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Cultura Pop

O primeiro cover brasileiro do Velvet Underground saiu em 1973

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Vamos por partes: em 1979, um cantor chamado Dudu França fez um baita sucesso com uma canção na onda da disco music chamada “Grilo na cuca”. Se você nunca ouviu ou quer relembrar, tá aí a música.

A música era de Carlos Imperial (dispensa apresentações, mas de qualquer jeito é só ver esse documentário aqui). Imperial, um primor de homem-que-faz-de-tudo-e-mais-um-pouco, tinha seu próprio programa de TV (na Tupi e depois no SBT) e levava lá montes de artistas que produzia. Dudu, claro, esteve por lá para lançar a música do amigo (que fez sucesso a ponto de andar também pela trilha da novela global “Marrom glacê”, em 1979).

Dudu gravou bastante até os anos 1980, teve outros hits, foi apresentador de TV e também fez muita coisa na área da publicidade, compondo ou cantando em jingles. Bem antes disso, entre os anos 1960 e 1970, ele foi baterista de uma série de bandas de rock de São Paulo, até passar para os vocais e tornar-se cantor do Memphis, uma das bandas que, já nos anos 1970, cantavam em inglês e faziam concorridos shows em clubes paulistanos como o Círculo Militar. Muitos grupos faziam o mesmo circuito e tiveram bastante sucesso nessa época (o Lee Jackson, um dos mais bem sucedidos, fez até shows fora do Brasil).

O Memphis tinha também na formação integrantes como Otávio Augusto (teclados – anos depois ele faria sucesso cantando solo em inglês com o nome de Pete Dunaway) e Oswaldo Rizzo (percussão). E como acontecia com várias bandas da época, gravavam muitos discos usando outros nomes, por diferentes gravadoras. Dudu França, que se chama José Eduardo França Pontes, gravou solo com o nome Joe Bridges (“zé pontes”, enfim) tendo os amigos no acompanhamento. E o grupo inteiro gravou um disco sob o codinome Kris Kringle, “Sodom” (1971) que é procuradíssimo por colecionadores de LPs, até fora do Brasil. Olha aí.

Uma das encarnações do Memphis foi o The Clocks, que lançou pela Som Livre em 1973 um disco bem bacana de regravações de clássicos de rock (com uma ou outra composição autoral) em clima hard rock, lembrando o som de grupos como Steppenwolf e Grand Funk. Para o lançamento, toda a rapaziada adotou pseudônimos em inglês (Oswaldo Rizzo transmutou-se em… Oswald Smile, por exemplo). Olha o disco aí, com músicas de grupos como Beatles (“I saw she standing there”) e Jethro Tull (“To cry you a song”). Entre as músicas próprias, “Sunshine you” (do próprio Dudu) e “Charlie’s song”.

E olha só o que eles gravaram em 1973, para encerrar o álbum: “Rock and roll”, uma das melhores músicas de “Loaded” (1970), quarto disco do Velvet Underground. E isso muito tempo antes de muita gente conhecer a banda aqui no Brasil. A versão deles, por sinal, é bastante diferente do original composto por Lou Reed e gravado pelo Velvet. Compare as duas versões abaixo.

Na verdade, a versão dos Clocks era uma versão da versão. Foi feita totalmente em cima da releitura “pauleira” da música feita pela banda Detroit (que tinha um futuro guitarrista de Reed na formação, Steve Hunter).

 

Bati um papo com Dudu França e ele disse que não se lembra como chegou até essa música.

“Mas nós éramos lançadores de sucessos. O processo era o inverso do que acontece hoje: as rádios – principalmente Difusora e Excelsior – vinham escutar o que nós tocávamos, porque estávamos sempre importando os sucessos do Cash Box e Billboard, através de comissários e pilotos das companhias aéreas”, escreveu.

“E estávamos refazendo nosso repertório, lançando músicas novas. Havia uma espécie de competição entre os conjuntos da época – os principais eram: Memphis, Kompha, Lee Jackson, Watt 69 e Sunday. O que fazíamos no palco despertou o interesse das gravadoras, e nos chamavam para gravar covers (esse nome surgiu depois). Fazíamos por um cachê. Creio que poderíamos ter ganho muito dinheiro se houvesse a participação nos royalties, mas éramos garotos, e queríamos ver a grana na hora. Nós estávamos sempre up to date em relação à música internacional. Fizemos um movimento muito importante no rock nacional, que quase passou despercebido pelos jornalistas e historiadores. E o que acontecia em São Paulo era muito diferente do que acontecia no Rio, ou em qualquer lugar do país”.

(agradecimentos a Otávio Augusto e Silvio Atanes)

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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