Connect with us

Cultura Pop

Stiff Little Fingers: metendo o pau na própria gravadora na canção “Rough trade”?

Published

on

Stiff Little Fingers: metendo o pau na própria gravadora na canção "Rough trade"?

Teve aquela vez em que os Sex Pistols, recém-saídos da EMI e contratados pela Virgin, deram um coió na sua ex-gravadora com a música EMI. E teve a vez em que a banda irlandesa Stiff Little Fingers resolveu supostamente falar mal de sua gravadora, o selo independente Rough Trade, com uma música chamada… Rough Trade, gravada no primeiro LP do grupo, Inflammable material, de 1979.

Dava até para dizer que a canção era bem mais corajosa que a dos Sex Pistols, uma vez que foi gravada num álbum lançada pelo próprio selo que dava nome à música. A letra tinha versos como “abandonamos nossos empregos e nos preparamos para voar/suas promessas nos fizeram andar alto/e é um comércio sujo, duro e difícil que encontramos/sim, concordamos, mas eles não assinaram/’desculpe filho, vou ter que mandar você embora/nossos advogados dizem que nem conhecemos você’/música é dinheiro”.

Os Stiff Little Fingers, por sinal, estiveram entre os primeiros contratados da Rough Trade, uma empresa que começou em 1976 como loja de discos e depois como distribuidora, e que no fim dos anos 1970 resolveu virar gravadora. Inflammable material foi um lançamento importante do selo fundado por Geoff Travis: foi o primeiro LP da firma e o primeiro álbum independente a vender mais de cem mil cópias no Reino Unido.

Aparentemente, a gravadora não viu problemas em colocar nas lojas um disco que tinha uma música, er, tão desfavorável a seu próprio trabalho. Inflammable foi co-produzido pelo próprio Geoff Travis. E Jake Burns, cantor do grupo, afirmou que na real, Rough trade foi composta para outra gravadora e a ideia era falar do mercado fonográfico (o “mercado rude” da letra) como um todo.

“A música não foi escrita para a Rough Trade Records. Ela foi escrita para a Island Records, que nos prometeu um contrato. Com base nessa promessa, todos nós deixamos nossos empregos e depois nos mudamos para a Inglaterra. Apenas para eles mudarem de ideia no último minuto”, vociferou Jake nesse bate-papo.

“Então, basicamente, nós apenas usamos ‘Rough Trade’ para descrever todo o negócio da música. Uma indústria difícil de fazer parte. A gente se divertia com o fato de estarmos gravando para a ‘Rough Trade’ e acho que eles também achavam engraçada a música. Eu precisaria perguntar o que acharam porque não me lembro de nenhuma reação da parte deles. Então, usamos o nome próprio como um eufemismo para a indústria da música. Isso é tudo”, completou.

Veja também no POP FANTASMA:
– Quando o Wire (ou melhor, Overload) era mais punk ainda
– London Weekend Show: o punk em 1976
Keith Levene: aquele cara do punk que foi roadie do Yes
– Um jornal de TV da Califórnia explica o punk rock para a turma mais velha

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Published

on

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Published

on

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Published

on

Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

Continue Reading

Acompanhe pos RSS

Punk In The Park 2026 é cancelado após polêmica política e debandada de bandas
Urgente9 horas ago

Festival Punk In The Park 2026 é cancelado após debandada de artistas

Sepultura. Foto: Stephanie Veronezzi / Divulgação
Urgente11 horas ago

Sepultura volta com single novo. Franciscos lança live session. Terminal Guadalupe comemora prêmio com clipe.

Maddie Ashman leva microtonalidade ao pop em Her side, EP que mistura chamber pop, psicodelia e afinações pouco usuais.
Crítica12 horas ago

Ouvimos: Maddie Ashman – “Her side” (EP)

Daft Punk: clipe novo e mais novidades do que nos tempos de dupla
Urgente13 horas ago

Daft Punk: clipe novo e mais novidades do que nos tempos de dupla

Crá Croí (Foto: Divulgação)
Radar15 horas ago

Radar: Crá Croí, Paula T., Marquez de Antas – e mais sons do Groover

Trauma Ray mistura shoegaze e metal 90s no EP Carnival, unindo peso à la Alice In Chains a climas sombrios e nada sonhadores.
Crítica15 horas ago

Ouvimos: Trauma Ray – “Carnival” (EP)

Lia de Itamaracá e Daúde unem história e emoção em Pelos olhos do mar, entre rezas, afro-latinidades e releituras cheias de memória.
Crítica15 horas ago

Ouvimos: Lia de Itamaracá e Daúde – “Pelos olhos do mar”

Poliça merecia mais atenção. Em Dreams go, Channy Leaneagh assume o foco em disco melancólico e marcado pela despedida de Chris Bierden.
Crítica15 horas ago

Ouvimos: Poliça – “Dreams go”

Urgente1 dia ago

Mike Ness vence o câncer e Social Distortion volta com single, clipe e álbum novo

Redd Kross. Foto: Dee Dee Kohl / Divulgação
Urgente1 dia ago

A banda preferida da sua banda vem ao Brasil: Redd Kross faz show em SP em junho

American Football. Foto: Alexa Viscius /Divulgação
Urgente2 dias ago

American Football volta com single de oito minutos, anuncia álbum e turnê com doações pró-imigrantes

DJ Ramon Sucesso bomba com Sexta dos crias Vol. 2: dois sets longos que misturam funk, samples e ruídos num transe de baile entre arte e pancadão.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: DJ Ramon Sucesso – “Sexta dos crias 2.0”

Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro documentam afetos e política em Handycam: tropicalismo, MPB 60s e indie psicodélico num álbum que vai da alegria à melancolia em minutos.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro – “Handycam”

Samira Chamma mistura samba, rock e MPB em Estou viva: letras confessionais, ecos de Raul Seixas e Beatles, e arranjos que vão do forró ao blues.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Samira Chamma – “Estou viva”

Imylia lança Deadbeat, disco caseiro que mistura shoegaze, rap e trip hop em clima sombrio e confessional, entre ternura e caos.
Crítica2 dias ago

Ouvimos: Imylia – “Deadbeat”

Courtney Barnett (Foto: Lindsey Byrnes / Divulgação)
Urgente2 dias ago

Louva-a-deus aparece na cozinha e inspira o (ótimo) novo single de Courtney Barnett

Nada de poesia e trevos: em single novo, Kneecap quer mostrar a Irlanda como ela é
Urgente2 dias ago

Nada de poesia e trevos: em single novo, Kneecap quer mostrar a Irlanda como ela é

The Chameleons voltam após 24 anos com Arctic moon, disco que expõe as raízes do britpop em sete faixas épicas e elegantes.
Crítica3 dias ago

Ouvimos: The Chameleons – “Arctic moon”