Cultura Pop
Rapper Froid diz que “a Terra é plana” – e não está sozinho nessa

A tese abaixo é de um rapper de nome curioso, Froid, que veio do grupo Um Barril de Rap e está em carreira solo.
“A Terra é plana porque a Nasa não consegue tirar uma foto da Terra sem ser por uma câmera fish eye e que não seja manipulada pelo Photoshop, vai atrás das evidências… Não existe essa foto. Se ela fosse redonda poderíamos ver pelo mar, e digo mais… no final da terra não acaba, é o gelo… O interesse deles de manter essa informação lacrada para nos manter em um lugar onde não sabemos onde é, o céu é azul por que existe um vidro e depois é água… pesquise, a Nasa é uma mentira” (Froid)
Froid tem conseguido sucesso com músicas como “A pior música do ano” e falou sobre o descrédito que tem pela Nasa e pela noção de que a Terra é redonda – que já vem de mais de dois mil anos atrás. Durante uma entrevista ao canal Naan TV, que apresenta a história e a obra de nomes cariocas do rap, ao lado da cantora e compositora Cynthia Luz. Olha aí.
https://www.youtube.com/watch?v=sdgMo0EXmNs
Um tempo depois, Froid disse que essa história de Terra plana era só brincadeira. Vale dizer que, zoação ou não, ele não é o primeiro rapper a desacreditar publicamente da ciência moderna. O rapper americano B.o.B. soltou em janeiro do ano passado um punhado de tweets com seus argumentos a respeito do assunto. E mostrou que há “evidências” de que a terra é plana.
“Muitas pessoas ficam loucas com a frase ‘a terra é plana’, mas não há como você não ver todas as evidências e não procurar saber… Cresçam!”, escreveu.
B.o.B. afirmou também que se a Terra fosse realmente curvada, olharíamos para o horizonte e as cidades distantes ficariam escondidas devido à curvatura.
https://twitter.com/bobatl/status/691411463051804676
As indagações de B.o.B. foram parar no ouvido do astrofísico e cosmólogo americano Neil deGrasse Tyson. Ele se meteu no papo e corrigiu imperfeições nos argumentos do rapper. B.o.B. disse que o horizonte da cidade de Nova York deveria ser invisível ao ser observado direto da Montanha dos Ursos, no Harriman State Park – que fica no estado de Nova York, mas a 48 quilômetros da principal cidade, entre Rockland e Orange County. A razão, para B.o.B., é que ele ficaria escondido por 170 pés de Terra curva. Tyson afirmou que muitos prédios em Manhattan são mais altos que isso. E corrigiu os cálculos do rapper: a curvatura da Terra bloqueia 150 pés de altura de Manhattan, não 170.
@bobatl Earth's curve indeed blocks 150 (not 170) ft of Manhattan. But most buildings in midtown are waaay taller than that.
— Neil deGrasse Tyson (@neiltyson) January 25, 2016
B.o.B., vale dizer, acredita piamente nisso. E vê evidências sérias de que a Terra é plana. Olha ele aqui falando do assunto numa entrevista de rádio em março.
Se você já está surpreso o suficiente com a descoberta de que pessoas acreditam que a Terra nunca foi redonda e que o mundo caiu num conto que vem sendo contado há dois mil anos, vale dizer que eles não estão sozinhos nessa. Existe todo um movimento de influenciadores digitais que se dedica a buscar evidências de que a Terra é plana. E essa turma vai se encontrar em 9 e 10 de novembro de 2017 na Carolina no Norte, na Flat Earth International Conference, a popular FEIC.
O movimento afirma fazer pesquisas e experimentações no sentido de provar que a Terra é plana. E num FAQ do site, diz acreditar que a Nasa “está tomando liberdades criativas com o dinheiro dos nossos impostos”.
Da próxima vez que você quiser muito convencer alguém a respeito de alguma coisa, em vez de achar que é uma parada perdida, mire-se (para o bem ou para o mal, e esperamos que para o bem) no exemplo desses caras. E ainda tem a Flat Earth Society, que disponibiliza uma bibliografia a respeito do assunto. E fala sobre famosos que aderiram a tese da Terra plana, como Shaquille O’Neal. E, claro, B.o.B..

Via RapMais e The Guardian
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
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