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Rio: Rockarioca convida Os Barra Mansa e Lina Cosmic nesta quinta (9)

Nessa quinta (9), o evento Rockarioca Convida chega à sua 31ª edição, sempre promovendo a pujante nova cena de rock do RJ e a igualdade de gêneros, com a jovem promissora compositora, cantora e musicista Lina Cosmic – que toca com o renomado produtor e músico Lomiranda – e a volta à cena do hiper-criativo guitarrista/compositor Bruno Rezende (O Branco e o Índio, Carne de Segunda, Canastra, Nervoso & os Calmantes, Lucas Santtana, etc) com sua nova banda Os Barra Mansa. Essa noite de rock/pop/psicodelia acontece no “bar más fueda da Lapa”, o La Esquina.
Os Barra Mansa, que encerra a noite (às 21h30), surgiu do repertório do álbum solo de Bruno de 2024, Stuff, quando ele se juntou a Demian Melo (ambos guitarras), Roberto Souza (O Branco e o Índio, BR-3) no baixo e Fernando Machado (BR-3) na bateria para tocar o repertório do álbum. O som une classic-rock, MPB e psicodelia, cabendo até releituras de Gilberto Gil (Realce) e Novos Baianos (Os pingo da chuva).
Lina Cosmic (20h30), começou a compor aos 14 anos, e transita entre o synthpop e o rock. Com referências que vão de Beatles, Fleetwood Mac e David Bowie a Lady Gaga e Lana Del Rey, Lina passou a compor em português recentemente, e vem arriscando uma faceta musical mais cinematográfica ao lado do produtor Marcio Lomiranda.
SERVIÇO
ROCKARIOCA CONVIDA – Os Barra Mansa e Lina Cosmic
Av. Mem de Sá, 61, Lapa, Rio
Shows a partir de 20h30. Ingressos a R$ 30 pelo Sympla
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Diles Que No Me Maten leva viagem sonora hipnótica a SP

Diles Que No Me Maten é dessas bandas que só de ouvir falar, já dá vontade de ver ao vivo – e essse grupo mexicano vai finalmente estrear no Brasil num show único em SP. A apresentação rola dia 22 de agosto, um sábado, no Bar Alto, em Pinheiros, com produção da Balaclava Records. Ingressos já estão disponíveis online pela Ingresse, e quem quiser fugir da taxa pode passar no Takkø Café, na Vila Buarque.
Formado em 2017 na Cidade do México, o quinteto vem construindo uma reputação cult dentro da cena alternativa latino-americana. O som deles mistura psicodelia, krautrock, free jazz, pós-punk, som indie lembrando Pixies, ambient e poesia falada, tudo meio embaralhado num fluxo que privilegia improviso, repetição e climas densos. Uma viagem hipnótica musical. O lançamento mais recente deles foi o single Hiriku, que saiu hoje mesmo.
O nome vem de um conto do escritor Juan Rulfo, precursor do chamado realismo mágico latino-americano. Isso já diz bastante sobre o universo que a banda explora: temas existenciais, memória, culpa, violência. Nos últimos anos, eles começaram a circular mais fora do México, passando por festivais e showcases nos EUA e Europa. Se a proposta é sair do óbvio e encarar algo mais imersivo, vale ficar de olho.
SERVIÇO:
Balaclava apresenta: Diles Que No Me Maten em São Paulo
Data: 22 de agosto de 2026, sábado
Local: Bar Alto
R. Aspicuelta, 194 – Pinheiros, São Paulo – SP, 05433-010, Brasil
Horários: Portas 19h / Show 21h
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos online: https://www.ingresse.com/dqnmmsaopaulo
Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram
Texto: Ricardo Schott – Foto: Sara Messinger / Divulgação
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E não é que tá vindo mesmo por aí um disco dos Strokes?

O lançamento de um novo álbum dos Strokes já estava virando piadinha de 1º de abril. Em fevereiro, surgiu até uma música “falsa”, Another blue hour, que brotou no canal da banda no YouTube. Mas agora, tá tudo certinho: a banda anunciou hoje que seu sétimo disco de estúdio, Reality awaits (que sai seis anos após o lançamento de The new abnormal) chega ao público no dia 26 de junho pelo selo Cult (criado pelo vocalista Julian Casablancas) em parceria com a RCA Records.
Reality awaits foi gravado na Costa Rica em parceria com o produtor Rick Rubin (Gossip, Beastie Boys, Kanye West), e envolveu (olha aí, ó) uma… piadinha de 1º de abril. No dia da mentira, a banda soltou um link nos stories, com uma ilustração em 8-bit que trazia uma fita K7 sendo puxada por cavalos. Você clicava lá, colocava seu número de celular, chegava um formulário por SMS (SMS!) e… aconteceu que cem pessoas que preencheram o tal cadastro receberam pelo correio uma fita K7 com o primeiro single do disco, Going shopping. Que chegou às plataformas hoje.
Fica complicado saber para onde os Strokes estão indo, não apenas pela nova faixa, como também pelas notícias mais recentes sobre a banda. O vocalista Julian Casablancas participou recentemente de um podcast e deu a entender que não fala mais com o guitarrista Nick Valensi – pelo menos, ao falar da banda, referiu-se aos “três caras de quem sou amigo, trabalho e ainda converso” e completou com um “desculpa, Nick, brincadeira!”. Além da tal fitinha enviada aos fãs, houve mais mistério de brincadeira no lançamento, já que os Strokes colocaram no Instagram um trailer que parodiava um anúncio de 1975 do Jaguar XJS, sem mais informações.
Agora vem cá: você realmente gostou de Going shopping, novo single dos Strokes?
Bom, a nova música do grupo norte-americano, e a primeira faixa a anunciar Reality awaits, tem as tramas de guitarras que a banda popularizou – e dá pra dizer que o “som Strokes” reside lá. É basicamente uma new wave tranquila, algo bem diferente do material dos primeiros discos – e talvez nem seja o que muitos fãs de primeira hora esperam ouvir.
Lá pelas tantas dá a impressão de que o vocal de Julian Casablancas ganha tratamento de autotune. Só que não é impressão, não: os vocais dele ficam BEM cheios de autotune depois disso, dando um efeito de glitch que aparece pela primeira vez na discografia da banda. A letra é uma boa crítica à sociedade contemporânea e ao consumismo, de todo jeito.
O resultado final, sinceramente, não chega a animar TANTO assim. Mas aí só aguardando o que vem por aí. Abaixo você confere a lista de músicas e a capa de Reality awaits. A arte do disco, que lembra aquelas antigas propagandas do cigarro Marlboro, foi criada por Johann Rashid a partir da pintura Untitled (Cowboy), de Richard Prince, de 1989.
01. Psycho shit
02. Dine n’ dash
03. Lonely in the future
04. Falling out of love
05. Going to babble on
06. Going shopping
07. Liar’s remorse
08. The fruits of conquest
09. Pros and cons
Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução Facebook

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O pop brasileiro não seria o mesmo sem Alvin L

Você provavelmente já ouviu várias músicas feitas por Alvin L mesmo que nunca tenha ouvido o nome dele – toda a virada na história do Capital Inicial, por exemplo, deve-se à constância da parceria dele com o cantor Dinho Ouro Preto. Músicas como Natasha, Tudo que vai, Belos e malditos e faixas do EP novo do grupo, Movimento, como Você me ama de verdade? e Mistério, têm o dedo dele na composição. Não sei dançar, hit de Marina Lima de 1991, é dele, letra e música. Cadê você, hit noventista de Lulu Santos, tem ele como letrista.
Se bobear, ouviu também músicas como 24 dias por hora, único hit de seu disco solo de 1997, Alvin L – uma música que tocou por vários anos em rádios de perfil pop adulto, e que volta e meia ainda retorna ao dial. Tem mais de onde essas músicas vieram: Alvin foi integrante da banda carioca Sex Beatles (que tinha como vocalista a hoje cantora solo Cris Braun) e quem só conhece o compositor de hits pode ouvir o álbum Automobília, de 1994, nas plataformas. Ou assistir ao documentário Memorabília, dirigido pelo baterista do grupo, Marcelo Martins (tá no YouTube).
Alvin, ou Arnaldo José Lima Santos , seu nome verdadeiro, nasceu em 1959 no dia da mentira (1º de abril) e morreu aos 67 no domingo de páscoa (5 de abril) – datas cheias de significado e ironia, como toda a obra dele. Muitas vezes você ouvia uma música com letra dele esperando uma canção digerivel e fácil (como as do Capital Inicial) e se deparava com um poema sobre desespero, aflição e insatisfação existencial. Discos como Rosas e vinho tinto, de 2002, do Capital, eram repletos dessa onda, em músicas como Quatro vezes você e Como devia estar.
O Sex Beatles também era assim, meio ambíguo. Se bem que às vezes você esperava sacanagem quando lia o nome de uma música, e o que vinha era… sacanagem, claro (… E seu namorado também era pura festa, em versos como “isso é que dá / querer quem já tem alguém / se você estiver com ele / não precisa vir sem”). Já Não sei dançar, gravada por Marina Lima, era melancolia e paixão inacessível estado bruto, em versos como “às vezes eu quero chorar, mas o dia nasce e eu esqueço” e “às vezes eu quero demais e eu nunca sei se eu mereço”. Quase uma mistura de Luiz Melodia, Cazuza, Ian Curtis e o próprio irmão de Marina, Antônio Cícero.
Enfim: se você leu sobre a morte de Alvin L e pensou “poxa, acho que já vi esse nome em algum lugar…”, pode parar tudo e começar a ouvir Alvin L – faz uma pesquisa no indispensável IMMUB que tem tudo lá. O pop brasileiro não teria tido a mesma graça sem ele, que sempre foi um cara dos bastidores, mas cuja obra tem carisma eterno.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação








































