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Cultura Pop

Lembra da época em que Vanilla Ice virou amish?

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Vanilla Ice virou amish

Das coisas que eu iria morrer sem saber: o rapper Vanilla Ice, que até hoje tem um reality show chamado The Vanilla Ice project no canal DIY Network, teve um reality de curta duração entre 2013 e 2014 chamado Vanilla Ice goes amish. 

Em poucas temporadas, Vanilla Ice foi convidado a conhecer os amish. Que consistem num grupo religioso cristão famoso nos EUA e no Canadá, e são famosos por levarem uma vida distante da sociedade e das modernidades tecnológicas.

Boa parte dos amish vive quase como no século 18, em comunidades sem telefone e com uso restrito da eletricidade. Os homens costumam usar chapéu e barba sem bigodes, bem como as mulheres costumam ser donas de casa e as crianças são educadas em escolas paroquiais. Aliás, na comunidade, grandes desvios ególatras são desencorajados ao extremo. A ponto de as crianças brincarem com bonecas que têm distinção de gênero, mas não têm rosto. O objetivo disso aí é fixar a ideia de que todos são iguais perante Deus.

É claro que uma religião dessas nada ter a ver com a vida de um popstar, mas até que a coisa andou bem. Na série, ele protagonizava momentos como ajudar na construção e na reforma de casas de famílias amish, dar uma mão às crianças na hora de preparar sorvete caseiro para vender (ele também ajudou nas vendas). Aliás, Vanills ajudou a turma a instalar um moinho de vento (isso mesmo, você não leu errado) para prover um sítio amish de eletricidade. Olha só um dos episódios da segunda temporada, abaixo (tem legendas automáticas).

O cantor disse em entrevistas que, na hora, ele tinha que se virar – nada ali era ensaiado ou estava previsto num roteiro. A ideia do show partiu do próprio rapper.

“Me chamaram para fazer outro reality show e disse: ‘Quero aprender como os amish constroem suas próprias casas e quero ficar lá com eles'”, contou Vanilla Ice num papo com o Huffington Post, dizendo que sentiu o descrédito do próprio canal.

“Eles falaram: ‘Isso não vai funcionar, eles não têm máquinas de fax, nem telefones’. Fomos numa comunidade amish em Ohio para ver se ia funcionar e eles realmente não tinham TV, nem eletricidade nem nada disso”, contou.

Apesar do isolamento, alguns amish conheciam o rapper a ponto de cantarolarem Ice ice baby quando o viam. Vanilla também tratou de diferenciar o programa de atrações parecidas e diz que nem sequer o considerava como um reality show. “Não é artificial. Eu estava vivendo e trabalhando com uma família amish de verdade. Esta é a grande sacada”.

Se as únicas lembranças que você tem de Vanilla Ice são da época de Ice ice baby e da letra de Pretty fly for a white guy, do Offspring (que o citava), olha aí. No episódio abaixo, Vanilla leva um cavalo para botar ferraduras, ajuda a malhar no ferro quente e arregaça as mangas na reforma de uma casa de cem anos. Encarava essa?

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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