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Azul Marine transforma reconstrução pessoal em “Cura”

RESUMO: Em Cura, Azul Marine transforma uma experiência de sofrimento psíquico em canção sobre destruição e renascimento, misturando funk e gospel em meio ao Setembro Amarelo.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Isadora Tricerri / Divulgação
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Em meio ao Setembro Amarelo, Azul Marine lança Cura, single que transforma em música um período de profundo sofrimento psíquico e o processo de reconstrução que veio depois. A faixa, lançada em 4 de setembro, parte de uma experiência pessoal em que chegou perto de desistir da própria vida, para falar sobre identidade, destruição e renascimento.
A história começou a ser apresentada em Torre, single anterior inspirado pela internação psiquiátrica de Azul Marine. Se aquela música está ligada ao momento do colapso, Cura olha para o período seguinte: a tentativa de reconstruir a própria identidade e encontrar uma maneira mais autêntica de existir. Nesse percurso, a criação artística aparece como uma forma de elaborar experiências que chegaram a colocar sua vida em risco.
Composta em 2021, Cura foi pensada como uma espécie de baile do fim do mundo. A música trabalha com a ideia de que, para alguma coisa nascer, outra precisa ser destruída. A narrativa aproxima morte e nascimento, crueldade e compaixão, tendo como figura central uma divindade matriarcal associada tanto à destruição quanto à criação.
“Muitos acreditam que a salvação vem do divino, enquanto a destruição é vista como uma maldição. Mas a própria natureza mostra que esses processos fazem parte de um mesmo ciclo. Em Cura, tentei criar uma imagem em que esses polos, aparentemente opostos, se tornam a força motriz um do outro. É preciso destruir uma personalidade que já não nos serve para que outra possa nascer”, explica Azul Marine.
A ideia de dualidade aparece também na sonoridade. Produzida por Dalmas, Cura aproxima funk e gospel e tem entre suas referências Glamurosa, de MC Marcinho, Two weeks, de FKA Twigs, e Mary, don’t you weep, na versão de Aretha Franklin. É também a única faixa do próximo EP cujo beat original foi criado pelo próprio Azul Marine.
A escolha de lançar a música durante o Setembro Amarelo reforça seu tema, mas Cura não tenta transformar uma experiência de sofrimento psíquico em uma história de respostas fáceis. A faixa registra um momento limite e o processo, ainda em andamento, de reconstrução.
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Cherokee Dreams transforma imperfeição em psicodelia e no wave, tudo junto

RESUMO: No projeto Cherokee Dreams, o baterista Joshua Lynchard mistura lo-fi, ruído de guitarra, baixo circular, psicodelia e no wave em canções marcadas pela imperfeição.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Vindo de Florence, Alabama, o músico Joshua Lycnhard se define como um baterista que toca em várias bandas (The Invisible Teardrops, The Dismals, Nightmare Boyzzz, por exemplo), e sempre “um pouco rápido demais com tempos instáveis”. Sozinho, ele mantém seu projeto Cherokee Dreams e faz uma fusão de ritmos e texturas, com gravação lo-fi, ruídos de guitarra, baixo circular e clima próximo de uma fusão de psicodelia e no wave.
“Cherokee Dreams é a versão de Joshua que se entrega completamente a essa imperfeição suada. Em suas próprias palavras, sempre unidos por sal e sempre com um timing ruim”, conta Joshua que, na real, daria um ótimo batera para Lydia Lunch e para o PiL na fase Metal box (1979). No momento, ele divulga um single duplo chamado Too, com as faixas Dhoop dawg e Desire palth. Mas vem mais por aí, já que ele anuncia pra breve o álbum Breathes corporate thunder, que vai sair em fita K7.
“O nome do disco soa menos como um título e mais como uma sirene de alerta percorrendo um amplificador quebrado”, conta ele, que explica um pouco de sua filosofia musical. “Por trás da estética focada no ruído, reside uma filosofia real: a de que a honestidade emocional vive em notas Sol ligeiramente agudas e tempos flutuantes. Que a mídia física é tanto rebeldia quanto uma tábua de salvação para artistas em turnê. E que um bom dia de trabalho braçal em contato com a natureza traz a criatividade à tona de uma forma que o tempo livre ilimitado jamais conseguirá”, diz.
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Katy da Voz e As Abusadas falam da tour recente pela Europa em novo single

RESUMO: Katy da Voz e as Abusadas falam de situações inusitadas durante turnê pela Europa em novo single, Frankfurt – sempre usando o deboche como arma.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação
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Imagina você estar em turnê pela Europa, com shows marcados na Alemanha e ser impedida de entrar no país? Aconteceu com Katy da Voz e As Abusadas, que contam a experiência em clima de dance-punk no novo single, Frankfurt. A música já indica o caminho de um novo álbum e foi escrita por Katy da Voz, Number Teddie, Palladino Proibida e Rodrigo Gorky, com produção de Gorky e PZZS.
A música não nasceu com a intenção de ser o primeiro single do novo trabalho. A decisão mudou durante a própria viagem, quando as experiências vividas pelo trio inspiraram uma faixa que também apresenta a direção do próximo álbum – ela tem uma sonoridade mais atual e pesada, quase roqueira, próxima do dance-punk.
Na letra, Katy narra os acontecimentos mais bizarros da turnê como se fossem áudios de WhatsApp, ou trechos do vlog que ela e As Abusadas fazem no YouTube – o principal fato bizarro: elas foram impedidas de entrar na Alemanha justamente pelo serviço de imigração de Frankfurt, e acabaram perdendo shows lá. Além desse episódio, elas avisam no refrão que as coisas foram beeeem complicadas (“comendo Burger King e vivendo de fast food”, rappeiam).
“Queria contar aquela vivência de uma forma super sarcástica”, revelou Katy, segundo o site Música Instantânea. “Mas, no Brasil, durante o processo de composição, a gente entendeu que tinha que ser tudo uma grande brincadeira, uma sátira. Não queríamos levar aquilo tão a sério porque foi assim que superamos o caos, dando risada”.
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Lemonheads grava single novo com… Almir Sater na viola!

RESUMO: O Lemonheads antecipa Townesville, álbum em tributo a Townes Van Zandt, com Rake, que traz Almir Sater na viola e reforça a conexão de Evan Dando com a música brasileira.
Texto: Ricardo Schott – Foto: Capa do single (Renato Hojda/Divulgação)
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Você esperava algum dia ver uma música Lemonheads feat ALMIR SATER? Se não esperava, essa música já saiu e é Rake, novo single do grupo liderado por Evan Dando – que, como você deve saber, é casado com uma das filhas do do cantor e compositor Renato Teixeira, Antonia Teixeira. Sater toca viola na faixa (via Célula Pop).
A música adianta Townesville, próximo álbum do Lemonheads, previsto para 1 de janeiro de 2027. Um detalhe é que Antonia já foi casada com Rodrigo Sater, irmão de Almir, e tem duas filhas com ele. Bea, filha de Antonia com Rodrigo e enteada de Evan, solta a voz em Tecumseh Valley, uma das faixas do álbum – segundo o próprio Dando chegou a revelar no Xwitter.
Outro detalhe, agora musical: Rake e Tecumseh Valley são músicas de Townes Van Zandt, cantor e compositor norte-americano ligado ao country, e um dos heróis de Evan. O disco é um tributo a ele, e vai sair justamente no trigésimo aniversário de morte de Zandt – saído de cena aos 52 anos por problemas cardíacos, após vários anos de abuso alcoólico.
“Esta faixa tem um significado muito especial para o Evan: uma reflexão atemporal sobre verdade e simplicidade. Com a participação do lendário Almir Sater na viola, a música conecta a composição crua de Townes às ricas texturas acústicas do interior do Brasil”, diz a banda no comunicado oficial.
Tem um clipe da faixa vindo aí, em clima total de “toca Cavalo preto!“. O grupo liberou um trechinho no Instagram.
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