Cultura Pop
Raul de Souza muito à vontade

Vale por um documentário: morto aos 86 anos em decorrência de um câncer na noite deste domingo (13), o trombonista Raul de Souza narrou quase toda a sua trajetória numa entrevista bem legal a Patricia Palumbo, no Instrumental Sesc Brasil.
Nascido João José Pereira de Souza, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 23 de agosto de 1934, o músico virou Raul por sugestão de ninguém menos que Ary Barroso. E foi no rádio (“não tinha nem televisão”) que começou sua carreira, acompanhando artistas. Raul montou um grupo para trabalhar com Altamiro Carrilho, e acabou formando a Turma da Gafieira, com a qual gravou um disco em 1955, só com músicas de Altamiro.
“Foi a primeira gravação em que um músico teve a oportunidade de improvisar, não um pouquinho aqui e um pouquinho ali”, recordou na conversa. “Isso foi em 1955. Passados nove anos, em 1964, veio Sergio Mendes e o Bossa Rio. Vim a São Paulo e organizei o grupo para o Sergio Mendes”.
>>> Veja também no POP FANTASMA: Quando The first book of jazz apresentou o jazz para as crianças
Foi o conceito do jazz entrando na música brasileira, sendo que o ritmo havia entrado na vida de Raul um tempo antes, por causa do programa do radialista Paulo Santos. “Eu não tinha nem dinheiro para comprar um aparelho de som, era rádio na casa do vizinho. Meu pai estava estudando para ser pastor”, recorda. “Comecei a ouvir Miles Davis, John Coltrane, Sonny Rollins. Eu não tinha nada, tinha um instrumento todo furado. O Altamiro até falou: ‘Lembra daquele seu instrumento todo furado, sujo?'”.
No papo, Raul também comenta sobre o souzabone, trombone que inventou, e que tem quatro válvulas. “Quando eu comecei a tocar na banda da Fábrica Bangu, eu tocava trombone e tocava tuba. Nos meus ouvidos, era o médio e o grave. Agudo mais ou menos, eu não uso muito a coisa aguda”, recordou o músico, que estreou solo em 1965 com o disco À vontade mesmo, e a partir de 1975, já morando nos Estados Unidos, gravou os discos Colors (1975), Sweet Lucy (1977), Don’t ask my neighboors (1978) e Til tomorrow comes (1979).
>>> Veja também no POP FANTASMA: O filho do ditador fascista que virou músico de jazz
“O acento brasileiro no meu trombone se dá pela interpretação melódica”, disse ele, que estava escrevendo métodos para aprendizado de trombone, flugelhorn e trompete na época da conversa com Patricia. “Não é sair improvisando loucamente, você tem uma história pra contar. Você não vai contar a história sem ter um feeling. Isso foi o que me fez ser diferente de todo mundo nos Estados Unidos”.
Foto: Felipe Godoi/Divulgação
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.

































