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Urgente!: E o Cure, que ganha agora os primeiros Grammys de sua história?

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E agora é sério: The Cure vem ao Brasil em dezembro

“E saem os primeiros Grammy da carreira do Cure. Quem precisa? Robert Smith sempre reinou supremo!”, disse um amigo assim que soube da premiação do The Cure neste domingo (1) no Grammy Awards 2026. A banda abiscoitou logo dois gramofonezinhos: um na categoria Melhor Performance de Música Alternativa, com a faixa Alone, destaque do álbum Songs of a lost world (2024) – e o outro na categoria Melhor Álbum de Música alternativa, com o mesmo disco.

O grupo estava participando do funeral de seu guitarrista e tecladista Perry Bamonte, morto em dezembro aos 65 anos, e não pôde comparecer. Mas Robert Smith, cantor da banda, mandou um discurso que foi lido no palco: “Simon, Jason, Roger, Reeves e eu gostaríamos de agradecer ao Grammy por este maravilhoso prêmio; estamos muito honrados em recebê-lo”, escreveu.

“Gostaríamos também de agradecer a todos que ajudaram na criação do nosso álbum Songs of a lost world, em especial ao co-produtor Paul Corkett, a todos da Universal Music Group que trabalharam arduamente para encontrarmos o nosso ‘mundo perdido’, a todos os membros da nossa equipe, em sua maioria incansáveis… e, mais importante ainda, a todos os fãs do The Cure ao redor do mundo, que compareceram aos nossos shows de Lost world e curtiram a nossa música. Sem vocês, nada disso seria possível. Obrigado!”, completou.

A relação do Cure com o Grammy sempre foi meio mal resolvida: a banda havia sido indicada apenas duas vezes ao Grammy em sua carreira, ambas na categoria de Melhor Álbum de Música Alternativa. Foi em 1993 pelo álbum Wish e em 2001 por Bloodflowers, mas sem sucesso em ambas as situações. Agora, deu certo!

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Manicburg: abandono em clima pós-punk e post rock em “One for you and one for me”

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Manicburg: abandono em clima pós-punk e post rock em “One for you and one for me”

RESUMO: A banda nova-iorquina Manicburg combina guitarras pesadas, compasso em 7/4 e referências de Radiohead em One for you and one for me, faixa sobre abandono, solidão e ressentimento.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Manicburg gosta de fazer as coisas se chocarem em One for you and one for me. O novo single da banda nova-iorquina parte de uma estrutura pouco convencional, com compasso em 7/4, guitarras pesadas e mudanças de clima que aproximam pós-punk, post-rock e rock progressivo.

A banda nasceu do encontro entre o nova-iorquino Ray Lustig e o italiano Luigi Porto, que se conheceram na Juilliard School. Os dois vêm da música de concerto e acumulam trabalhos como compositores, com passagens por espaços como Carnegie Hall e Lincoln Center, além de festivais, casas de ópera e pequenos clubes – e depois o duo foi virando banda, com outros amigos.

No Manicburg, essa formação aparece misturada a referências do rock alternativo dos anos 1960 e 1990, da cena punk e experimental de Nova York dos anos 1970 e 1980, do cinema italiano, do cabaré, da vanguarda e da ópera-rock.

One for you and one for me tem muito de post-rock no som, com referências de Radiohead, além de alguns climas bem próximos do progressivo, de verdade. A estrutura ajuda a criar esse clima: as partes mais pesadas são conduzidas por guitarras e por uma batida em 7/4, enquanto a letra assume uma simplicidade quase infantil, mas vai deixando aparecer um lado bem menos inocente.

One for you and one for me é uma expressão de abandono, solidão e ressentimento crescente. A letra parece saída de rimas infantis, mas traz implicações ameaçadoras, lembrando Edward Gorey”, explica a banda, referindo-se ao escritor e ilustrador americano (1925–2000) conhecido por desenhos em preto e branco de aparência vitoriana e humor macabro.

O próprio nome Manicburg ajuda a entender esse universo. Além de identificar o grupo, representa uma cidade imaginária às margens do rio Hudson, pensada como um lugar instável, em que nada parece definitivamente resolvido. Ao vivo, Lustig e Porto trabalham com o baterista costa-riquenho Alvaro “Varo” Barahona, o baixista mexicano Daniel Espinoza e o guitarrista nova-iorquino Rob Salmon.

O single ganhou ainda um clipe feito em colaboração com o animador John W. Lustig e o fotógrafo do New York Times Robert Presutti. O vídeo conta também com a participação de Bill Weeden, ator ligado aos filmes da produtora independente Troma.

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Mais dois singles de tributo a Neil Young, com Modest Mouse e My Morning Jacket

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Digitalizaram todos os números de Broken Arrow, revista do fã-clube de Neil Young

RESUMO: A série Heart of gold, de tributo a Neil Young, ganha mais duas prévias: Modest Mouse e Califone regravam Barstool blues, enquanto My Morning Jacket e Preservation Hall Jazz Band encaram Like a hurricane.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O segmento de “discos de covers” (naquela onda de “várias bandas regravando músicas do mesmo fulano”) assusta – tem muito projeto por aí que só faz empilhar covers sem pé nem cabeça. Agora, Heart of gold: The songs of Neil Young Volume I, lançado ano passado, não só não assusta como é uma bela coleção de versões, incluindo artistas como Fiona Apple e Eddie Vedder interpretando canções de Young.

Deu tão certo – e Neil tem um catálogo tão rico – que vêm mais dois volumes aí. Heart of gold, Vol. 2 – Out of the blue e Vol. 3 – Into the black, saem em 6 de novembro, cabendo nomes como MJ Lenderman, Kurt Vile, Ben Gibbard, My Morning Jacket, Lucinda Williams, Los Lobos, Jesse Malin, Devendra Banhart e Modest Mouse com Califone. Mais uma vez, toda a renda das coletâneas será destinada à Bridge School de Young.

Após os singles em que King Princess, interpreta Helpless (música que Young escreveu para o álbum Déjà vu, de 1970, do Crosby, Stills, Nash & Young) e Draco Rosa canta After the gold rush, tem mais duas nocidades circulando: Modest Mouse gravou Barstool blues, e My Morning Jacket interpreta Like a hurricane, que estão respectivamente nos volumes 2 e 3 da série.

Nas duas versões, rolam participações importantes: o Modest Mouse (leia-se o criador do grupo, Isaac Brock) uniu-se ao grupo experimental Califone, e o MMJ toca ao lado da veterana Preservation Hall Jazz Band. Brock diz que resolveu o desafio de reinterpretar um clássico de Young dando um toque krautrock à faixa.

“Fazer um cover de uma música do Neil em um projeto como este é importante tanto por ajudar uma causa importante como a The Bridge School, quanto por estar ligado à pessoa cuja música estamos interpretando. É realmente… bem, é uma honra estressante. A responsabilidade parece um pouco maior. Eu gosto disso”, conta, em comunicado à imprensa.

“Inicialmente, eu havia escolhido e começado a trabalhar em um cover de Cortez the killer, antes de perceber que, para fazer do jeito que eu queria, levaria mil horas. Então me ocorreu: existe uma música que eu gosto tanto quanto e com a qual me identifico mais, Barstool blues. Essa era uma música que eu realmente podia cantar com toda a minha alma”, continua.

“Além de ser uma música muito cativante, era algo com o qual eu sentia uma conexão mental e emocional maior do que com Cortez, com a qual tenho uma conexão emocional mais ‘histórica'”, diz. “O próximo desafio, sempre que você faz um cover de uma música que já ouviu tantas vezes, é encontrar uma maneira de não deixar sua versão muito parecida com a original. Afinal, por que alguém precisaria disso?”

E estão aí as duas versões. Mais sobre os volumes 2 e 3 do tributo aqui.

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Placebo traz turnê “RE:CREATED” ao Brasil para quatro shows em 2027

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Placebo traz turnê "RE:CREATED" ao Brasil para quatro shows em 2027

RESUMO: O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 com a turnê RE:CREATED, que revisita seu álbum de estreia. São Paulo, Brasília, Curitiba e Porto Alegre recebem os shows.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Placebo volta ao Brasil em fevereiro de 2027 para quatro shows da turnê RE:CREATED, projeto que revisita o álbum de estreia da banda, lançado em 1996. A passagem começa no dia 20 de fevereiro, na Suhai Music Hall, em São Paulo, e segue por Brasília (23, Centro de Eventos Ulysses Guimarães), Curitiba (26, Live Curitiba) e Porto Alegre (28, Auditório Araújo Vianna). A produção é da Mercury Concerts.

A pré-venda para integrantes do fã-clube começa em 29 de setembro, às 10h, e dura 24 horas. Haverá ainda uma pré-venda promocional entre 30 de setembro, às 10h, e 2 de outubro, no mesmo horário, quando começa a venda geral. Em São Paulo, os ingressos serão vendidos pela Eventim; nas outras três cidades, pela Bilheteria Digital.

A turnê acompanha o projeto Placebo RE:CREATED, no qual Brian Molko e companhia retomam as dez faixas do primeiro álbum, além de duas músicas bônus da edição original. Em vez de simplesmente regravar o repertório, a banda trabalhou a partir das fitas master e incorporou mudanças que as canções sofreram ao longo de três décadas de shows.

O trabalho foi realizado por Molko e Rob Kirwan, com mixagem de Adam Noble. “Pensamos neste disco como um director’s cut. Não o recriamos do zero. Voltamos às fitas master originais e trouxemos para o álbum os 30 anos de experiência tocando essas músicas ao vivo”, explica o Placebo.

Lançado em 1996, em pleno auge do britpop, Placebo apresentou uma banda que seguia por um caminho bastante diferente do de boa parte da música britânica daquele momento. Canções como Nancy boy, Teenage angst e 36 degrees misturavam guitarras pesadas, glam e rock alternativo, enquanto Brian Molko levava para as letras temas como sexualidade, drogas e alienação.

Para a banda, RE:CREATED não pretende ocupar o lugar daquele disco. “É uma celebração de onde começamos e um ponto de encontro entre quem éramos naquela época e quem somos agora; uma forma de homenagear aquela inocência, ao mesmo tempo em que permitimos que as músicas existam dentro da dimensão, da confiança e da energia da banda que nos tornamos”, afirma.

Os shows brasileiros não ficarão restritos à estreia: o repertório também terá músicas de Without you I’m nothing, segundo álbum do Placebo, lançado em 1998. E Placebo RE:CREATED foi assunto nosso aqui.

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