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Parque da São canta a “estranha nostalgia de um videogame de futebol” em “FIFA 06”

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Parque da São - Foto: Antonia Muricy Leite / Divulgação

RESUMO: Sai outtake do disco de estreia do duo carioca Parque da São: FIFA 06 fala da “estranha nostalgia de um videogame de futebol” em clima quase no wave.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Antonia Muricy Leite / Divulgação

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O extremamente experimental álbum de estreia do duo carioca Parque da São, Ideograma – resenhado pela gente quando saiu – acaba de render um outtake. FIFA 06, jogado nas plataformas pela dupla e pelo selo Seloki Records, é uma faixa descartada do álbum, uma espécie de fantasia que “revisita a estranha nostalgia de um videogame de futebol através de uma lente lúdica, fragmentada e ligeiramente surreal” – evidentemente com referência ao game Fifa 06, para Playstation.

Na música, Clarissa Cosenza e Arthur Bittencourt fazem os vocais e recordam como era disputar partidas do game com os amigos. “2003 / jogando o futebol do mês / fiquei nervoso e quis tocar / alguém pior vai me salvar / Pedro se chutar é gol!”. Além deles (com Arthur responsabilizando-se também por composição, guitarra e baixo), tocam Julio Santa Cecília (synth, produção) e Arthur Martau (bateria).; O resultado é uma faixa com uma formatação maior de rock, só que bem experimental e ruidosa, quase no wave, com guitarras distorcidas no talo – e um segunda parte em clima shoegaze.

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E o Soundgarden, que se reuniu mais uma vez em Seattle com Taylor Momsen nos vocais?

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RESUMO: Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron voltaram a tocar como Soundgarden, com Taylor Momsen nos vocais e Mike McCready na guitarra, em show no intervalo de uma partida da NFL.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Aparentemente o Soundgarden voltou mesmo, só não avisou a ninguém. A banda de Seattle voltou a se apresentar com Taylor Momsen, cantora do Pretty Reckless, nos vocais nesta quarta-feira (9), em uma ocasião especial no Lumen Field, em Seattle – foi durante o intervalo da partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots, pela NFL.

Kim Thayil, Ben Shepherd e Matt Cameron, os três da formação clássica do Soundgarden, tocaram no show, que ainda teve participação especial de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam. Essa turma tocou Outshined e Spoonman, clássico do grupo (presentes, respectivamente, nos álbuns Badmotorfinger, de 1991, e Superunknown, de 1994.

Não foi a primeira vez que Taylor Momsen se juntou aos músicos do Soundgarden em momentos importantes. A cantora participou de I am the highway, tributo a Chris Cornell realizado em 2019, interpretou outro hit do Soundgarden (Black hole sun) na homenagem ao baterista dos Foo Fighters, Taylor Hawkins, e esteve ao lado da banda na indução do Soundgarden no Rock & Roll Hall of Fame, em 2025. Vale lembrar que, inclusive, o Pretty Reckless era a banda de abertura na última turnê do grupo, em 2017.

Será que a brincadeira de voltar (com Taylor nos vocais) vai ficar séria? No que depender de Taylor, ela está em terreno conhecido. “A obra de Chris Cornell fala comigo de uma maneira que nada mais consegue. Quando algo toca você dessa forma, é difícil explicar exatamente o porquê. Existe simplesmente uma conexão, é como se a música se comunicasse em um nível tão profundo que parece fazer parte de quem você é. Já ouvi o trabalho solo dele e o Soundgarden inúmeras vezes, mas, a cada audição, eles despertam algo diferente em mim”, chegou a dizer ao NME há alguns meses.

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Nóis’Y Vendel inventa o “rock baiônico” falando de assombrações em single novo

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Nóis'Y Vendel inventa o “rock baiônico” falando de assombrações em single novo

RESUMO: O cearense Nóis’Y Vendel mistura baião, stoner rock e lembranças de Zé Ramalho e Raul Seixas no single duplo O carroceiro fantasma, inspirado pelo imaginário nordestino.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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Já ouviu falar do rock baiônico? Filho tanto do stoner quanto de Zé Ramalho – e de Raul Seixas, claro – o estilo é levado adiante pelo artista cearense Nóis’Y Vendel, que acaba de lançar o single duplo O carroceiro fantasma, e tenta unir os contos sombrios do rock com as histórias nordestinas de assombrações.

“A ideia é combinar elementos do baião com uma sonoridade marcada por ambiências densas, baixos profundos, percussões tradicionais e camadas vocais que reforçam o caráter dramático das narrativas”, conta Nóis’Y Vendel no texto de lançamento. O single tem as músicas O carroceiro fantasma e A Carolina vai voar, carregada de climas sombrios, mas em tom meio raulseixista, meio sabbathiano.

As duas músicas, conta ele, têm como inspirações a religiosidade popular, a literatura de cordel e o imaginário das histórias de terror contadas à noite numa roda (e que passam de avô pra neto / neta). “Em vez de tratar o sobrenatural como espetáculo, as composições o apresentam como parte da memória coletiva e da paisagem cultural do interior brasileiro”, diz o texto.

Aliás, A Carolina vai voar foi inspirada pelo curta-metragem Revoada, dirigido pelo cineasta pernambucano Alex Guterres. O filme ainda vai ser lançado. O carroceiro, por sua vez, é uma figura lendária que “percorre estradas esquecidas conduzindo almas errantes”, como diz Nóis’Y Vendel.

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The War On Drugs volta com “Who’s that”, música escrita “em dez minutos”

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The War On Drugs volta com “Who’s that”, primeira música inédita em quatro anos

RESUMO: Adam Granduciel escreveu e produziu sozinho Who’s that, nova faixa do The War On Drugs. O grupo não lança um disco de estúdio desde 2021 – ainda não se sabe se a faixa vai render um álbum.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single

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Who’s that foi escrita em 10 minutos, em algum momento entre o primeiro café e a hora de deixar as crianças na escola”, diz Adam Granduciel, criador da banda The War On Drugs, e aparentemente um sujeito madrugador e pai zeloso, sobre a nova música de seu grupo – a primeira em cinco anos.

“É uma música sobre tentar se amar apesar das coisas que nem sempre podemos controlar, como a ansiedade, a depressão e a insegurança que podem nos impedir de viver a vida plenamente”, continua ele, que na letra, constata que “mantemos o tempo em um plano diferente / onde tudo está sempre mudando” e que “há um leão pendurado nos meus dentes / posso senti-lo, mas não consigo chegar perto / é só a minha depressão, querida”.

Granduciel escreveu e produziu a faixa sozinho. A gravação foi feita no galpão da casa dele em Burbank, Califórnia, e Adam chamou para tocar com ele a turma com a qual ele já trabalha no War On Drugs: Dave Hartley (baixo), Robbie Bennett (teclados), Anthony LaMarca (bateria, guitarra), Jon Natchez (órgão, saxofone) e Eliza Hardy-Jones (vocais). A mixagem ficou a cargo de Jonathan Low (The National, Taylor Swift), que já havia trabalhado com o TWOD no disco Future weather, de 2010.

O que todo mundo quer saber é: vai ter disco novo do The War On Drugs? Nenhuma informação sobre isso até o momento. O último lançamento de estúdio da banda foi I don’t live here anymore (2021), que encerrou o contrato com a Atlantic – teve ainda o ao vivo Live drugs again, de 2024. Em compensação, a nova música já tem até clipe, dirigido por Max Flick. Olha aí.

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