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Cultura Pop

O coisa-ruim em dez músicas, antes de Gene Simmons

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John Lennon

Capa do primeiro disco do Coven

O uso do sinal dos chifres, para indicar um comportamento endiabrado, está em vias de ser patenteado por Gene Simmons, o baixista linguarudo do Kiss. E nem por um cacete foi invenção dele. John Lennon já era visto fazendo o símbolo em fotos nos anos 1960. Em 1969, a banda norte-americana Coven (essa turma estranha da foto acima) já era vista botando o indicador e o mínimo em riste em fotos de divulgação. E uma coisa é certa: esse serzinho que ganha diversos nomes na cultura popular tanto aqui no Brasil como fora do país já faz mais parte da história do rock do que a turma do caminho do bem, e já era cantado por aí bem antes do Kiss gravar o primeiro disco. Olha aí quem – além do Black Sabbath, que não está na lista – já cantou a respeito dele.

THE SONICS – “HE’S WAITIN'” (1966). Essa banda de garagem que existe até hoje (e chegou a dar shows no Brasil) mandava as ex-namoradas infiéis encontrarem-se com o tinhoso nessa música de seu segundo disco.

COVEN – “BLACK SABBATH” (1969). Jinx Dawson, cantora e “loura sinistra” do grupo americano Coven, não acredita em coincidências. O grupo, que tinha uma música chamada “Black Sabbath” e um baixista chamado Oz Osbourne, lançou seu primeiro disco em 1969, “Witchfracft destroys minds & reaps souls”, pela Mercury. No ano seguinte, a Vertigo, selo da Mercury, lançou (você sabe) o primeiro disco do Black Sabbath. O nome do vocalista era (você também sabe) Ozzy Osbourne. “A imitação é a melhor forma de elogio, mas é desapontador ver que eles não admitiram nunca que nos imitaram”, disse Jinx aqui. A banda existe até hoje, mas na época chocou bem mais que o Sabbath, com discos recolhidos (especialmente após uma matéria da Esquire que relacionava a onda do ocultismo aos crimes da “família” Manson), censuras a shows e gravações bem mais ultrajantes – o primeiro disco encerra com uma missa negra de 13 minutos, “Satanic mass”.

BULBOUS CREATION – “SATAN” (1969). Tem quem compare o som dessa banda de Kansas City diretamente com o do Black Sabbath. O único disco deles, “You won’t remember dying”, saiu em tiragem limitadíssima em 1970, e chegou a ser reeditado em CD por um selo chamado NumeroGroup.

JACULA – “TRIUMPHATUS SAD” (1969). O que se sabe desse grupo italiano é que seu primeiro disco, “In cauda semper stat venenum” provavelmente saiu em 1969, foi ouvido por uma série de bandas de som pesado nesses anos todos e é considerado um antecessor do doom e do black metal. Antonio Bartoccetti, vocalista e guitarrista do grupo, usa o nome Jacula até hoje em lançamentos e shows – em 2011 saiu o terceiro disco, “Pre viam”.

SAM GOPAL – “THE DARK LORD” (1969). Banda-projeto solo do tablista e baterista malaio Sam Gopal, esse grupo deu abrigo a ninguém menos que Lemmy Kilmister, futuro líder do Motorhead. Lemmy era vocalista e guitarrista do grupo e gravou com eles o primeiro LP, “Escalator” (1969), no qual gravaram a sinistra “The dark lord”.

BLACK WIDOW – “COME TO THE SABBAT” (1970). Produzidos pelo empresário do Black Sabbath, Patrick Meeham, esses ingleses eram costumeiramente confundidos com eles – só que eram mais radicais, promovendo “rituais” de magia negra em seus shows para a animação da plateia. “Come…” é uma das melhores músicas do disco de estreia da banda, “Sacrifice” (1970).

https://www.youtube.com/watch?v=lEmALYV72sc

AFFINITY – “THREE SISTERS” (1970). Banda de jazz rock liderada pela cantora Linda Doyle – e lançada na fartura de novidades do selo Vertigo nos anos 1970 – o Affinity ganhou notoriedade por músicas como essa, claramente inspirada no conto de fadas italiano “Como o diabo casou-se com três irmãs”. O único disco do grupo, de 1970, ganhou arranjos de orquestra feitos por John Paul Jones (Led Zeppelin) em uma das faixas.

KRIS KRISTOFFERSON – “TO BEAT THE DEVIL” (1970). Vamos com uma “do contra”: Kris estreou em disco solo com temas que se associavam tanto ao country (estilo que defende) quanto ao gospel – que o levou a ter canções gravadas por Johnny Cash e por Larry Norman. Na música, um cantor das ruas é tentado pelo demônio. “O diabo tenta um homem faminto/Se você não quer se juntar a ele, você tem que combatê-lo”, crê.

PENTAGRAM – “WHEN THE SCREAMS COME” (1973). Projeto levado adiante até hoje pelo músico britânico Bobby Liebling, esse grupo já usava o pentagrama virado de cabeça para baixo bem antes do Venom se atrever a fazer o mesmo. “When the screams come”, lançada só em compacto, já falava de assuntos bizarros como possessão demoníaca antes de Gene Simmons fazer sucesso.

BEDEMON – “CHILD OF DARKNESS” (1973). Vindo da Inglaterra, o Bedemon era uma espécie de ramificação do Pentagram, montada pelo guitarrista Randy Palmer antes de ele entrar para este último – com colaboração do homem-Pentagram, Bobby Liebling. Esse grupo gravou bem pouco – apenas faixas esparsas que foram incluídas num CD em 2005, e nove canções registradas em 2002, pouco antes de Palmer morrer.

Cultura Pop

No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

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Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.

Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)

Ouça a gente preferencialmente no Castbox. Mas estamos também no Mixcloud, no Deezer e no Spotify.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

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No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a "Jagged little pill"

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).

Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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Cultura Pop

No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

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Radiohead no nosso podcast, o Pop Fantasma Documento

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.

E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).

Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.

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