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Desenho animado

“O velho e o mar” em um desenho animado feito com pintura em vidro

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Tem um texto bem legal na Revista Cult falando tudo a respeito de O velho e o mar, livro que representou a volta do escritor Ernest Hemingway, doze anos após publicar seu último sucesso, Por que os sinos dobram (1940). Morando em Cuba e meio afastado da literatura, ele havia publicado em 1950 Na outra margem, entre as árvores, cuja recepção fria o deixou bastante magoado.

Publicado no dia 1º de setembro de 1952, O velho e o mar já saiu com o objetivo de se tornar a obra-prima do escritor, e não deixou por menos. Ganhou o prêmio Pulitzer (depois, Hemingway ganharia o Nobel), virou “o” livro do qual quase todo mundo se recorda quando fala do autor, e deu início a uma longa temporada de interpretações a respeito da história do pescador cubano Santiago, que após vários dias sem pescar nada, consegue pegar um marlim de quase 700 quilos. Luta com o peixe, consegue levá-lo, e ao chegar em terra firme, descobre que ele foi devorado.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Fizeram um desenho animado (muito legal!) sobre o Barão de Munchausen em 1984

Como uma excelente introdução ao livro, tem um curta-metragem em desenho animado que ganhou um Oscar em 2000 (na categoria de curta de animação), dirigido pelo animador russo Aleksander Petrov – em colaboração com estúdios canadenses, russos e japoneses. O filme traz imagens de Santiago na infância, sua luta com o marlim, o tédio do dia a dia no mar, e tudo o que mais você puder imaginar em relação ao livro. E um detalhe bem interessante é que ele foi feito por Petrov e sua equipe com pinturas à mão em mais de 29.000 molduras em vidro usando óleos de secagem lenta. A tinta era movida com os dedos para capturar o movimento. A trabalheira de Petrov, de seu filho (que trabalhou com ele) e da equipe foi enorme, já que tudo começou em 1997 e encerrou-se em 1999.

Pega aí.

Via Open Culture.

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Ricardo Schott é jornalista, radialista, editor e principal colaborador do POP FANTASMA.

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Desenho animado

Asparagus: desenho animado alucinante de Suzan Pitt

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Um dos blogs que a gente mais gosta no mundo, o Messy Nessy Chic, publicou em sua seção de “coisas que achamos na internet” algumas imagens do desenho animado Asparagus, da animadora americana Suzan Pitt.

Fomos atrás para descobrir qual era a desse desenho e descobrimos uma maravilha sexy-psicológica-surrealista de dezoito minutos que está no YouTube (e que, como tudo que está no YouTube, como foi o caso do filme Som alucinante, pode desaparecer de uma hora pra outra, então pegue logo).

Suzan (1943-2019), que era originalmente pintora, tinha nove anos de  trabalho como animadora quando lançou Asparagus. O filme foi lançado em 1979 como parte de uma instalação artística Whitney Museum of American Art, que incluiu o cenário do filme. Uma matéria no site Hyperallergic lembra que Asparagus estreou como abertura de uma exibição do desconcertante Eraserhead, de David Lynch. Também recorda que a cultura mexicana e a iconografia católica exerceram uma enorme influência no trabalho dela.

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Cultura Pop

Miles Davis: entrevista em desenho animado

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Miles Davis: entrevista em desenho animado

Miles Davis era um gênio e sabia disso. Bom, foi o que ele deixou bastante claro numa entrevista que deu ao jornalista Ben Sidran, falando sobre sua paixão pelo desenho (ele adorava desenhar e inclusive fez uns desenhos durante a entrevista), sobre sua amizade com Dizzy Gillespie e sobre o fato de música representar tudo em sua vida. “Eu estaria morto se não conseguisse criar”, disse o jazzista. “Não haveria nada pelo qual eu quisesse viver. É meio egoísta, mas gênios são egoístas”.

E, bom, o canal Jazz at Lincoln Center transformou o bate-papo em desenho animado, há uns quatro anos. Ficou bem legal.

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Cinema

Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

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Pinóquio no Espaço Sideral: sim, isso existe

Pinóquio, a animação da Disney, foi feito em 1940. O que ninguém esperava era que a animação com a corrida espacial dos anos 1960 ajudasse no surgimento de uma versão interestelar da história moralista do boneco de madeira que queria ser gente, mas não conseguia vencer as tentações ao longo do caminho.

Pois é: em 1965 um diretor e roteirista americano chamado Fred Ladd foi contratado para reformatar e ajudar a lançar nos EUA uma animação belga chamada… Pinóquio no espaço sideral. Dirigido por Ray Gosseens, o filme era uma produção do editor da história em quadrinhos do Tintim (o belga Raymond Leblanc) e do cofundador da Filmation, a empresa que fez o desenho animado Archie Show (Norm Prescott) e a série da Poderosa Isis.

A novidade é que jogaram o desenho animado no YouTube.

A adaptação da história é uma continuação das aventuras nas quais o personagem já havia se envolvido. Pinóquio já havia virado uma criança e, como castigo por ter mentido, desobedecido e feito umas coisas erradas, tinha voltado a ser um boneco de madeira (e sonhava em voltar a ser um menino).

O garoto frequentava a escola, vivia com o pai (o carpinteiro Gepeto, que passava por uma baita crise financeira). Mas cai de novo numas tentações aí da rua, e acaba indo parar numa aventura espacial, ao lado de uma tartaruga alien, enviada por seu governo para investigar um aumento incomum de radiação em Marte. No desenho, a dupla enfrenta uma baleia gigante e répteis enormes – tudo para assustar seus filhos. Quem vir o filme vai ser poupado do chato Grilo Falante, que não surge no desenho animado, mas numa determinada hora Pinóquio conta umas mentiras e o nariz dele cresce. Igualzinho à história original.

 

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