Cultura Pop
Os gritos do “verdadeiro” Pé Grande, num country bizarro de 1970

Se no Brasil temos o Saci Pererê e a Mula Sem Cabeça, nos Estados Unidos eles têm o… Pé Grande. O monstro enorme, que pelas descrições de quem “viu” pareceria mais com um gorilão desajeitado, teve sua história contada pelo jornal Lewis County Tribune. Apesar de a história ter se popularizado na floresta da Califórnia, a origem da lenda remonta a uma cidade chamada Toledo, em Washington, e veio de uma piada de madeireiros locais, que esculpiram a canivete pés enormes de madeira, só para pregar peças nos amigos.
A piada poderia ficar restrita à região do Monte Santa Helena (vulcão no condado de Skamania, em Washington), até que Ray Wallace, um sujeito que trabalhava no Humboldt County, no norte da Califórnia, estava procurando uma maneira de proteger seu equipamento de trabalho da ação de vândalos, lá por 1958. O cara decidiu pedir a um amigo que fizesse pés enormes, e passou a fazer pegadas perto do local em que seu equipamento ficava.
Sei lá se o cara conseguiu botar medo em alguém com essa história, mas o fato é que alguém viu as pegadas, fez moldes de gesso e avisou à imprensa – que passou a reproduzir a história do monstro. As pegadas se multiplicaram e o Pé Grande virou lenda, até porque pessoas que iam visitar Ray saíam de lá com “Pés Grandes” de madeira e espalhavam as pegadas.
>>> Veja também no POP FANTASMA: O filho do ditador fascista que virou músico de jazz
Aliás, Ray Wallace costumava ser descrito pelos filhos como um pregador de peças em potencial e um grande gozador. “Aqueles caras não tinham televisão naquela época, então eles faziam sua própria diversão. Eles não estavam machucando ninguém. Eles estavam se divertindo e rindo. Ainda estamos rindo”, disse o filho Mike.

Bom, Ray era tão gozador e estava tão interessado em espalhar a lenda que foi um dos produtores de um… disco do Pé Grande. Ou melhor, de um disco assinado por um cantor obscuro chamado Don Jones (o Discogs só registra esse lançamento em sua discografia). Bigfoot (Northwest’s abominable snowman) saiu em 1971 por um selinho de Nashville chamado Panorama, e que teoricamente traria os gritos do próprio bípede. Bigfoot, a primeira faixa, saiu também em single.
>>> Veja também no POP FANTASMA: Tanga: o único filme de Henfil
O lado “Pé Grande” do disco se resume ao lado A, já que no B, Don Jones mostra toda a sua categoria de intérprete e relê até Unchained melody, sucesso dos Righteous Brothers. Na época do disco, segundo o Lewis Country Tribune, Wallace tinha até convocado amigos para fazer filmes com a história do Pé Grande. E havia muita gente que tinha escutado falar da lenda e produziu seus próprios “pés” de madeira.
>>> Saiba como apoiar o POP FANTASMA aqui. O site é independente e financiado pelos leitores, e dá acesso gratuito a todos os textos e podcasts. Você define a quantia, mas sugerimos R$ 10 por mês.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.
Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.
Mais Pop Fantasma Documento aqui.








































