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Cinema

Trilha de O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel em cincos LPs coloridos

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Para quem é fã de O Senhor dos Anéis, vão aí uma notícia ruim e uma boa. A ruim é que você será obrigado a tirar o escorpião do bolso e a gastar US$ 119 no dia 6 de abril. A boa é que isso vai rolar porque vai sair nesta data o relançamento em vinil da trilha sonora de O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, em edição especial com cinco discos coloridos. Na Amazon, já tem o link da pré-venda.

Olha a caixa aí.

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Cinema

Tem um documentário sobre o show dos Cramps no Napa Mental Hospital

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Tem um documentário sobre o show dos Cramps no Napa Mental Hospital

Se você não fazia a mínima ideia, o famoso “show dos Cramps no Napa State Mental Hospital” não teve só eles – a banda punk The Mutants, de San Francisco, também tocou lá. Howie Klein, uma figura da cena punk de San Francisco que escrevia para zines locais, tinha prometido ao novo diretor do hospital, Bart Swain, enviar uma banda new wave para tocar lá, já que Swain estava agendando shows para os internos, numa de animar as coisas no hospital.

Klein enviou Cramps e Mutants para o show (ocorrido em 13 de junho de 1978). Swain, quando viu a zona armada. chegou a se desesperar achando que seria posto na rua. Afinal os dois grupos estavam bem distantes do estereótipo tranquilo de banda new wave, e tinham um comportamento bem mais anárquico e que-se-foda.

Só que os internos do hospício adoraram os dois shows, e a apresentação em dupla marcou época. Muito mais pelo fato de o show dos Cramps, importados de Nova York e da cena do CBGB’S para o palquinho do Napa, ter sido gravado e lançado em VHS nos anos 1980. O lançamento foi feito por uma empresa chamada Target Video, especializada em cruas apresentações punk de má qualidade. A Target chegou a viajar pelos EUA mostrando os vídeos – entre eles o dos Cramps.

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Vale citar que o shows das duas bandas no Napa teve um público formado apenas pelos internos, que eram bem poucos. Mas a interação entre eles e os Cramps marcou época por poder ser assistida em vídeo. Lux Interior, vocalista, abria o show berrando que “alguém me disse que vocês são loucos, mas não tenho tanta certeza disso. Vocês parecem normais para mim”. Internos começam a subir no palco, a dançar com a banda (literalmente: Lux puxa uma garota internada para dançar) e a berrar no microfone. Quem viu de perto, ou pelo menos “viu em vídeo”, sabe: chega uma hora em que é difícil saber quem era dos Cramps e quem estava internado lá.

Isso tudo você fica sabendo no documentário We were there to be there, dirigido por Jason Willis e Mike Plante, que está no Vimeo – em inglês, mas tem pelo menos legendas automáticas no idioma britânico. O filme começa detalhando o quanto forças antagônicas concorriam na San Francisco do fim dos anos 1970, começo dos 1980. Havia um puta conservadorismo rolando, com o ex-governador da Califórnia Ronald Reagan disputando as eleições presidenciais, após ter cortado os serviços sociais locais.

>>> Veja também no POP FANTASMA: As oitenta edições do fantástico zine Punk Planet estão na web

Muita força para um lado cria força igual no extremo oposto: a região, que já fora uma meca hippie e contracultural, era naquele momento repleta de artistas experimentais, bandas punk e shows dados em bibocas. Ou mesmo em espaços pouco usuais. Os Mutants tocaram em 1978 numa escola para crianças surdas em Oakland, Califórnia, com direito a tradutor de linguagem de sinais. E também se apresentaram no assustador People’s Temple, onde o pastor Jim Jones levou vários jovens a cometer suicídio. Na cidade, havia também um programa em TV a cabo só dedicado às bandas punk (no San Francisco Cable Channel).

Confira tudo aí. E alegre-se em ver o lado social que esse show acabou tendo, não apenas para os internos, como para as bandas: ninguém esqueceu os Cramps.

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Aliás, não foram só os Cramps e os Mutants que tocaram no hospital. Uma banda da Bay Area chamada Irish Newsboys – formada basicamente por jornalistas e músicos da antiga, que tocam música irlandesa – tocou no hospital em março de 2014. Um dos músicos do grupo era ninguém menos que Barry Melton (guitarra), que tocava nos anos 1960 na banda de Country Joe & The Fish e se apresentou no último dia do Festival de Woodstock. Leia mais sobre isso aqui, num texto antiguinho do POP FANTASMA (com mais infos sobre o show dos Cramps).

Via Open Culture

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Cinema

Jogaram “Vida sobre rodas”, doc sobre skate no Brasil, no YouTube

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Jogaram "Vida sobre rodas", doc sobre skate no Brasil, no YouTube

Até tirarem do ar (ou melhor, da web), Vida sobre rodas, documentário sobre a história do skate no Brasil, está no YouTube. Filmado a partir de 2004 e lançado em 2010, dirigido por Daniel Baccaro, o filme é um entretenimento bem interessante não apenas para skatistas como também para quem passou a amar o esporte desde este fim de semana. Conta a história do esporte desde o fim dos anos 1970, focando nas pistas de São Paulo, e dando especial atenção à movimentação dos anos 1980, quando o tema “skate” surgiu direto nas páginas dos jornais – por razões não apenas esportivas, como também comportamentais e policiais.

O professor e colunista Hugo Fernandes deu uma resumida no tema a partir de uma thread no Twitter, onde lembra que a partir de um determinado momento nos anos 1980, a prefeitura de São Paulo funcionava justamente no Parque do Ibirapuera, sempre frequentado por skatistas. Na época, o esporte ainda era marginalizado e confundido com baderna – e o prefeito da cidade, Jânio Quadros, achava exatamente isso de quem praticava skate.

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>>> Veja também no POP FANTASMA: Sneakers & Lace: os Beach Boys do skate (!)

Jânio mandou apreender uns skates no parque, em 1986, e após dois anos de briga pra lá e pra cá, o ex-presidente mandou proibir o skate no parque. Após um protesto de skatistas (cujas imagens aparecem no filme), o skate acabou proibido nas ruas da cidade toda, por ordens do prefeito. Jânio foi visto apreendendo skates de adolescentes aos gritos de “dê-me esse skate”, o que é mais ridículo ainda.

Além dos protestos, os skatistas reagiram ocupando espaços privados – já que os espaços públicos estavam proibidos. Um megacampeonato na Fundação Casper Líbero aconteceu em 1988, por exemplo. O esporte acabou liberado nas ruas da cidade só em 1989, quando Luiza Erundina assumiu a prefeitura, prometendo melhoras as condições da prática do skate em São Paulo.

>>> Veja também no POP FANTASMA: Patife Band e Voluntários da Pátria em vídeo clássico de skate, Shackle Me Not

Vida sobre rodas tem ainda imagens do primeiro programa dedicado apenas ao skate na televisão brasileira, Grito da rua (TV Gazeta) com direito a cobertura de campeonatos e dos próprios protestos dos skatistas. O filme traz pouca coisa sobre a música da época, embora tenha hits básicos do skate na trilha sonora, como Flowers by the door (TSOL) e Anarquia oi (Garotos Podres). É um documento até mais completo sobre o esporte e sobre o aspecto quando-tudo-era mato, do que sobre comportamento ou música. Nos anos 1980, praticantes mal tinham onde observar skatistas profissionais em ação – a não ser quando algum amigo conseguia uma fita VHS com manobras. O localismo do esporte (as turmas, as rusgas entre galeras, etc) também está no filme.

Pega aí.

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Cinema

O filme nunca lançado de Jean Claude Van Damme

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O filme nunca lançado de Jean Claude Van Damme

Lembra de Chatô, aquele filme do Guilherme Fontes que pelos mais variados motivos levou vinte anos para ver a luz do dia? Pois é, pelo visto ele fez escola, pois tem mais gente por aí sem conseguir concluir suas obras, e não se trata de qualquer um. Jean-Claude Van Damme dirigiu, escreveu o roteiro e estrelou Frenchy em 2009 e, desde então, tem tido problemas para lançá-lo.

Aliás, convém ressaltar que Frenchy é o nome provisório desde 2020. Antes disso ele já foi anunciado como Eagle path, Full love e Soldiers. Em 2011 a Amazon do Reino Unido chegou a fazer uma pré venda do DVD, porém a data oficial de lançamento foi sendo postergada diversas vezes e, em 2013, cancelaram o lançamento de vez.

“Mas afinal do que se trata esse filme? E por que essa demora?”, você deve estar se perguntando. Honestamente, eu adoraria ter a resposta para esse primeiro questionamento, mas é complicado porque há pouca informação sobre ele na internet. E o próprio Van Damme também não ajuda muito, pois raríssimas foram as vezes em que ele falou a respeito de Frenchy em entrevistas.

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Ao que tudo indica, a história é sobre um motorista de taxi (o próprio Van Damme) que vive num país da Ásia. E numa noite dessas, conhece uma mulher muito bonita e rica (interpretada pela espanhola Claudia Bassols), se apaixona por ela e resolve fazer de tudo (mesmo que não seja algo dentro da lei) para ascender socialmente e ser notado por ela… Quer dizer, ao menos era assim a sinopse original! O filme já sofreu tantas modificações desde 2009 que fica difícil saber o quanto dele ainda restará no corte final!

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Apenas algumas dezenas de pessoas (aparentemente não tão) afortunadas conseguiram assisti-lo, pois ele só foi exibido oficialmente três vezes. A primeira foi em 2010 no badalado festival de Cannes. Van Damme pediu para passar Eagle path (título usado na época) para críticos de cinema e distribuidores, na esperança que alguém fosse se interessar em lançá-lo mundialmente. Mas a resposta foi a pior possível: a crítica desceu o malho e, claro, ninguém quis investir nessa canoa furada. O que nos leva à segunda pergunta, sobre o porquê da demora.

Van Damme investiu US$ 5 milhões em sua menina dos olhos. Mas, assustado com o fracasso iminente, gastou mais US$ 3 milhões rodando cenas adicionais na Bulgária, colocou mais ação (uma das maiores reclamações que fizeram a respeito de Eagle path) e correu para sala de edição. Rola um boato por aí que justamente por estar trabalhando quase que obcecadamente para salvar seu projeto, ele recusou um papel no primeiro filme da série Os mercenários.

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Em 2012, o filme foi anunciado novamente, já rebatizado como Soldiers, mas quando tudo parecia caminhar para um final feliz, Van Damme mais uma vez demonstrou insatisfação com o resultado e voltou à sala de edição. O motivo, dizem, teria sido porque ele ficou descontente com as cenas de ação adicionais, pois sua ideia inicial era fazer um trabalho mais sério e dramático. Por isso, resolveu começar tudo outra vez. Essa versão nunca viu a luz do dia e só Deus (além do astro belga, claro) sabe como ficou…

Já em 2014, rebatizado novamente, dessa vez como Full love, o belga conseguiu exibi-lo no Festival de Cinema de Shanghai, um dos mais badalados da Ásia, ainda que fora da competição. E, mais uma vez, a resposta fria da crítica e do público desanimou o astro. Mas ainda assim ele não se deu por vencido: Em 2018 lá estava ele de novo em Cannes com seu Full love para tentar atrair distribuidores e, de novo, ninguém deu a mínima…

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Adivinhem então o que ele resolveu fazer? Acertou quem disse “voltar para a mesa de edição pela trocentésima vez”! Em 2020, re-remontado (e inclusive redublado em algumas cenas para fazer ajustes no roteiro), Frenchy foi anunciado para o final de 2021. Embora até a presente data, não não tenha nenhuma distribuidora interessada em lançá-lo… Vamos ver se agora vai, né?

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Se você ficou curioso, sinto te informar, mas o YouTube não tem muita coisa também. Tem um video de 2010 com ele conversando com a plateia em Cannes antes da exibição de Eagle path, porém sem nenhuma cena.

Tem um trailer também, mas com uma montagem confusa (edição não é o forte do nosso amigo belga pelo visto) que não esclarece muita coisa. Sem contar que, como eu disse antes, com tantas alterações que o filme sofreu, fica difícil mesmo saber se ele ainda representa o trabalho final.

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