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Baixista de Liniker e Maria Gadú, Ana Karina Sebastião lança primeiro single solo com feat de Rincon Sapiência

RESUMO: Ana Karina Sebastião estreia carreira solo com Vamo com calma, malandra, single com Rincon Sapiência que antecipa seu primeiro álbum autoral após anos como baixista de grandes artistas brasileiros.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Larissa Queiroz / Divulgação
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Depois de anos tocando baixo para artistas como Liniker, Chico César, Maria Gadú e Fresno, Ana Karina Sebastião finalmente assume o centro do palco. A musicista acaba de lançar Vamo com calma, malandra, seu primeiro single como cantora e compositora, em parceria com Rincon Sapiência. A faixa chega acompanhada de um clipe dirigido por Larissa Queiroz.
O lançamento abre caminho para o primeiro álbum solo de Ana Karina, um projeto que começou como um disco instrumental e acabou se transformando quando ela decidiu também interpretar as próprias composições. O resultado é um trabalho que reúne suas diferentes facetas como baixista, produtora, compositora e agora também cantora.
“Durante muitos anos, tive o privilégio de contar histórias através da música de outros artistas. Agora, pela primeira vez, estou convidando as pessoas a entrarem no meu universo”, afirma a artista. Ela ressalta que o projeto não representa um afastamento das colaborações que marcaram sua carreira, mas a criação de um espaço para desenvolver sua própria narrativa.
A inspiração para Vamo com calma, malandra surgiu em um período de ansiedade. Segundo Ana Karina, ela acordou com o refrão inteiro na cabeça, e a música acabou se tornando uma reflexão sobre desacelerar, confiar nos próprios processos e seguir acreditando. A participação de Rincon Sapiência amplia essa mensagem reforçando a ideia de fé e perseverança.
Musicalmente, a faixa mistura uma base percussiva de matriz afro com linhas de baixo marcantes, teclados contemporâneos e uma produção que conecta tradição e modernidade. O clipe acompanha essa proposta ao celebrar beleza, elegância e pertencimento, reunindo uma equipe formada majoritariamente por mulheres nas áreas de direção, figurino, maquiagem e criação.
E a música nova é o primeiro capítulo de um álbum que promete apresentar, pela primeira vez, o universo criativo de Ana Karina Sebastião sem intermediários.
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Gui Hope transforma “Trava” em funk mineiro de desejo e afirmação

RESUMO: Em Trava, segundo single solo, Gui Hope mistura funk de Belo Horizonte, EDM e dubstep para falar de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços na pista de dança.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Stephany Cartsounis e Gustavo Vittoraci / Divulgação
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E quando uma pessoa que foi ensinada a ocupar as margens decide reivindicar para si o centro da cena? Gui Hope chega ao segundo single, Trava, faixa que mistura funk de Belo Horizonte, EDM e elementos do dubstep para responder a essa pergunta, falando de desejo, autoconfiança e ocupação de espaços. A música já ganhou até clipe.
A palavra que dá título à faixa funciona em dois sentidos: pode ser aquilo que paralisa alguém, mas também uma identidade que Gui assume com orgulho. A música parte justamente dessa ambiguidade para transformar a ideia de “travar” em uma demonstração de presença e poder.
“É uma forma de dizer que somos desejades, que temos presença e que, por onde passamos, transformamos o ambiente, deixando as pessoas de queixo caído”, conta. A letra brinca com a ideia de se colocar no centro da cena, mas a questão vai além da provocação. Gui relaciona essa postura à experiência de pessoas trans, historicamente empurradas para as margens e que, em Trava, aparecem como figuras de desejo e admiração.
Musicalmente, a faixa trabalha com graves marcados, pausas, repetições e construções de tensão que desembocam nos drops. A referência ao funk mineiro encontra a linguagem da música eletrônica que fez parte da formação musical de Gui pela internet, especialmente a EDM e o dubstep dos anos 2010.
Trava dá continuidade ao caminho apresentado no single Eu sei, lançado em julho. Naquela faixa, Gui trabalhava a ideia de deixar de colocar a opinião alheia no centro das próprias escolhas. Agora, essa autoconfiança ganha uma dimensão mais física e coletiva, pensada para a pista.
O videoclipe acompanha essa proposta e amplia a ideia de transformação presente na música. A faixa também reforça a pesquisa de Gui por diferentes linguagens da música brasileira e eletrônica, mantendo o funk como um dos principais pontos de partida do projeto. Hope, o primeiro álbum de Gui, sai em breve.
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Brunê transforma paixão secreta em bedroom pop no single “Eu tenho medo”

RESUMO: Em Eu tenho medo, Brunê transforma o medo de revelar uma paixão pelo melhor amigo em folk e bedroom pop — e cria um cartão virtual para quem vive esse dilema.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Julia Lemes / Divulgação
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Cantora e compositora radicada em Goiás, Brunê não apenas lançou o single Eu tenho medo – que fala sobre uma pessoa que se apaixona pelo melhor amigo, mas prefere não revelar o sentimento para não estragar a amizade – como também decidiu ajudar quem vive o mesmo problema. No site dela, eusoubrune.com, você pode mandar um cartão postal virtual para a pessoa que você ama em segredo.
O cartão é interativo, pode ser compartilhado nas redes e baixado. Antes do lançamento, Brunê publicou um trecho da canção nas redes sociais. A prévia recebeu compartilhamentos e comentários de pessoas que se identificaram com a história.
“A resposta mostrou que esse medo não era só meu. Muita gente já viveu essa dúvida entre falar o que sente e colocar uma amizade em risco”, diz Brunê, cuja música une camadas de vozes e synths ao lado do violão, compondo um ambiente sonoro que transita entre folk e bedroom pop. A produção da faixa é de Arthur Ornelas, e os arranjos são de Ornelas, Brunê e Douglas Sá.
“É uma música sobre carregar um sentimento grande demais para continuar escondido, mas assustador demais para ser dito. Existe o medo de abrir o jogo e perder alguém que já ocupa um lugar importante na sua vida”, afirma Brunê, que é artista independente desde os 17 anos.
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“Drowning”: National Playboys transforma saúde mental em art punk melancólico

RESUMO: O escocês National Playboys aborda a deterioração da saúde mental dentro dos relacionamentos em Drowning, single de art punk com guitarras melancólicas e violoncelo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Kyle McFarlane (vocais), Anna Trost (guitarra, sintetizador e vocais), Ewen Kerr (guitarra), Dave Reed (baixo) e Megan Pollock (bateria) são os National Playboys, uma banda de art punk da Escócia, que acaba de lançar seu sétimo single, Drowning, falando sobre um problema silencioso: as realidades da saúde mental dentro dos relacionamentos.
“Esta música é uma história pessoal sobre a deterioração da saúde mental de um ente querido e a sensação de impotência em ajudá-lo a melhorar”, diz a banda. “Ver alguém definhar sob o peso de sua condição que piora e sentir-se impotente para impedir que piore. Isso foi a inspiração por trás desta faixa”.
Um tema duro e triste, que a banda leva adiante com guitarras distantes e com a presença de um violoncelo, tocado pelo convidado Graham Coe. Sonoramente, o grupo mistura vocais inspirados na new wave dos anos 80 com guitarras melancólicas, poesia surrealista e performances teatrais. “Nossas influências incluem artistas como Fat White Family, The Doors, Fontaines D.C., Idles e Joy Division”, avisa o quinteto.
O National Playboys explora essas referências e sonoridades no EP Violence dressed in fur, que tem sete faixas e sai em breve. Por enquanto, a imversiva Drowning tá aí.
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