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Cultura Pop

Vaughan Olivier na TV e fazendo exposição em 1990

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Vaughan Olivier na TV e fazendo exposição em 1990

Não devia ser nada fácil para o designer Vaughan Olivier, morto aos 62 anos no dia 29 de dezembro, lidar com tantas suscetibilidades na hora de fazer capas de discos. Funcionário de primeira hora da gravadora britânica 4AD, ele precisava lidar com chefes e artistas cheios de personalidade e de opiniões fortes – imagina o que devia ser lidar com Frank Black no auge dos Pixies, por exemplo.

De qualquer jeito, criando um estilo original e quase surrealista, ele inventou uma cara própria para as capas de discos da empresa, e estabeleceu padrões oníricos para os álbuns indies dos anos 1980. Vaughan eventualmente saiu do universo das capas de discos e fez também logotipos, pôsteres, dirigiu clipes e fez arte para a televisão – a identidade visual do célebre programa britânico Snub TV, por exemplo, foi dele após 1991.

E foi o próprio Snub TV que noticiou em fevereiro de 1990 que Vaughan estaria fazendo uma exposição em Nant, na França, exibindo várias de suas capas de discos, além de pôsteres e de todo o material promocional que criou para a 4AD. Olha aí.

Meio constrangido, o designer tenta explicar que precisou lidar muito com sua ideia de arte ao organizar a exposição, que começava com pôsteres de rua numa imitação de rua, prosseguia para um muro branco cheio de capas e desenhos emoldurados e ia para várias artes suspensas, dando um aspecto tridimensional ao que antes eram apenas capas de discos. Com uma sinceridade desconcertante, ele explicou também que precisava (enfim) lidar com as concepções dele, com as das bandas e com as da gravadora – que volta e meia tomava à frente do trabalho e ditava o que queria que fosse feito, “mas isso nem sempre acontecia”.

Central de entrevistas e lançamentos de clipes de bandas indie nos anos 1980 e começo dos 1990, o Snub TV foi criado em 1987 pela dupla Pete “Pinko” Fowler e Brenda Kelly, ele jornalista de música, ela cinegrafista que trabalhava para o selo Rough Trade. O programa era barato no começo (chegou a custar uma média de 700 libras por episódio) e sempre foi feito com sérias restrições orçamentárias. A equipe tinha duas pessoas.

A primeira fase do Snub TB foi feita na raça e a segunda rolou quando o programa acabou chamando a atenção de Janet Street-Porter, chefe do setor de programas jovens da BBC. Uma nova fase começou: o Snub TV passou a ir ao ar pela BBC 2 (ficou nessa até 1991) e foi o primeiro lugar em que muita gente conheceu bandas como The Fall, Ultra Vivid Scene, Cramps, Dinosaur Jr e outras. Falamos do programa (e publicamos uns vídeos) aqui.

Em 1991, nessa fase final, o próprio Vaughan foi chamado para fazer alguns títulos e artes visuais para as vinhetas e aberturas do programa. Tim Riley, da empresa IQ Videographics, lembrou dessa fase num texto de seu site.

“Vaughan Olivier foi perguntado pela turma do Snub se ele projetaria os novos títulos para a terceira temporada. Até esse momento, todo o seu trabalho era feito para ser impresso e ele não havia produzido nenhuma animação ou feito uma sequência de títulos. Meu trabalho era apresentá-lo a algumas técnicas de animação que o ajudariam a realizar seus projetos. Na realidade, fiz muito pouco. Depois de mostrar o básico, ele assumiu o controle e sua imaginação assumiu.

Trabalhar com Vaughan foi muito divertido. Ele trouxe uma grande sacola plástica com um pouco de cabelo humano que ele queria usar na sequência do título. Após uma investigação mais aprofundada, ele revelou que os cachos de cabelo eram da cabeça de sua namorada. O cabelo aparece no meio da sequência do título, primeiro como um coração e segundo, vamos interpretar assim, como uma vulva animada”.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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