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Cultura Pop

The Persuasions: o grupo a cappella lançado por Frank Zappa

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The Persuasions: o grupo a cappella lançado por Frank Zappa

Tinha um lado doo wop forte no trabalho de Frank Zappa –  especialmente em discos como Cruising with Ruben & The Jets, quarto disco de sua banda Mothers Of Invention, lançado em 1968. O que talvez muita gente não esperasse é que Frank, já tocando adiante o selo Straight, resolvesse contratar uma banda que costumeiramente é associada por críticos musicais ao estilo, o Persuasions. E que Frank ajudasse a transformar o grupo, formado por feras dos vocais como Jerry Lawson e Jimmy Hayes, num nome bastante duradouro. Afinal já foram 23 álbuns.

O Persuasions, formado no Brooklyn (Nova York), em 1962, tinham mesmo uma onda diferente. O quinteto só fazia vocais a cappella e nunca teve uma banda de acompanhamento. Geralmente o nome doo wop (aqueles vocais performáticos) costuma aparecer linkado a eles. A banda diz que nunca foi desse estilo musical, e que a nomenclatura costuma surgir em resenhas e reportagens porque a mídia não estava acostumada com o conceito do “a cappella”.  Num papo com o site Music Guy 247, Lawson lembrou que a falta de instrumentos musicais era uma das armas para fazer todo o público querer prestar atenção no quinteto. A persuasão dos Persuasions (enfim) também passava pela variedade do set list, que incluía desde temas religiosos até canções do próprio Zappa, além de clássicos do pop.

Lawson também revelou que o grupo sequer sabia quem era Zappa quando foi descoberto por ele. Basicamente, eles tinham ido a uma loja de discos em Nova York e o dono do estabelecimento disse: “Quero que vocês cantem no telefone para um amigo meu”. “E calhou do amigo ser Frank Zappa”, recordou. “Duas semanas depois, ele nos levou para a Califórnia para gravar em sua gravadora. Zappa tinha o Mothers Of Invention, mas suas raízes musicais consistiam de um grande amor pelo street corner harmony”, disse.

Não era só Zappa que amava esse tipo de musicalidade do street corner harmony – a dos grupos vocais que faziam seus ensaios nas ruas, nas esquinas e onde fosse possível (daí o nome). Carole King, na adolescência, era fã desse tipo de som, que conheceu escutando os programas de rádio de Alan Freed. O esquema musical desses grupos incluía divisões entre quatro, cinco partes de harmonia, estalar de dedos e imitações de instrumentos com a boca. Carole passou a tentar reproduzir isso em algumas de suas primeiras canções. Os Persuasions, para não fugir à regra, também faziam seus ensaios em corredores de metrô e postes nas esquinas. E dividiam tudo entre cinco partes. E adotavam um vocal bastante percussivo.

Os Persuasions gravaram em 1970 o disco acima, Acappella, pela Straight, gravadora de Zappa. Com o tempo, a banda foi passando por várias gravadoras grandes: Capitol, MCA, A&M. Em 1971 gravaram We came to play, disco que incluía uma Walk on the wild side que não era a música de Lou Reed, mas o tema de um filme de 1962 de mesmo nome, roteirizado por John Fante (e que foi inspirado num romance de Nelson Algren que, enfim, deu o nome à canção de Lou).

Em 1973 saiu um disco de nome sugestivo, We still ain’t got no band. A banda prosseguiu gravando, chegou a participar de LPs de Stevie Wonder, Melanie e Joni Mitchell e teve alguns de seus LPs lançados numa caixa lá pra 2006.

Em 2000, olha só que surpresa, os Persuasions homenagearam o amigo Zappa com o disco Frankly a capella, trazendo dezesseis músicas dele. Olha a versão do grupo para o hit You are what you is, incluindo barulhos de percussão e instrumentos de cordas e metais, mas tudo feito com a boca.

Em Might as well, disco lançado naquele mesmo ano, os Persuasions cantaram o repertório do Grateful Dead. Olha eles cantando Brokedown palace. Esse disco saiu pelo próprio selo do Grateful Dead, que tem o mesmo nome da banda.

A série de homenagens dos Persuasions continuou em 2002 com The Persuasions sing the Beatles. Nem dá pra destacar uma só música nesse disco. Pega aí tudo de uma vez.

Mentira, dá sim: entre várias dos quatro de Liverpool, eles fizeram questão de regravar Imagine, de John Lennon. Ouça com uma caixa de lenços do lado. Tem também a alegre e percussiva versão de Come together.

Meia hora de papo e som com os Persuasions, no auditório de uma emissora universitária nos EUA, em 2019. O grupo mais recentemente é um sexteto e apresenta, além de versões “reimaginadas” de canções de outros autores, várias canções autorais.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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