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Cultura Pop

Prince: saiu uma nova edição do vídeo de “While my guitar gently weeps”

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Prince tocando guitarra em "While my guitar gently weeps"

Uma das coisas mais legais que sempre se pôde ver de Prince no YouTube foi a apresentação do cantor ao lado de Tom Petty, Steve Winwood, Jeff Lynne e Dhani Harrison no Rock And Roll Hall Of Fame, em 2004, quando rolou a indução de George Harrison.

Essa turma homenageou o beatle George tocando seu hit While my guitar gently weeps, composto para o White album dos Beatles (1968). Prince estava no cantinho direito do palco e parecia, inicialmente, mal entrosado com a turma. Até que lá pelo final, o cantor ia para o centro do palco fazer um puta solo de guitarra, que deixou todo mundo feliz. Aliás, falamos desse vídeo certa vez aqui no POP FANTASMA.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Sign O’ The Times: tem filme do Prince na TV

Pois bem, deu até no New York Times: o produtor de TV Joel Gallen, que dirigiu e produziu a transmissão original do evento, postou uma versão reeditada dessa performance, tem umas semaninhas. E para os fãs de Prince, a novidade é que tem mais Prince no vídeo.

Joel até fez um comentário no vídeo. “Dezessete anos após esta performance impressionante de Prince, finalmente tive a chance de voltar a editá-la um pouco, já que várias imagens estavam me incomodando. Eu me livrei de todos os excessos e fiz todos os cortes, e adicionei muitos close-ups de Prince durante seu solo. Acho que está melhor agora”, escreveu.

Não está apenas melhor, está fenomenal, até porque o som melhorou muito. Comparar os dois vídeos é coisa para quem curte jogo dos sete erros (colocamos o vídeo novo aí embaixo). Mas dá para perceber alguns close ups a mais, além de imagens duplas (focalizando o rosto de Prince à direita e sua guitarra à esquerda). E uns trechos que qualquer editor de imagens mais careta cortaria o mais rápido possível para não ferrar a transmissão pela TV. Ou deixar um artista achando que apareceu mais do que o outro.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Várias coisas que você já sabia sobre Dirty mind, do Prince

E de qualquer jeito o que chama mais atenção, como sempre, é a genialidade de Prince como guitarrista e performer. Não é todo guitarrista que consegue praticamente contar uma história com um solo. Fazer o mesmo com uma performance curta de palco, daquelas em que você rouba a cena, é para poucos mesmo.

O New York Times chama a atenção para um detalhe que ficou mais evidente no novo vídeo. Após jogar a guitarra para o alto no final (uma situação que já rendeu várias piadas e teorias malucas, do tipo “o que aconteceu com a guitarra do Prince?”), Prince nem sequer fica para os aplausos e se manda pelo lado direito do palco, enquanto todos os outros músicos ficam lá para receber as palmas.

No vídeo mais antigo, as imagens não parecem tão claras. O cantor de Purple rain, que já não era das pessoas mais fáceis, estava bastante desentrosado ali e quase tinha ficado de fora da performance, o que deve ter contribuído para o estresse no final. Mas que aquela apresentação não seria a mesma sem Prince, não há dúvidas.

>>> Veja também no POP FANTASMA: E Prince ficou de fora de We are the world

Cultura Pop

George Harrison em 2001: “O que é Eminem?”

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George Harrison (Reprodução YouTube)

RESUMO: Em 2001, George Harrison participou de chats no Yahoo e MSN para divulgar All Things Must Pass; com humor, respondeu fãs poucos meses antes de morrer – e desdenhou Eminem (rs)

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução YouTube

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“Que Deus abençoe a todos vocês. Não se esqueçam de fazer suas orações esta noite. Sejam boas almas. Muito amor! George!”. Essa recomendação foi feita por ninguém menos que o beatle George Harrison no dia 15 de fevereiro de 2001 – há 25 anos e alguns dias, portanto – ao participar de dois emocionantes chats (pelo Yahoo e pelo MSN).

O tal bate-papo, além de hoje em dia ser importante pelos motivos mais tristes (George morreria naquele mesmo ano, em 29 de novembro), foi uma raridade causada pelo relançamento remasterizado de seu álbum triplo All things must pass (1970), em janeiro de 2001. George estava cuidando pessoalmente da remasterização de todo seu catálogo e o disco, com capa colorida e fotos reimaginadas, além de um kit de imprensa eletrônico (novidade na época), era o carro-chefe de toda a história. O lançamento de um site do cantor, o allthingsmustpass.com, também era a parada do momento (hoje o endereço aponta para o georgeharrison.com).

Os dois bate-papos tiveram momentos, digamos assim, inesquecíveis. No do Yahoo, George fez questão de dizer que era sua primeira vez num computador: “Sou praticamente analfabeto 🙂 “, escreveu, com emoji e tudo. Ainda assim, um fã meio distraído quis saber se ele surfava muito na internet. “Não, eu nunca surfo. Não tenho a senha”, disse o paciente beatle. Um fã mais brincalhão quis saber das influências dos Rutles, banda-paródia dos Beatles que teve apoio do próprio Harrison, no som dele (“tirei todas as minhas influências deles!”) e outro perguntou sobre a indicação de Bob Dylan ao Oscar (sua Things have changed fazia parte da trilha de Garotos incríveis, de Curtis Hanson). “Acho que ele deveria ganhar TODOS os Oscars, todos os Tonys, todos os Grammys”, exultou.

A conta do Instagram @diariobeatle deu uma resumida no chat do Yahoo e lembrou que George contou sobre a origem dos gnomos da capa de All things must pass, além de associá-los a um certo quarteto de Liverpool. “Originalmente, quando tiramos a foto eu tinha esses gnomos bávaros antigos, que eu pensei em colocar ali tipo… John, Paul, George e Ringo”, disse. “Gnomos são muito populares na Europa. E esses gnomos foram feitos por volta de 1860”.

A ironia estava em alta: George tambem disse que se começasse um movimento como o Live Aid ajudaria… Bob Geldof (!)., o criador do evento. Perguntado sobre se Paul McCartney ainda o irritava, contemporizou: “Não examine um amigo com uma lupa microscópica: você conhece seus defeitos. Então deixe suas fraquezas passarem. Provérbio vitoriano antigo”, disse. “Tenho certeza de que há coisas suficientes em mim que o irritam, mas acho que já crescemos o suficiente para perceber que nós dois somos muito fofos!”. Um / uma fã perguntou sobre o que ele achava da nominação de Eminem para o Grammy. “O que é Eminem?”, perguntou. “É uma marca de chocolates ou algo assim?”.

Bom, no papo do MSN um fã abusou da ingenuidade e perguntou se o próprio George era o webmaster de si próprio. “Eu não sou técnico. Mas conversei com o pessoal da Radical Media. Eles vieram à minha casa e instalaram os computadores. Os técnicos fizeram tudo e eu fiquei pensando em ideias. Eu não tinha noção do que era um site e ainda não entendo o conceito. Eu queria ver pessoas pequenas se cutucando com gravetos, tipo no Monty Python”, disse.

Pra ler tudo e matar as saudades do beatle (cuja saída de cena também faz 25 anos em 2026), só ir aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

Mais Pop Fantasma Documento aqui.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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