compositores, nos desafiamos. Ele ficou mais emotivo e eu mais no estilo Wavves. Acho que trouxemos à tona algumas coisas que não são tão óbvias um no outro”.

Produzido por Aaron Rubin, o álbum originalmente teria dez 10 faixas – sete delas com crédito para Bemis, apesar de Williams dizer que rolou um baita desnível entre as colaborações de um e de outro. No tal papo com os fãs, Williams contou que Bemis só passou três dias no estúdio, enquanto ele passou onze meses. O cantor do Wavves chegou a ser perguntado sobre uma possível regravação por um fã e disse que já estava em entendimentos para fazer isso – e que “não seria difícil”, já que Bemis “quase não escreveu nada”.

Após as primeiras acusações contra Bemis, outros jovens fãs relataram experiências nas quais afirmam que o músico ultrapassou limites. Em uma conversa divulgada no Reddit, um fã de 19 anos mostrou mensagens em que Bemis teria dito que queria beijá-lo. Ao ser questionado sobre a diferença de idade, o músico teria respondido que sentir atração por pessoas mais jovens era “uma tara bastante comum”.

O fã continuou demonstrando desconforto e disse a Bemis que “provavelmente tinha a mesma idade que alguns dos seus filhos”. O vocalista do Say Anything respondeu: “Isso é nojento e não. Eu não gostei do que você acabou de dizer. Minha filha tem 13 anos.” Em seguida, acrescentou: “Eu não acho que você seja uma pessoa ruim de forma alguma, mas você está me fazendo sentir mal simplesmente por ser eu mesmo.”

Depois que os relatos começaram a repercutir, a Say Anything publicou um comunicado no Instagram informando que, “devido à necessidade de priorizar sua saúde mental e bem-estar pessoal”, as próximas apresentações de Bemis na turnê conjunta com a Wavves “foram adiadas”.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Urgente

Sleeping With Sirens volta ao Brasil após oito anos para show único em SP

Published

on

Sleeping With Sirens - Foto: Grayson Kirtland (5B Artist Management) / Divulgação

RESUMO: O Sleeping With Sirens retorna ao Brasil em dezembro para show único em São Paulo, durante a turnê de An ending in itself, álbum que recupera elementos da fase post-hardcore da banda.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Grayson Kirtland (5B Artist Management) / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

O Sleeping With Sirens volta ao Brasil depois de oito anos para uma apresentação única em São Paulo. A banda americana toca no Terra SP no dia 13 de dezembro, em show promovido por Áldeia Produções Artísticas e Fastix.

A passagem pelo país acontece durante a turnê de An ending in itself, oitavo álbum de estúdio do grupo, lançado em 12 de junho. Produzido por Will Yip, o disco também marca o retorno do Sleeping With Sirens à Rise Records, gravadora responsável pelos três primeiros trabalhos da banda.

O álbum recupera elementos associados à fase inicial do grupo, como guitarras mais presentes, mudanças de dinâmica e refrões melódicos. Kellin Quinn continua à frente dos vocais, enquanto Justin Hills (baixo), Nick Martin e Tony Pizzuti (guitarras) e Matty Best (bateria) completam a formação atual.

O Sleeping With Sirens surgiu na Flórida em 2009 e ganhou espaço na cena post-hardcore durante a primeira metade dos anos 2010. Let’s cheers to this, de 2011, ajudou a ampliar o público da banda, principalmente por faixas como If you can’t hang. O álbum seguinte, Feel (2013), chegou ao terceiro lugar da Billboard 200.

Desde a última passagem pelo Brasil, em 2018, o grupo lançou três discos: How it feel to be lost (2019), Complete collapse (2022) e agora An ending in itself. O novo trabalho retoma parte da sonoridade que marcou os primeiros anos da banda, mas também segue a trajetória construída ao longo dos últimos lançamentos.

O show de 13 de dezembro será a única apresentação do Sleeping With Sirens no Brasil nesta passagem. Os ingressos estão à venda pela Fastix.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

Serviço
Sleeping With Sirens em São Paulo
Data: 13 de dezembro de 2026
Local: Terra SP
Endereço: Avenida Salim Antônio Curiati, 160, Campo Grande, São Paulo/SP
Ingressos aqui.
Realização: Áldeia Produções Artísticas, Fastix e DRM Entertainment

Continue Reading

Urgente

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira

Published

on

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira

RESUMO: Getúlio Abelha e Canto Cego recriam Toda semana em versão roqueira, com visualizer gravado na Feira de São Cristóvão e encontro dos artistas no Rock in Rio.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Getúlio Abelha e a banda carioca Canto Cego juntam forças em uma nova versão de Toda semana, faixa do álbum Autópsia+, lançado por Getúlio em março. A releitura leva a música para o rock e chega às plataformas acompanhada de um visualizer gravado na Feira de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.

A parceria não fica apenas no estúdio. Getúlio será convidado do show da Canto Cego no Rock in Rio, no dia 5 de setembro, às 16h50, no Espaço Favela. A apresentação terá transmissão pelo Canal Bis.

A nova versão de Toda semana aproxima duas trajetórias diferentes dentro da música independente brasileira. Getúlio Abelha nasceu em Teresina e desenvolveu sua carreira em Fortaleza, trabalhando com referências de forró e brega em diálogo com pop, música eletrônica e performance. Canto Cego surgiu em 2010, na Favela da Maré, no Rio, e construiu seu repertório a partir do rock e de temas ligados à vida urbana.

O encontro acontece também em um momento de novidades para os dois lados. Getúlio lançou neste ano Autópsia+, seu segundo álbum, depois de Marmota (2021). O projeto reúne música e elementos de teatro, dança e audiovisual. Freak, uma das faixas do disco, venceu a categoria Potência Criativa no m-v-f Brasil 2026.

Já a Canto Cego prepara Odiar o fim, seu quarto álbum de estúdio. A banda tem no currículo apresentações em espaços como o Circo Voador e participação no Montreux Jazz Festival, na Suíça, além de músicas incluídas em produções da TV Globo.

Em Toda semana, a nova configuração dá outro peso à composição de Getúlio. A faixa passa pelo repertório do artista com uma formação de banda de rock, enquanto o visualizer leva a parceria para um dos espaços mais associados à cultura nordestina no Rio.

O show no Rock in Rio será a primeira apresentação conjunta dos artistas depois do lançamento da nova versão. A música já está disponível nas plataformas digitais.

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Urgente

O delírio lo-fi de Kiko Dinucci derrete São Paulo no clipe de “Como foi?”

Published

on

Kiko Dinucci - Foto: Pablo Saborido / Divulgação

RESUMO: Kiko Dinucci antecipa o álbum Medusa com Como foi?, balada de coração partido que cruza Roberto Carlos e experimentalismo em um clipe em Super 8 ambientado pelas ruas de São Paulo.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Pablo Saborido / Divulgação

  • Quer receber nossas descobertas musicais direto no e-mail? Assine a newsletter do Pop Fantasma e não perca nada.

Kiko Dinucci apresenta o videoclipe de Como foi?, parceria entre ele e Romulo Froes que antecipa Medusa, seu próximo álbum, com lançamento marcado para 9 de setembro pelo selo RISCO. Filmado em Super 8, o vídeo aposta no que o próprio músico chama de “delírio lo-fi” e “derretimento analógico”.

Dirigido por Mariana Metri e Dinucci, o clipe transforma Como foi? em uma espécie de “declaração de amor deteriorada”. A dupla levou a gravação para diferentes pontos de São Paulo, passando pelo centro antigo e pelos bairros da Barra Funda e do Bixiga. Viadutos, grafites, concreto e luz forte compõem uma cidade que aparece tão importante quanto os personagens.

A textura do filme também faz parte da narrativa. A produção utilizou uma câmera Chinon Auto Zoom e películas Kodak Tri-X e Kodak Vision 3, com fotografia de Thais Taverna e Dinucci. Superexposição, ruído e imagens distorcidas ajudam a criar o que os realizadores descrevem como uma “memória esfumaçada” e uma “infância punk”.

No elenco estão Pipoca, conhecido como Roberto Carlos do Bixiga, Giovana Cristina Bastos e João Forato. Os três aparecem em uma história construída a partir de coração partido, lembranças e fragmentos, em sintonia com o clima da música. Até que a canção se torne algo bem experimental e ruidoso, Como foi? lembra bastante uma balada de Roberto Carlos – com direito ao foco em Pipoca quando Kiko canta o título da faixa, e faz lembrar justamente o hit Outra vez, imortalizado pelo rei.

A montagem é de Luan Cardoso, enquanto Brunno Schiavon, do Estúdio Arco, trabalhou na cor. A Revela Filmes ficou responsável pela revelação e telecinagem da película. Mariana Metri, Kiko Dinucci e Thais Taverna assinam a produção geral.

Como foi? está disponível no canal de Kiko Dinucci no YouTube e funciona como uma primeira amostra de Medusa, álbum que marca também a entrada do artista no catálogo da RISCO. O novo trabalho chega seis anos depois de Rastilho (2020).

  • Gostou do texto? Seu apoio mantém o Pop Fantasma funcionando todo dia. Apoie aqui.
  • E se ainda não assinou, dá tempo: assine a newsletter e receba nossos posts direto no e-mail.

 

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Wavves vai regravar "Cherry soda" após cancelar parceria com Say Anything
Urgente35 segundos ago

Wavves vai regravar “Cherry soda” após cancelar parceria com Say Anything

Sleeping With Sirens - Foto: Grayson Kirtland (5B Artist Management) / Divulgação
Urgente4 horas ago

Sleeping With Sirens volta ao Brasil após oito anos para show único em SP

Resenha: Slowcoaching – “I’m in my brain again”
Crítica4 horas ago

Ouvimos: Slowcoaching – “I’m in my brain again”

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira
Urgente4 horas ago

Getúlio Abelha e Canto Cego levam “Toda semana” para uma vibe mais roqueira

Resenha: Saci Wèrè – “Pra ninar o fim do mundo”
Crítica7 horas ago

Ouvimos: Saci Wèrè – “Pra ninar o fim do mundo”

Kiko Dinucci - Foto: Pablo Saborido / Divulgação
Urgente8 horas ago

O delírio lo-fi de Kiko Dinucci derrete São Paulo no clipe de “Como foi?”

Alexisonfire - Foto: Derek Bremner / Divulgação
Urgente9 horas ago

Alexisonfire volta ao Brasil para celebrar 20 anos de “Crisis”

Capa do disco Gravest Gravy, dos Cramps
Crítica18 horas ago

Ouvimos: The Cramps – “Gravest gravy”

Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia
Urgente18 horas ago

Republica celebra 30 anos com turnê e edição especial do álbum de estreia

Resenha: The Lazy Eyes – “Cheesy love songs”
Crítica18 horas ago

Ouvimos: The Lazy Eyes – “Cheesy love songs”

Lunveil - Foto: Divulgação
Urgente18 horas ago

Lunveil cruza nu metal, pós-hardcore e shoegaze em “Véu do luar”

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”
Urgente1 dia ago

Cipó Fogo e FetaGruesa juntam peso e política em “Fogogrosso”

Rafael Lorga e Samantha Jones - Flora Negri / Divulgação
Urgente1 dia ago

“Despretensiosamente”: Samantha Jones e Rafael Lorga transformam amizade em samba

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis
Urgente1 dia ago

Wavves cancela álbum com Say Anything após acusações contra Max Bemis

Resenha: Lex Walton – “Ultimate love forever”
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Lex Walton – “Ultimate love forever”

Luno - Foto: Gabriel Barretto / Divulgação
Urgente1 dia ago

Luno navega pela psicodelia nordestina em “Colorida barca”

Resenha: Astro Brat – “Burn it or bury it” (EP)
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Astro Brat – “Burn it or bury it” (EP)

Resenha: Y3LL – “Mais material pra descarte” (EP)
Crítica1 dia ago

Ouvimos: Y3LL – “Mais material pra descarte” (EP)