Cultura Pop
Superstar: a resposta feminina a Billie Jean, de Michael Jackson

Com o sucesso monumental de Thriller, de Michael Jackson (e de canções como Billie Jean, Thriller e Beat it) começaram a aparecer canções-homenagem (acredite) ao cantor e aos seus principais hits lá para 1983 e 1984.
É uma prática comum do mercado musical, quando um artista ganha vulto e, na sequência, aparecem vários outros artistas fazendo referência a eles. Até no Brasil teve, já que Paulo Diniz fez sucesso com uma homenagem a Caetano Veloso (Quero voltar pra Bahia), Chico da Silva fez o mesmo com Roberto Carlos (Convite a Roberto Carlos) e um grupo infantil chamado As Namoradas lançou uma música chamada A namoradinha do Menudo.
https://www.youtube.com/watch?v=IQ-uXIg8q-4
Mas no rastro do mano mais famoso dos Jacksons, saíram vários discos fazendo referência a Michael. Um deles foi o medley do grupo Club House, com Billie Jean unido a Do it again, do Steely Dan (sobre o qual você já leu aqui no POP FANTASMA). Mas teve também a atriz americana Kim Fields cantando Dear Michael, Leslie cantando Letter to Michael, a cantora Ashaye mandando bala num medley de Michael Jackson encabeçado por Don’t stop till you get enough, e vai por ai.
Teve também uma perolazinha synthpop inspirada em Billie Jean: I’m in love with Michael Jackson’s answerphone, um rapzinho da cantora Julie, que até imitou a pose do cantor na capa de seu single. Julie era uma proto-Madonna lançada pelo selo Calibre, uma divisão electro da veterana Pye Records. A letra investia no amor teen pelo eu-lírico garanhão da letra do hit Billie Jean.
E teve também… uma resposta feminina à letra de Billie Jean. Superstar foi gravada por uma cantora chamada Lydia Murdock, que aparentemente só gravou essa música. E na letra, Lydia encarna a Billie Jean da música de Michael, revoltada com o ghosting e o abandono parental do rapaz (se você nunca reparou, Billie Jean é a moça que o personagem da letra abandona). A música não era dela, era de um autor chamado Michael Burton, que também co-produziu a faixa.

Na letra, Michael fala que a garota “não é minha amante, é só uma garota que fala que eu sou o cara/mas o filho não é meu”. Já em Superstar, Lydia bota a personagem pra responder que “fizemos amor num abraço louco/agora você diz que nunca me viu/superstar, você sabe quem você é (…)/sou Billie Jean e estou louca de raiva/sou uma mulher com uma história para contar (…)/você não pode amar uma garota e deixá-la de lado/porque ela tem sentimentos igual a você”.
Superstar saiu em 1983, nos EUA pelo selo Teen Entertainment e na Inglaterra pela Korova (a mesma gravadora que lançava Echo & The Bunnymen). A música não é bem uma paródia de Billie Jean. O livro Michael Jackson – The solo years, de Craig Halstead e Chris Cadman esclarece que “espertamente, a backing track da música era baseada em Billie Jean, mas era suficientemente diferente para que Michael não conseguisse nenhum crédito”.
Se quiser comparar, a canção de Michael tá aí 🙂
Mais Michael Jackson no POP FANTASMA aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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