Cultura Pop
Nico lança o disco Desertshore na TV, em 1971

Quando Nico, recém-contratada pela Elektra, viu as vendas de seu segundo disco solo, Marble index, não passarem de mais de mil cópias, foi reclamar com o produtor do álbum – seu ex-colega de Velvet Underground, John Cale. “Você acha possível vender suicídio?”, teria dito Cale. Não era à toa. O que Chelsea girl (1967), seu primeiro disco, tinha de delicado e elaborado (com direito a colaborações exclusivas de Bob Dylan e Jackson Browne), Marble tinha de estranho e perturbador. Se você nunca ouviu, segue aí.
Gravado por uma Nico chumbada de heroína, Marble index foi inteirinho tocado pela cantora num harmônio, o que deu um clima bem, digamos, impressionante para o álbum. “Em alguns momentos, o disco chega a ser feroz”, lembrou Cale num papo sobre o álbum com a Uncut, que segue aqui (em inglês). Por sinal, tem na Netflix o documentário Danny says, sobre o assessor de imprensa enxerido da gravadora Elektra, Danny Fields, que fala um pouco a respeito de Nico, do Velvet Underground e de Marble index. Você já leu sobre esse filme no POP FANTASMA.
Para fazer o disco, Cale colocou na cabeça que precisava fazer duas coisas. Uma delas era separar a voz de Nico dos arranjos de harmônio – que, inicialmente, parecia fora de sintonia com todo o álbum. A outra foi tirar o disco da onda de música influenciada por sons orientais. “Poderia facilmente ter caído nessa e ela teria gostado disso, eu acho. Mas eu não queria fazer isso. A Costa Oeste estava cheia de música assim”, recordou. Já a Elektra não estava rasgando dinheiro, mas topou fazer o disco porque seria um trabalho relativamente rápido e barato. E era encarado como um produto “artístico” pelo presidente da gravadora, Jac Holzman – que achou o disco “difícil” e “ousado”.
O contrato de Nico com a Elektra não durou muito (Holzman culpou o vício em heroína e a dificuldade de Nico em cumprir compromissos). Apesar das dificuldades, logo logo ela estaria na Island lançando mais um disco no mesmo estilo, Desertshore (1970), com produção de Cale e Joe Boyd. Tão desafiador quanto Marble index mas (na medida do possível) um tanto mais acessível, era aberto por uma homenagem de Nico a seu amigo Brian Jones, dos Rolling Stones, morto em 1969: Janitor of lunacy.
E toda essa introdução é pra explicar que subiram pro YouTube um vídeo raro de Nico tocando Janitor of lunacy, em 25 de janeiro de 1971 no Disco 2. Era um programa da BBC exibido entre janeiro de 1970 e julho de 1971, e que foi uma espécie de precursor do Old grey whistle test. No textinho que acompanha o vídeo, tá dizendo que logo após Nico, o Argent – que lançaria em fevereiro o segundo disco, Ring of hands – apareceria no programa, “mas o resto do material da edição está aparentemente perdido”.
Cultura Pop
No nosso podcast, os erros e acertos dos Foo Fighters

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No terceiro e último episódio, o papo é o começo dos Foo Fighters, e o pedaço de história que vai de Foo Fighters (1995, o primeiro disco) até There’s nothing left to lose (o terceirão, de 1999), esticando um pouco até a chegada de Dave Grohl e seus cometas no ano 2000.
Uma história e tanto: você vai conferir a metamorfose de Grohl – de baterista do Nirvana a rockstar e líder de banda -, o entra e sai de integrantes, os grandes acertos e as monumentais cagadas cometidas por uma das maiores bandas da história do rock. Bora conferir mais essa?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: encarte do álbum Foo Fighters). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
(a parte do FF no ano 2000 foi feita com base na pesquisa feita pelo jornalista Renan Guerra, e publicada originalmente por ele neste link)
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Cultura Pop
No nosso podcast, Alanis Morissette da pré-história a “Jagged little pill”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. No segundo e penúltimo episódio desse ano, o papo é um dos maiores sucessos dos anos 1990. Sucesso, aliás, é pouco: há uns 30 anos, pra onde quer que você fosse, jamais escaparia de Alanis Morissette e do seu extremamente popular terceiro disco, Jagged little pill (1995).
Peraí, “terceiro” disco? Sim, porque Jagged era só o segundo ato da carreira de Alanis Morissette. E ainda havia uma pré-história dela, em seu país de origem, o Canadá – em que ela fazia um som beeeem diferente do que a consagrou. Bora conferir essa história?
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: Capa de Jagged little pill). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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Cultura Pop
No nosso podcast, Radiohead do começo até “OK computer”

Você pensava que o Pop Fantasma Documento, nosso podcast, não ia mais voltar? Olha ele aqui de novo, por três edições especiais no fim de 2025 – e ano que vem estamos de volta de vez. Para abrir essa pequena série, escolhemos falar de uma banda que definiu muita coisa nos anos 1990 – aliás, pra uma turma enorme, uma banda que definiu tudo na década. Enfim, de técnicas de gravação a relacionamento com o mercado, nada foi o mesmo depois que o Radiohead apareceu.
E hoje a gente recorda tudo que andava rolando pelo caminho de Thom Yorke, Jonny Greenwood, Colin Greenwood, Ed O’Brien e Phil Selway, do comecinho do Radiohead até a era do definidor terceiro disco do quinteto, OK computer (1997).
Edição, roteiro, narração, pesquisa: Ricardo Schott. Identidade visual: Aline Haluch (foto: reprodução internet). Trilha sonora: Leandro Souto Maior. Vinheta de abertura: Renato Vilarouca. Estamos aqui de quinze em quinze dias, às sextas! Apoie a gente em apoia.se/popfantasma.
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