“Qual o cantor mais popular do Brasil? O mais popular mesmo?”. Isso era o que o Fantástico queria saber há quarenta anos. E queria mesmo, a ponto de encomendar uma pesquisa ao Ibope sobre “o brasileiro e a música popular”. A reportagem tem narração de Dirceu Rabello, célebre locutor da Globo, e prossegue numa formalidade que assusta quem está acostumado com Tadeu Schmidt e Poliana Abritta (tem imagens, mas a reportagem poderia ser transmitida como matéria de rádio sem maiores problemas, porque elas são desnecessárias).

No auge da disco music, habitantes de treze cidades brasileiras (ué, só isso?) responderam perguntas sobre cantores e cantoras brasileiros, grupos e cantores estrangeiros, sobre a preferência ou não por música brasileira etc. Os critérios da pesquisa são, pelo menos para os dias de hoje, meio furados. A palavra “cantores” acaba deixando de fora mulheres que já eram grandes vendedoras de discos, como Maria Bethânia e Alcione. Grupos como Fevers e Secos & Molhados (que tinha acabado e voltado) acabam se misturando a artistas solo como Elton John e Sidney Magal no meio do bolo. E adivinhe quem ganhou o primeiro lugar (não é o da foto acima)?