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Chapterhouse faz show único em SP dia 29; ainda há ingressos

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Chapterhouse

RESUMO: Nome do shoegaze britânico dos anos 1990, o Chapterhouse toca nesta terça (29) no Cine Joia, em São Paulo, com abertura do terraplana. Ainda há ingressos para pista e camarote.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Reprodução

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Só pra lembrar, porque ainda tem ingressos à venda: o Chapterhouse, um dos nomes do shoegaze britânico dos anos 1990, faz apresentação única no Brasil na próxima terça-feira (29), no Cine Joia, em São Paulo. A abertura fica por conta dos curitibanos do terraplana, que apresentam o repertório de Natural, segundo álbum da banda, lançado em março de 2025 pela Balaclava Records. Os últimos ingressos estão à venda pela Ingresse, nos setores Pista e Camarote, e também podem ser comprados sem taxa de conveniência no Takkø Café, na Vila Buarque.

Formado em Reading, na Inglaterra, em 1987, o Chapterhouse surgiu de um grupo de amigos que inicialmente tocava covers dos Stooges e de bandas das coletâneas Pebbles. No começo da trajetória, o grupo se aproximou do Spacemen 3 e passou a desenvolver uma mistura de psicodelia, dream pop e guitarras cada vez mais ruidosas. Depois de alguns EPs, a banda ganhou projeção com Pearl, faixa que combinava paredes de guitarra com uma base rítmica influenciada tanto por John Bonham quanto pelo hip-hop de Schoolly D. A gravação contou ainda com backing vocals de Rachel Goswell, do Slowdive.

Pearl entrou no álbum de estreia, Whirlpool, lançado em 1991 e hoje considerado um dos discos importantes da primeira geração do shoegaze. O trabalho traz também músicas como Breather e Falling down e teve participação de Robin Guthrie, do Cocteau Twins. Em 2026, quando o álbum completa 35 anos, ele aparece na 17ª posição da lista dos melhores discos de shoegaze publicada pela Pitchfork.

O Chapterhouse lançou ainda Blood music, em 1993, disco no qual ampliou o uso de eletrônica e ritmos ligados à dance music. A banda encerrou as atividades em 1995 e voltou aos palcos em 2008 para uma apresentação que deveria ser isolada. A reunião acabou se estendendo, com shows no Reino Unido, Estados Unidos e Japão. Agora, o grupo retorna aos palcos com Stephen Patman (guitarra e voz), Andrew Sheriff (guitarra e voz), Robin Light (guitarra), Ashley Bates (bateria) e Michael Secker (baixo).

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SERVIÇO:
Balaclava apresenta: Chapterhouse (UK) e terraplana em São Paulo
Data: 29 de Setembro de 2026
Local: Cine Joia
Praça Carlos Gomes, 82 – Liberdade
Horários: Portas 19h / terraplana 20h / Chapterhouse 21h30
Classificação etária: 16+ / menores de 16 anos acompanhados dos pais ou responsável legal
Ingressos aqui.

Ponto de venda físico (sem taxa de conveniência):
Takkø Café
R. Maj. Sertório, 553 – Vila Buarque – São Paulo/SP
Horários: Terça à Sexta, das 8h às 17h / Sáb, dom e feriados, das 9h às 18h.
Saiba mais em @takkocafesp no Instagram

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Elephant Run solta seu monstro interior em “Little monster”

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Elephant Run - Foto: Rodrigo Erib / Divulgação

RESUMO: Em Little monster, a banda sueco-brasileira Elephant Run explora impulsos reprimidos em single teatral com clipe de terror que antecipa o álbum Infrared.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Rodrigo Erib / Divulgação

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O pequeno monstro do Elephant Run está cansado de ficar preso dentro de alguém que considera comportado demais. Em Little monster, single da banda sueco-brasileira, é ele quem assume a voz e reclama da pessoa que o mantém escondido. Impulsivo, desinibido e pouco interessado nas regras da convivência, o personagem conduz uma música de origem teatral, que antecipa Infrared, álbum previsto para 2027 pelo selo +um HITS.

A ideia vem de uma composição antiga de Amanda Wahlström Plantin, vocalista e pianista do grupo. Ela tinha vinte e poucos anos quando começou a trabalhar na faixa, então mais próxima do cabaré e inspirada por The trial, aquela orquestral última faixa do disco duplo The wall, do Pink Floyd (1979). Nos ensaios, a música ganhou outros arranjos e uma nova letra. O humor caricato deu lugar a um incômodo mais pessoal: o que fazer com esse lado da gente que quer sair e não liga pra convenções sociais?

“A música de hoje é completamente diferente daquela versão antiga. O que ficou foi a ideia de um ‘little monster’ dentro da gente, que tentamos controlar ou manter escondido, mas que quer sair. Na versão nova, o monstro acabou virando um personagem, um lado mais impulsivo, desinibido, meio vulgar e pouco preocupado em se comportar. Ele é o protagonista e é ele quem conta a história. Está preso dentro de uma pessoa que considera chata e contida demais e passa boa parte da música reclamando disso”, conta Amanda.

Little monster é o segundo single do próximo disco. Além de Amanda, o Elephant Run reúne Fernando Coelho (guitarra e sintetizadores), Ladislau Kardos (bateria) e Renato Cortez (baixo). A banda levou o personagem para um clipe dirigido por Fábio Knoll e pelo próprio grupo, filmado no teatro Arka dos Anjos, em São Paulo.

Amanda interpreta uma criatura cuja mordida transforma humanos em monstros. As referências incluem A maldição da besta, de Paul Naschy, e Um lobisomem americano em Londres, de John Landis, num cenário gótico que aproveita o gosto da banda pelo cinema. Amanda e Ladislau também são atores, e ajudaram os colegas a entrar na brincadeira. Outras ideias surgiram nas conversas durante a filmagem.

Fernando, o guitarrista do grupo, idealizou e produziu o vídeo e assina a colagem da capa. O vermelho acompanha o que ele define como uma música quente, enquanto os pássaros representam entidades brasileiras protegendo a personagem de um olhar externo.

Confira abaixo a capa e o clipe de Little monster.

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Solarski estreia com pós-punk tenso e crítica às guerras em “Do you need a riot?”

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Solarski - Foto: Shoot Me Again Webzine

RESUMO: O trio belga Solarski estreia com Do you need a riot?, single de pós-punk tenso e guitarras cortantes que critica guerras, interesses econômicos e manipulação.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Shoot Me Again Webzine

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“Não nos ponha numa caixinha. Somos o Solarski”. É assim que o trio belga Solarski se apresenta, deixando claro que não está muito interessado em rótulos. Mas dá para começar pelo pós-punk, que aparece com bastante força no single Do you need a riot?, primeiro single da banda, formada na região de Namur, na Bélgica. O som é tenso, nervoso, com baixo pulsante, bateria insistente, guitarras cortantes e um vocal áspero, quase sempre no limite entre cantar e gritar.

O Solarski é formado por três músicos experientes, que dividem baixo, guitarra e bateria. Os integrantes já passaram por palcos importantes da Bélgica, como o Cirque Royal, o Botanique e o festival Dour, em projetos anteriores. Agora, apostam num som que mistura pós-punk e indie rock, mas com uma urgência que lembra mais uma banda tocando à beira de um ataque de nervos. Há pouco espaço para descanso: a música avança com uma tensão quase permanente, sustentada por uma cozinha pesada e guitarras que parecem querer aumentar ainda mais a pressão.

E o assunto não é dos mais tranquilos. Do you need a riot? (“Você precisa de uma revolta?”) fala de um mundo em que guerras e conflitos parecem cada vez menos ligados a ideais e cada vez mais aos interesses de quem controla petróleo, dinheiro e recursos naturais. A letra mistura referências a guerras econômicas e religiosas, manipulação de informações e uma ordem mundial que parece ter perdido qualquer regra. No refrão, a banda repete uma frase simples, quase como palavra de ordem: “Não precisamos de guerra”.

“Queríamos escrever uma música que não dissesse às pessoas o que pensar, mas que as obrigasse a perguntar quem tem interesse em ver o mundo pegar fogo”, explica o trio.

Gravada, mixada e masterizada pelos próprios integrantes, Do you need a riot? é a primeira amostra do álbum de estreia do Solarski, ainda sem data anunciada. A banda prefere não ser colocada numa caixinha, mas já dá para perceber que o pós-punk é sua arma para falar de um mundo que anda difícil de engolir.

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Smile: poesia falada e desespero punk em “Gotta run”

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Smile (Foto: Divulgação)

RESUMO: Em Gotta run, o Smile mistura punk, pós-punk e poesia falada numa música sobre traumas e sobrevivência. Single antecipa o álbum Gun-shy, de 2027.

Texto: Ricardo Schott – Foto: Divulgação

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O Smile tem uma vocalista que diz preferir “entoar suas histórias poéticas, repletas de reflexões pessoais” em vez de simplesmente cantar. Mas é bom não se acostumar: no single Gotta run, Rubee True Fegan começa com uma voz blasé, quase falada, e depois solta o desespero. A banda acompanha com um som elegante e ruidoso, mais punk do que pós-punk (embora definam-se como pós-punk), até mudar de assunto no meio da música. Ou melhor: mudar a maneira de tratar o mesmo incômodo.

Formado por amigos durante a pandemia, o grupo reúne músicos dos Estados Unidos e da Alemanha, hoje espalhados por Amsterdã, Berlim e Colônia. Rubee, também artista performática, põe histórias e reflexões pessoais em letras que nem sempre precisam de uma melodia para funcionar. O EP I hate it here (2022) e o álbum Price of progress (2023) apresentaram esse encontro de poesia falada, guitarras e vontade de experimentar.

Gotta run antecipa Gun-shy, segundo álbum, que sai em 22 de janeiro de 2027 pela Siluh Records. A faixa começa correndo, com bateria rápida e uma urgência que combina com o título. Depois desacelera e vira quase outra música, mais arrastada e cheia de tensão. Rubee levanta a voz, e aquela aparente indiferença do começo vai para o espaço. A fuga ganha um peso que a velocidade inicial ainda permitia disfarçar.

A letra trata do que um sistema violento ensina ao corpo, inclusive depois que a pessoa consegue escapar. Sair de um lugar não resolve automaticamente o que ele fez com você: sobram reflexos de defesa, medos e hábitos que acabam entrando nas relações amorosas e familiares. Dá para desaprender o que foi necessário para sobreviver?

No clipe, Rubee circula por Albuquerque, sua cidade natal (no Novo México), vestida de poodle rosa. A figura absurda atravessa uma paisagem marcada por desigualdade, carros e ruas, com imagens de câmera de mão. O disco foi gravado com Olaf Opal em Colônia, aproveitando demos feitas também em Albuquerque e preservando algumas primeiras tomada. Tudo com uma boa dose de aspereza.

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