Cultura Pop
Aquela vez que Paul McCartney fumou maconha com Fela Kuti e quase desmaiou

Mr. Catra teve três mulheres e pregava, em várias entrevistas (como nos papos que teve com Silvio Essinger para o livro Batidão) a liberação da maconha. Agora corta para Fela Kuti. O rei do afrobeat casou-se com 27 mulheres de uma só vez e, quem privava de sua intimidade, dizia que ele passava os dias fumando baseados do tamanho de emissários submarinos. E assustava amigos com a alta potência da maconha egípcia que fumava.
Kuti também desenvolveu uma amizade que durou vários anos com Ginger Baker, ex-baterista do Cream. O supermúsico mudou-se para a Nigéria após uma peregrinação pela África – que gerou o documentário Ginger Baker in Africa – e passou a tocar com Fela em vários projetos. O bromance durou até o nigeriano se emputecer com a paixão do baterista ruivo por esportes “burgueses” como polo a cavalo.
Quem acabou sendo, digamos, forçado a manter contato com Kuti foi ninguém menos que Paul McCartney, em 1973. O ex-beatle encasquetou que queria gravar Band on the run, disco dos Wings, em Lagos, capital da Nigéria, acreditando que se tratava de um balneário maravilhoso e desconhecendo por completo os problemas pelos quais o país passava. A Nigéria vivia uma maré de violência, estava sob ditadura militar, etc. Para piorar, logo ao chegar ao local, Paul abriu os jornais e viu Fela reclamando que o ex-beatle ia para lá roubar a música do homem negro.
Paul recentemente bateu um papo com Marc Maron para o podcast WTF e, além de várias lembranças dos Beatles, falou bastante sobe Fela Kuti. Lembrou que convidou o músico para ir ao estúdio da EMI em Lagos (“na época era comum que artistas gravassem em estúdios incomuns”, relata) ouvir as gravações e verificar que os Wings não estavam fazendo um disco de afrobeat. Acabou detonado por causa da maconha ultrahipersuperuberextra forte do nigeriano. As declarações de Paul (é tudo em inglês) estão aqui, por volta dos 50 minutos.
“(Fela) apareceu por lá com suas 30 esposas e um monte de ganja. Ele era como um gato selvagem, ele tinha até uma garrafa de uísque na qual marinava um quilo de maconha. Isso dentro do uísque! Ficamos camaradas, ele entendeu que eu não estava lá para roubar a música africana”, contou Paul no papo.
Ginger Baker, que àquelas alturas já tinha montado um estúdio no país e era brother de Fela, apareceu lá e foi todo o mundo se divertir num clube localizado numa cidade próxima de Lagos, o Afrika Shrine. Paul (que já tinha dito um: “Beleza, mas não vou fumar maconha”) lembra que um amigo de Fela apareceu com um maço de cigarros Rothmans cheio de baseados e ofereceu para a turma. Paul soltou um “não, valeu”, mas depois mudou de ideia. Deu nisso aí.
“Cara, eu fiquei MUITO doidão. Foi mais forte do que qualquer coisa que eu já experimentei, não sei se havia algo a mais naquele baseado. Mas no fim, foi uma noite legal”.
https://www.youtube.com/watch?v=E4Jnl4jERqE
Com infos de Okay Africa.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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