Urgente
Urgente!: Fcukers solta “Beatback”, mais um single do álbum de estreia previsto para março

O duo nova-iorquino Fcukers (visto aí em foto de Jeton Bakalli) resolveu acelerar 2026: saiu na sexta-feira (13) Beatback, single novo com clipe dirigido pela própria vocalista Shanny Wise, típico futuro hit de pista indie. A faixa é mais um aperitivo do álbum de estreia Ö, que chega em 27 de março pela Ninja Tune, selo que anda escolhendo bem seus novos nomes. Antes disso o Fcukers já tinha liberado L.U.C.K.Y, então dá para entender o caminho: synths brilhando, refrões curtos e uma estética bem pop – sem o menor dilema por ser pop, vale dizer.
O momento é claramente de subida. O grupo tocou DJ set na festa do Grammy organizada pela revista W, entrou nos radares de artistas novos de Spotify e Amazon e ainda caiu no listão de criativos do ano de 2026 da Adidas, com direito a show numa loja da marca em Nova York. Ah, e sim: eles abrem shows do Harry Styles na turnê Together together no Brasil – tiveram enfim, o tipo de vitrine que muda carreiras.
Ö foi produzido por Kenneth Blume (o Kenny Beats), mixado por Tom Norris (Lady Gaga, The Weeknd) e tem toques do Dylan Brady, do 100 gecs, em três faixas. Gravaram tudo em duas semanas intensas logo depois de se conhecerem — o que talvez explique a sensação de banda recém-formada, só que já funcionando. Se Beatback for indicativo, vem aí um pop eletrônico feito para tocar alto.
- Resenhamos o EP Baggy$$, de 2024, aqui.
Urgente
Urgente!: Nova exposição sobre David Bowie vai te levar pra dentro da mente dele

David Bowie virou um daqueles artistas que já não cabem mais só em discos, biografias ou camisetas vintage. O legado dele acabou virando um lugar – meio mental, meio estético – onde gente de gerações diferentes entra e reconhece alguma coisa ali. Agora Londres resolveu levar isso ao pé da letra: a exposição imersiva David Bowie: You’re not alone rola no Lightroom, casa de shows imersivos em King’s Cross, de 22 de abril a 28 de junho.
A ideia não é exatamente contar a história do artista, ou focar em seus personagens (Ziggy Stardust, Thin White Duke e companhia), mas colocar o visitante dentro da cabeça dele, e mostrar o Bowie curioso, o cara interessado em arte, espiritualidade, composição e no poder transformador da criatividade. E toda a perspectiva dele em relação a esses e outros temas.
O percurso usa projeções gigantes em todas as paredes (e até no chão) e um sistema de áudio espacial que faz a voz do próprio Bowie conduzir a experiência, construída a partir de entrevistas ao longo de décadas. Em vez de um guia tradicional, é como se o artista fosse comentando a própria trajetória enquanto imagens, desenhos, manuscritos e gravações surgem ao redor. Tudo é estruturado em capítulos temáticos, exibidos como num loop, de forma contínua.
O material vem do enorme arquivo mantido em Nova York e inclui coisas bem conhecidas e outras bem raras – destacando uma filmagem rara de 1978, feita no Earl’s Court Arena, remontada e returbinada a partir de material descoberto no arquivo do artista. Tem fotos pessoais, anotações, registros de estúdio e trechos raros de TV, como a entrevista de 1975 com Russell Harty (um papo via satélite que rolou com certo delay e que impressionou pelo desconforto do cantor). Uma surpresa é a reconstrução do cenário da turnê Diamond dogs. Além disso, performances de músicas como Space oddity, Diamond dogs, Heroes e Blackstar foram recriadas exclusivamente para a mostra.
A mostra tem produção do próprio Lightroom, criação do estúdio de design 59 e direção de Mark Grimmer, que já tinha sido diretor criativo da exposição David Bowie Is, do V&A, ao lado de Tom Wexler – aquela exposição, por sinal, que passou pelo Museu da Imagem e do Som de SP em 2014. Grimmer diz que todo o trabalho foi norteado pela ideia de derrubar o mito do “Bowie alienígena”, do mito intocável.
“Ao longo de sua carreira, Bowie resistiu a ser visto como algo além de humano. Em vez de diminuir seu mistério, queríamos celebrá-lo como um defensor da criatividade humana. Alguém que acreditava que a arte nos ajuda a entender o que significa estar vivo”, explica.
No fundo, a exposição parece partir de uma conclusão simples: Bowie nunca foi só uma sequência de fases, mas um processo contínuo. E talvez funcione justamente porque não tenta explicar totalmente o artista. Só te coloca dentro do universo e deixa você circular por ali, meio perdido / perdida. Mas livre – e essa sempre foi a melhor forma de entender Bowie.
Urgente
Urgente!: Véspera transforma faixa-título de seu álbum em canção densa e espacial

Lembra do Véspera? Uma banda cujo disco Nada será como era antes foi resenhado pela gente no ano passado? O Véspera vem de São Gonçalo (RJ) e faz um rock triste e esperançoso, turbinado por referências de estilos como britpop, post-rock e shoegaze. Na época falamos que é um álbum que fala sobre “ventos que viram de uma hora para outra, relacionamentos que acabam, amizades que esfriam, reencontros azedos e momentos em que, mais do que tudo, você precisa se esforçar para enfrentar o caos e manter a sanidade”.
Pois bem, o Véspera decidiu ampliar o recado da faixa-título do álbum, um tema ambient que abria o disco com uma frase simples na letra: “se tentar vai ver que machuca mais não sair de onde está do que se deixar levar”. Nada será como era antes, a canção, ganhou uma versão alternativa, intitulada Nada será // como era antes, com uma onda mais densa e espacial, revestida de influências de shoegaze e de climas progressivos. Ficou lindo.
“É a mesma música, mas atravessada por outro clima: mais espacial, mais quietinha, mais pra escutar com fone”, avisa o guitarrista e vocalista Igor Barbosa. A banda avisa que o lançamento faz parte de um projeto de “revisitar fonogramas e manter viva a narrativa do disco por outros caminhos sonoros”, o que indica que muita coisa do álbum vai ganhar cara nova.
Foto: Divulgação
Urgente
Urgente!: Christine Valença e Caetana unem Jackson do Pandeiro, protesto e 16mm em single e clipe

A carioca Christine Valença e a pernambucana Caetana resolveram finalmente tirar do papel uma ideia antiga: gravar uma música juntas. O encontro virou Coco do recado, faixa recém-lançada acompanhada de clipe.
As duas se conheceram há alguns anos e mantinham a vontade de colaborar. Quando decidiram compor, partiram direto para o coco, guiadas por referências em comum. “Com a melodia em mãos, fomos nos entendendo em nossas referências em comum, principalmente com Jackson do Pandeiro em mente, e assim fomos: nos aventurando em letras, e no que queríamos comunicar, as estruturas que gostaríamos de sacudir”, conta Christine.
“Caetana trouxe elementos do seu dia-a-dia, de questões de transfobia, de embate, rejeição, de momentos em que quis ser bastante assertiva, empoderada. Eu fui pra um lugar mais de de afeto, de memória, de evocar conselhos, encontros, em deixar essas raízes me envolverem. E aí a música foi nascendo em questão de uma a duas horas”, completa.
Produzida por Bruno Danton, da banda El Efecto, a gravação ainda reúne Aline Gonçalves nos sopros e Ná Chuva na percussão, com Christine também tocando órgão Hammond. As influências passam por Selma do Coco, repentistas e manguebeat, chegando até ecos de soul e gospel. O lançamento veio junto de um clipe filmado em 16mm, dirigido pela dupla baiana Espelho Lunar, que puxa imagens do cinema brasileiro e do carnaval nordestino.
Foto: Raiz de Maria / Divulgação




































